Era o mais esperado. John Kao, especialista em novas tecnologias, foi ao som do piano que explicou o conceito de inovação.
A sua intervenção foi um dos pontos altos do primeiro dia do Congresso. "O mundo está a mudar. Já não há uma ligação entre tamanho e liderança na inovação", garantiu o especialista em novas tecnologias e autor do livro
Innovation Nation.
"A geografia da inovação está a mudar, deixando de estar limitada aos países mais desenvolvidos, o que pode ser uma oportunidade para Portugal", destacou o especialista.
No limite, pode mesmo transformar-se no "smart small west cost europe inovator" acrescentou.
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| John Kao interpretou ao piano A Onda de Tom Jobim |
| Joost de Raeymaeker |
Kao defende que a revolução digital já não tem retorno e que aliada à inovação social e ao bem-estar pode trazer largos benefícios para a sociedade.
Sociedade digital mais democrática
Opinião partilhada por Leonor Beleza, presidente do Congresso. "A sociedade digital é mais democrática, abrindo novas oportunidades para todos", garantiu a responsável.
A ex-ministra da Saúde mostrou-se optimista quanto ao turning point - ponto de viragem para o digital, sublinhando que é necessária uma participação activa no processo.
"O mais importante será posicionarmo-nos como actores dominadores e não como sujeitos passivos" nesta revolução para aproveitar o melhores benefícios para a sociedade". A enorme vantagem é de colocar as pessoas numa "posição relativamente equivalente" acrescentou.
"As TIC, a Internet e as redes de nova geração (RNG) possibilitam uma melhor gestão dos recursos, com novas oportunidades para todos, nomeadamente os países emergentes" afirmou a presidente da Fundação Champallimaud.
Dueto entre ciência e tecnologia
"A tecnologia é sedutora. É uma mulher bonita que esconde perigos. O maior deles é o mau uso na ciência" disse João Lobo Antunes no painel sob o nome "A nova vida e nova civilização".
Segundo o professor da Faculdade de Medicina de Lisboa, a revolução digital tem uma maturidade saudável, mas terá que ser bem orientada. Defende por isso, que deverá haver um dueto e não um duelo entre os dois pólos: ciência e tecnologia.
Embora reconheça a expansão das tecnológicas nacionais na saúde, lamentou a menor "contribuição original" face a outros países. " Ainda importamos mais tecnologia, do que exportamos na área da saúde o que deverá ser alterado", concluiu o neurocirurgião .
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