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"Congelamento das promoções vai esfrangalhar Forças Armadas"

Presidente da Associação 25 de Abril, Vasco Lourenço, afirma que os militares não podem ser tratados como "simples funcionários públicos" e diz que Portugal nunca devia ter entrado no Afeganistão.

O presidente da Associação 25 de Abril disse hoje, em Torres Vedras, que o congelamento das progressões aos militares pelo Governo poderá comprometer as Forças Armadas.

"O congelamento das promoções vai esfrangalhar por completo as Forças Armadas", disse Vasco Lourenço, questionando se "queremos ou não queremos as Forças Armadas" para responder que, em caso de o país querer, "tem de lhes dar condições para exercerem as suas funções".

Para o responsável, "está a haver uma descaracterização muito grande das Forças Armadas". Vasco Lourenço lembrou que os militares não podem ser tratados como "simples funcionários públicos" quando lhes são pedidos "sacrifícios e missões e até a vida", justificando a sua posição de que "é preciso dar-lhes condições" e não congelar as progressões na carreira militar.

O presidente da Associação 25 de Abril falava à margem de uma conferência sobre os "50 anos da Guerra Colonial", durante o acampamento nacional "Summer Fest" da Juventude Socialista em Santa Cruz, Torres Vedras.

Afeganistão: "Guerra sem sentido"

O presidente da Associação 25 de Abril defendeu hoje, em Torres Vedras, que Portugal nunca deveria ter participado na guerra do Afeganistão, numa altura em que se completa 10 anos da presença do contingente português naquela país.

"Acho que Portugal nunca devia ter entrado no Afeganistão e se lá está há 10 anos são 10 anos a mais e já devia ter saído", afirmou o coronel Vasco Lourenço.

Para o presidente da Associação 25 de Abril, trata-se de uma "guerra sem sentido" e as Nações Unidas já "deveriam ter tomado uma posição".