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Jesus recusa "baixar" ao nível de Vítor Pereira (vídeo)

Jorge Jesus recusou-se "baixar ao nível" do técnico do FC Porto, que o acusou de ser egocêntrico, argumentando que se "limitou a dar uma opinião" e que não fez "juízos de caráter".

O treinador de futebol do Benfica recusou-se no sábado "baixar ao nível" do técnico do FC Porto, que o acusou de ser egocêntrico, argumentando que se "limitou a dar uma opinião" e que não fez "juízos de caráter". 

"Dei a minha opinião sobre um lance, que foi a mesma do treinador do Vitória de Guimarães, não falei do caráter das pessoas e não baixo ao seu nível", disse Jorge Jesus no final do jogo com o Feirense, aludindo ao treinador do FC Porto, Vítor Pereira, para quem o técnico benfiquista tem "um ego enorme e não consegue ver para além do seu umbigo". 

A opinião expressa por Jesus incidiu sobre um lance do jogo da primeira jornada entre o Vitória de Guimarães-FC Porto, em que o jogador portista Sapunaru caiu na área e o árbitro Olegário Benquerença assinalou a grande penalidade que deu a vitória ao campeão nacional. 

"Muita gente a mandar-se para o chão ao primeiro contacto"

Desviando a agulha para o jogo com o Feirense, depois de ser confrontado com a opinião do treinador Quim Machado, segundo o qual ficou por marcar um penálti contra o Benfica nos últimos minutos, Jesus disse "aceitar a análise" que o colega fez do lance, a despeito de nas primeiras jornadas "haver muita gente a mandar-se para o chão ao primeiro contacto". 

Sobre a fraca exibição do Benfica, Jesus justificou-a com o cansaço dos seus jogadores: "Não recuperaram do desgaste físico do jogo de terça-feira com o Twente, senti que alguns jogadores não estavam tão frescos como eu desejava. Aliás, o resultado obrigou-me a deixar alguns mais tempo em campo, pois eu pensava tirar mais cedo o Nolito, o Aimar e o Saviola, mas o Feirense empatou e só com o 2-1 é que comecei a retificar". 

Capdevila sem ritmo

A propósito da utilização de Capdevila alegou que "tinha de o lançar em qualquer jogo" e que este lhe "pareceu o ideal", reconhecendo, porém, "ter-se notado que o internacional espanhol não tem muito ritmo", mas que "se não jogar nunca o vai ganhar". 

Referiu-se ainda a outra individualidade, o brasileiro Bruno César, que entrou perto do fim e foi autor do terceiro golo, para dizer que está "mais confiante, mais rápido e mais solto" do que na pré-época e a "justificar a oportunidade" que lhe concedeu, elogiando ainda o facto deste ser "fisicamente muito forte" e de depositar nele "toda a confiança". 

Quima Machado queria penálti

Já o treinador do Feirense, Quim Machado, disse "esperar um início forte do Benfica", como aconteceu, mas lamentou que os seus jogadores tivessem "demorado tanto tempo a perder o respeito" pelo adversário, razão pela qual a sua equipa teve "vinte minutos iniciais complicados". 

No entanto, Quim Machado lembrou que, quando o Feirense perdeu o respeito pelo Benfica na segunda parte, conseguiu "começar a sair para o ataque e chegar ao golo" e que pelo que fez depois do intervalo "merecia outro resultado".

Lamentou que tivesse "ficado por marcar uma grande penalidade clara" sobre Ludovic, que "podia dar o 2-2", quando faltavam "apenas cinco ou seis minutos para o final", e, embora reconhecendo que o jogo "não acabava ali", mostrou-se convencido de que "seria diferente do que foi" na parte final.

"Não queremos ser os coitadinhos, nem queremos vitórias morais, mas sim conquistar pontos", disse Quim Machado, recordando que, além do penálti que ficou por marcar, o seu jogador Jonathan "desperdiçou uma oportunidade soberana" de fazer o 2-2 a poucos minutos do fim.