Skopje tem um parque automóvel imprevisível quando comparado com a Europa ocidental, onde os automobilistas são obrigados a desistir de conservar os carros já que 3000 leis e directivas europeias obrigam a inspecções, substituições e outras obrigações que tornam incomportável manter uma viatura mais do que por uma meia dúzia de anos.
Aqui é o contrário. As peças podem rarear (rareiam mesmo!), mas o improviso permite que haja táxis a circular que não se percebe como ainda conseguem rodar para a frente, Yugos ou Volkswagen, mas todos de décadas recuadas do século passado. Ao lado, circulam umas actualíssimas viaturas incaracterísticas em tudo menos no facto de serem novas.
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da enviada do Expresso à Bienal "Jovens Criadores da Europa e Mediterrâneo", em Skopje |
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Depois de me habituar a tudo isto, eis que numa curva da sorte tropecei no carro mais esforçadamente estimado que alguma vez vi. Fiquei hipnotizada e não resisti a pedir ao dono que me deixasse fotografá-lo. Ele encolheu os ombros enquanto entrava e dava à chave na ignição: desde que não demorasse...
Já viram um Zastava em melhor estado fora de um museu?