Quando em Março de 1989 um jovem investigador do CERN, Tim Berners-Lee, entregou ao seu supervisor, Mike Sendall, um documento intitulado: "Gestão de Informação: uma proposta" ("Information Management: a Proposal"), estaria certamente longe de pensar que as suas ideias mudariam o mundo para sempre. Um ano depois, nascia a World Wide Web.
Na conferência organizada pelo CERN que decorre em Genebra a partir das 14 horas de hoje recorda-se este momento fundador, estando desde já confirmada a presença do próprio Berners-Lee que fará uma demonstração do browser original. Mas o que inventou, de facto este jovem físico britânico?
No documento entregue a Mike Sendall, Berners-Lee propunha-se resolver as dificuldades relativas à gestão de grandes volumes de informação produzidos no âmbito de megaprojectos de investigação como por exemplo o LHC (Large Hadron Collider): O grande acelerador de partículas que depois de um arranque atribulado, só em Setembro deste ano voltará a entrar em funcionamento.
Mas como? Por via de um sistema de informação interligada. Tratava-se de recorrer a um sistema textual não-linear, ou hipertexto, onde os documentos seriam acedidos através de um browser, sendo tudo isto suportado por uma rede de comunicações informáticas.
20 anos depois, esta rede chama-se Internet, os browsers mais usados são o Internet Explorer da Microsoft e o Firefox da Mozilla e o mundo é um lugar muito diferente.
Ainda que o senso comum confunda frequentemente a rede computacional que liga milhões de computadores em todo o mundo - a Internet - com o conjunto de documentos, vídeos, imagens e outros recursos linkados entre si - a World Wide Web - elas são corpo e alma de uma sociedade assente no conhecimento onde a informação é cada vez mais um bem precioso. E Sir Tim Berners-Lee está hoje de parabéns.