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Atualidade / Arquivo

Monárquico constituído arguido

As autoridades interrogaram dois suspeitos que na segunda-feira furtaram a bandeira da Câmara de Lisboa, trocando-a por uma monárquica. Rodrigo Moita de Deus foi constituído arguido. (Vídeo no final do texto)

Filipe Santos Costa, Hugo Franco e Rui Gustavo

Henrique Burnay, ex-assessor do Ministério da Justiça, e Rodrigo Moita de Deus foram ouvidos pela Polícia, por suspeita de terem sido autores do furto da bandeira da Câmara Municipal de Lisboa. Moita de Deus foi o único a ser constituído arguido.

"Eu e o Henrique Burnay, como representantes do blogue Movimento do 31 da Armada , fomos devolver a bandeira, lavada e engomada", conta Nuno Miguel Guedes, jornalista free-lancer.

A Polícia foi chamada ao local pela própria autarquia e levou para interrogatório o portador da bandeira, Henrique Burnay, e Moita de Deus, que assumiu a autoria do furto.

Os dois deslocaram-se à Polícia pelos seus próprios meios. Só Rodrigo Moita de Deus foi constituído arguido. Não se sabe, para já, de que crime foi indiciado.

"É tradição da monarquia ter uns bobos de serviço", declarou Duarte Moral, assessor do Presidente da Câmara de Lisboa, António Costa.

Na noite de segunda-feira, dia 10, pouco depois da meia-noite, quatro elementos pró-monárquicos do Movimento 31 da Armada, retiraram o símbolo autárquico da varanda dos Paços do Concelho e hastearam a bandeira azul e branca com recurso a um escadote, uma iniciativa destinada a "restaurar a legitmidade monárquica".

O vídeo foi mostrado no blogue 31 da Armada.

O edifício da Ministério da Administração Interna e uma esquadra da Polícia estão a poucos metros do local.