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Vírgula compromete julgamento de António Preto

Co-arguidos do deputado do PSD António Preto tentam anular dívida fiscal do 'caso da mala' por causa de uma morada errada.

Micael Pereira (www.expresso.pt)
10:50 Quarta feira, 11 de novembro de 2009
Prevendo o arrastamento do processo na secretaria, o advogado de António Preto (foto) pediu na quinta-feira ao tribunal para que o deputado seja julgado em separado.
Prevendo o arrastamento do processo na secretaria, o advogado de António Preto (foto) pediu na quinta-feira ao tribunal para que o deputado seja julgado em separado.
João Carlos Santos

Um erro de uma vírgula cometido pela Direcção-Geral de Contribuições e Impostos na morada da empresa dos dois co-arguidos de António Preto no processo do 'caso da mala' pode comprometer a evolução e o desfecho do julgamento, ilibando-os no limite do crime de fraude fiscal pelo qual estão a responder, juntamente com o deputado do PSD, desde o dia 27 de Outubro.

Em causa está o facto de os dois co-arguidos, Virgílio Sobral de Souza e Jorge Silvério, terem apresentado uma acção no Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) do Funchal a requerer a extinção de uma execução fiscal de 347 mil euros de dívidas de IRC com base no argumento de que a empresa deles - a Serbro, também arguida no 'caso da mala' - não ter sido notificada para pagar os impostos em falta, porque a morada estava errada.

Em vez de constar "Rua do Castanheiro nºs 1 a 3, 8 - Funchal" no remetente, os serviços de finanças colocaram "Rua do Castanheiro nºs 1 a 38", o que fez com que as cartas registadas com aviso de recepção não fossem entregues. "O sr. carteiro pode ter tentado a entrega do nº4 ao 38", ironiza Rui Teixeira, o advogado que assina a acção de oposição à execução fiscal no Funchal, pedindo a sua extinção total.

Julgamento em banho-maria


As dívidas incluem os €37.575 de IRC pelo qual Sobral de Souza, Silvério e Preto estão acusados, isto é, o imposto relativo a €125 mil entregues pelos dois construtores em dinheiro (parte deles numa mala) em 2002 ao deputado. O TAF do Funchal ainda não decidiu, mas a dar-lhes razão a anulação da dívida enfraqueceria ainda mais a acusação do 'caso da mala'. Não havendo valores em falta, deixaria de fazer sentido o próprio pedido de indemnização pelo Ministério Público (no valor dos €37 mil de imposto). Isto depois de em 2005 a acusação deixar de fora as suspeitas de corrupção e tráfico de influência associadas às célebres escutas em que se ouve António Preto a dizer ao telefone, para Sobral de Souza, de quem era advogado: "Estou aqui a receber dinheiro, pá, como nunca vi na vida!"

A Serbro tem ainda a correr uma acção no TAF de Sintra (concelho onde a empresa teve a sua sede até 2007) de impugnação da liquidação de €498 mil de IRC, relativos aos mesmos anos fiscais, antes de a DGCI ter reformulado a dívida para os €347 mil que estão em execução no Funchal. O tribunal fiscal de Sintra rejeitou, no dia 1 de Outubro, a impugnação, mas a decisão ainda não transitou em julgado.

Para já, a defesa dos construtores civis conseguiu deixar o julgamento em banho-maria, depois de, na primeira audiência, o juiz ter suspendido o início da produção de prova. A segunda sessão está marcada para a próxima terça-feira, com as testemunhas de acusação notificadas para comparecer, mas arriscando uma viagem em vão. O juiz pode decidir aguardar que tudo fique resolvido no Funchal e em Sintra.

Prevendo o arrastamento do processo na secretaria, o advogado de António Preto pediu na quinta-feira ao tribunal para que o deputado seja julgado em separado.


