Siga-nos

Perfil

Expresso

Sociedade

Enfermeira diagnostica cancro raro através do Facebook

Uma enfermeira pediátrica diagnosticou um cancro raro numa criança de dois anos, quando visitava as fotografias do perfil da mãe, sua amiga no Facebook.

Leonor Veiga (www.expresso.pt)

O Facebook é, sem dúvida, uma das maiores redes sociais do mundo, com milhões de utilizadores em todo o mundo, e já foi responsável por várias histórias curiosas que se tornaram notícia.

Desta vez, o "Daily Mail" publicou a história de Grace, uma menina de dois anos a quem foi diagnosticado um cancro raro através de uma fotografia publicada no perfil da mãe.

Nicola Sharp é enfermeira pediátrica há 20 anos. Enquanto visitava as fotografias da sua amiga Michele Freeman no Facebook detetou algo estranho numa delas, em que Michelle aparecia com Grace, a sua filha de dois anos.

É que a menina tinha o olho direito com um reflexo vermelho, mas o outro estava branco. "Normalmente os olhos ganham um tom avermelhado nas fotografias, mas quando o olho está branco, pode significar que algo está errado", explicou a enfermeira ao jornal. Nicola alertou de imediato a amiga, para que Grace fizesse exames médicos.

Diagnóstico confirmou cancro na retina

Acabou por se descobrir que a criança tinha um retinoblastoma, um cancro na retina, bastante raro. Dois tumores estavam alojados no olho esquerdo, do qual Grace já tinha perdido totalmente a visão.

A cegueira não tinha sido detetada uma vez que a criança tem apenas dois anos, e se não fosse o alerta de Nicola, provavelmente a doença não teria sido diagnosticada a tempo.

A mãe, Michelle, afirmou em declarações ao "Daily Mail", que acredita que Nicola terá salvo a vida da sua filha. "Não há dúvidas para mim de que Nicola salvou a vida a Grace. Não havia quaisquer indícios de que Grace tinha um problema nos olhos e nunca teríamos sabido sem a ajuda de Nicola."

A menina de dois anos tem agora que viajar de Heywood, onde habita, para Birmingham, de quatro em quatro semanas, para fazer um tratamento com laser. Terá sempre de fazer exames para monitorizar o seu estado de saúde, mas deverá sobreviver.

Este tipo de cancro apenas afeta crianças mais pequenas, adianta a notícia do jornal britânico, e quando diagnosticado cedo, como aconteceu com Grace, há uma grande probabilidade de cura.