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Elis Regina morreu há 30 anos

A cantora Elis Regina morreu a 19 de janeiro de 1982. Um pouco por todo o Brasil assinala-se hoje o desaparecimento de um dos maiores nomes da música popular brasileira (MPB).

Maria Luiza Rolim (www.expresso.impresa.pt)

O Brasil presta hoje tributo a Elis Regina, considerada a melhor cantora brasileira de sempre. Falecida há 30 anos, continua mais viva do que nunca, como se pode deduzir das homenagens à "estrela" da MPB, que inclui o relançamento de CDs, a reedição de uma biografia e o novo espetáculo da cantora Maria Rita, sua filha, com produção de João Marcelo Bôscoli, outro dos seus três filhos.

Entre os relançamentos musicais está a "Elis Regina nos Anos 60", uma box com os 12 álbuns gravados pela cantora na primeira fase da sua carreira. Uma segunda box está a ser editada pela Universal Music, que pretende relançar 24 álbuns contendo toda a discografia da artista produzida pela gravadora.

Chegou hoje às livrarias no Brasil a quarta edição da biografia "Furacão Elis", escrita pela jornalista brasileira Regina Echeverria e publicada pela editora Leya. E até ao final do ano deverá ser lançada outra biografia da cantora, da autoria de outro jornalista brasileiro, Júlio Maria. 

"Viva Elis"

A isso, junte-se o projeto "Viva Elis", da autoria dos filhos de Elis Regina, que inclui uma exposição multimédia - vídeos, fotos, discos, revistas, recortes de reportagens, roupas, objetos pessoais e acervo de documentos - que depois de ser apresentada em várias cidades brasileira vai fazer parte  do acervo do futuro Instituto Elis Regina, a ser criado em São Paulo, Rio de Janeiro ou Porto Alegre.

No âmbito do projeto "Viva Elis", será também publicado um livro, da autoria de Allen Guimarães, com texto resultante de pesquisa e entrevistas dadas pela cantora.

Nascida em 1945 na cidade de Porto Alegre, no Estado do Rio Grande do Sul,  Elis gravou o seu primeiro disco em 1961 e em 1965 conquistou o Brasil ao cantar "Arrastão" no Festival de Música Brasileira da TV Excelsior. A cantora que gravou nomes ainda pouco conhecidos como Edu Lobo, Ivan Lins e Milton Nascimento, lançando-os para a ribalta, ficou mais de um ano em cartaz com o espetáculo "Falso Brilhante", entre 1975 e 1977.

A "Pimentinha", como era chamada por alegado mau feitio, vendeu mais de 4 milhões de discos em 18 anos de carreira. A sua morte em 1982 - vítima de overdose de álcool e cocaína-,  levantou uma onda de comoção no país.