Bê-á-bá do Caso da Mala
  • Em 1998, o deputado do PSD António Preto torna-se advogado das empresas de Virgílio Sobral de Souza
  • Em Maio de 2002, durante uma investigação a Sobral de Souza por causa de um centro de exames de condução, Preto é apanhado a receber uma mala com 25 mil euros. É aberto um processo-crime autónomo
  • Em Dezembro de 2005, Preto é acusado de fraude fiscal e falsificação de documento. Caem as suspeitas de corrupção
  • A 27 de Outubro de 2009, Preto começa a ser julgado

Texto publicado na edição do Expresso de 7 de Novembro de 2009

 

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Porra (vírgula) Devolvam a mala ao homem.
CM84 (seguir utilizador), 4 pontos (Divertido), 11:58 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
Depois queixam-se do aumento da despesa. Se tivessem deixado em paz o homem, evitavam-se estes problemas.

Temos que admitir: As escutas telefónicas não passam de pura bisbolhotice. Quanto custou o equipamento? É só dinheiro deitado à rua.

Escuta-se uns. Não se pode.

  Escutam-se outros. Não era bem o crime que estavamos autorizados a ouvir.

  Ouvimos mas não vimos. Não serve.

Também ouvimos quem não devíamos. Anule-se.

Portugal podia ser um País maravilhoso. A Assembleia legisla. O Governo governa. Os cidadãos cumprem. Está completo.

Espera aí. Faltam os tribunais. Faltam?...deixa cá pensar hhuuummm... não estou a ver para quê... mas pronto.

Na frase acima, onde está um ponto final, metam uma VÍRGULA, e escrevam Tribunais.
 
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Há uma figura jurídica ...
António Da Rocha (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 12:05 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009

... que refere "litigância de má-fé"

Aqui afirmo que, se fosse juíz e me aparecesse um advogado com esta "argumentação" a tentar boicotar o desenvolvimento do julgamento, dava-lhe de imediato ordem de prisão com a obrigatoriedade de ir para uma prisão onde só houvesse "balde higiénico"

O que esta argumentação pretende, objectivamente, é chamar estúpido ao juíz.

Então o carteiro não conhece nenhuma empresa naquele curto espaço, com o nome a quem vai dirigida a correspondência?

Esta empresa nunca recebeu corrspondência a não ser aquela que consta da notificação?

É caso para dizer: alto e pára o baile!

Cumpts
 
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    Re: Há uma figura jurídica ...    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:01 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
    Re: Há uma figura jurídica ...    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 18:04 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
    Re: Há uma figura jurídica ...    Ver comentário
ssopas (seguir utilizador), 1 ponto , 12:16 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
    Re: Há uma figura jurídica ...    Ver comentário
António Da Rocha (seguir utilizador), 2 pontos , 12:44 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
    Re: Há uma figura jurídica ...    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 18:55 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
    Re: Há uma figura jurídica ...    Ver comentário
Icezero (seguir utilizador), 1 ponto , 13:18 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
A vírgula.
ssopas (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 11:54 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
Uma simples vírgula pode colocar a justiça portuguesa no dicionário das anedotas. Ainda mais!
Será que ninguém acaba com isto. Então as criaturas lesam o Estado em milhares de euros, o senhor deputado com mandato suspenso arrecada uns quantos milhares de euros e tudo acaba sem ninguém condenado por causa de uma simples vírgula.
Qualquer cidadão que trabalhe e viva do seu parco vencimento, falhar perante as finanças não há virgula, nem ponto final que o salve, estes nababos roubam o Estado e tudo fica em águas de bacalhau.
Apetece dizer, vão todos à m****!!!

Paulo «sopas» Amaral
 
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    Re: A vírgula.    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 18:27 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
Vírgula compromete julgamento de António Preto
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:29 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
Até aqui eram os colarinhos brancos que não temiam nem respeitavam a Justiça, agora até já o colarinho Preto faz o mesmo.
 
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Patética
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 13:29 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
A nossa 'Justiça' é patética e os seus agentes são patéticos!
Mas, ao contrário de outros isso não me desanima, antes pelo contrário. É que eu acho que isto está a atingir o ponto de não retorno. O ponto de não retorno para que o 25 de Abril chegue à Justiça portuguesa que passou, incólume, completamente ao largo da democratização do país.
São tempos pré-revolucionários, aqueles que vivemos.
Porque não duvidem que isto vai acabar. TEM que acabar! O país não vai aguentar muito mais ver os casos a acumularem-se sem ninguém cumprir pena. Eu gosto destes momentos, gosto de os saborear e acho que, com mais ou menos brevidade, lançar-se-ão as pedras para criar, pela primeira vez em Portugal, uma Justiça digna desse nome! Coisa que rareou, em 850 anos de nacionalidade! E eu vou poder assistir. Será uma verdadeira revolução, e das maiores feitas em Portugal, aquela que dotar a República de Justiça. Aguardemos! A 'Justiça' continua a cavar a sua própria cova. Esperemos que esteja suficientemente funda, damos-lhes uma pazada na mona, tapamos o buraco e fazemos de novo!
Com gente nova...
 
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    Re: Patética    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 18:16 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
    Re: Patética    Ver comentário
mitic0 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:17 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
O Código da Vírgula
Caldeiradas (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 15:39 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
O problema da justiça portuguesa são as virgulas. Os juízes, vírgula nada têm a ver com o asunto vírgula nem vírgula os procuradores. Òs arguidos virgula também não. O crime virgula é que se dá bem desvirgulado. O Código Penal virgula o Código do Processo Penal virgula têm de ser substituidos pelo Código da Virgula. Se os juízes ganhassem à vírgula os vigaristas já não se riam de nós e da falta de vírgulas e isto já não acontecia ponto final. Talvez seja de mandar um Virgulino fazer um novo Código em substituição do que foi feito pelo Rui Pereira virgula ministro da administração interna.
 
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Por melhor que seja o sistema, os advogados sujos
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:10 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
... e outros intervenientes com menos escrúpulos ou ressabiados dão este triste aspecto à Justiça. Acabamos divididos entre o rir ou a vontade de começar a distribuir estalos!
 
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Desculpem lá...
certo iactu (seguir utilizador), 1 ponto , 11:27 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
Alguém pode pôr fim a esta dança ?
Andam todos a " chuchar" connosco ?
Oh senhor Bastonário, o senhor que costuma falar conforme e consoante, não tem nada a exigir ?
 
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Uma virgula..
Fernando Torres (seguir utilizador), 1 ponto , 11:46 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
uma simples virgula será levada em conta para o exercicio da justiça..isto (o Pás..a politica..a justiça) já raia tanto o anedotico que até tenho duvidas de que sejam pra levar a sério..
 
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MATEMÁTICA
Figgs (seguir utilizador), 1 ponto , 11:50 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
1 a 38 CONTÉM 1 a 3.8. Se fosse ao contrário..., ainda vá !!!! Mas, meus amigos, deixemo-nos de tretas, de gozar connosco, de gozar até com a justiça portuguesa. Advogado que me apresentasse uma argumentação destas eu partia-lhe a cara ! A correspondência FOI ou NAÕ FOI ENTREGUE ???? ESSA é a questão. Os CTT podem provar que entrtegaram.
 
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Salazar pode morrer? Não, faz falta à Nação!
Alvares_Almeida (seguir utilizador), 1 ponto , 15:06 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
ou seria - Salazar pode morrer não faz falta à Nação.
Concordo perfeitamente que se arquive um processo por incorrecção no uso do português. Deveriam, igualmente, enviar o senhor (a) das finanças para as novas oportunidades. Patético, disparatado e um insulto à nossa inteligência.
 
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Ponto e virgula
caetanopereira (seguir utilizador), 1 ponto , 17:26 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
Já sei que vão aparecer por aqui alguns iluminados, atribuindo
as culpas da virgula ao nosso 1º ministro José Socratres.
 
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A vírgula e os ses
sousaalmeida (seguir utilizador), 1 ponto , 17:44 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
O juiz percebeu a intenção, o advogado sabe muito bem com que tipo de gente está a trabalhar, e todo este cenário, faz parte do esquema. Não há inocentes, há sim culpados, que mais uma vez, com o andar dos anos, vão passar a vitimas e depois serão absolvidos, acabando por vir exigir ao estado indemnizações, pela sua inocência. Coitadinhos!...
 
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Sempre a gajada neste País se tem safado
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 1 ponto , 17:45 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
devido a erros processoais, mas neste caso não será uma virgula, mas sim um ponto final paragrafo...
 
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Vírgula acusada de obstrução à Justiça !
Geraldo Sem Favor (seguir utilizador), 1 ponto , 17:56 | Quarta feira, 11 de novembro de 2009
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