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Ana Santiago (www.expresso.pt)
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9:00 Sexta feira, 10 de fevereiro de 2012
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Se tem perfil empreendedor e o seu caminho não passa por abrir um negócio próprio, talvez esteja na altura de empreender dentro da organização onde trabalha. Mas antes disso, certifique-se que está no lugar certo para o fazer. É que, como sabemos, existem organizações onde o espírito empreendedor é simplesmente "boicotado". Tudo depende da cultura organizacional.
Muitas ideias geradas por colaboradores de diferentes níveis hierárquicos morrem à nascença porque as chefias diretas levantam inúmeros obstáculos à sua concretização, outras ficam guardadas ad aeternum numa qualquer gaveta à espera de uma resposta, enquanto outras nem sequer têm espaço para ser partilhadas.
Na maior parte das vezes, isto acontece devido à passividade, aos jogos de poder, à resistência ao novo ou à mudança, à crença de que uns devem pensar e outros somente executar, entre outras razões.
A boa notícia é que o intra-empreendorismo
já começa a fazer sentido para algumas organizações, sobretudo aquelas que precisam de inovar cada vez com mais rapidez e eficácia para se diferenciarem ou manterem no mercado competitivo. É que os colaboradores empreendedores são capazes de analisar cenários, de buscar novas oportunidades, de criar novos conceitos e soluções e, acima de tudo, de fazer acontecer de forma rentável.
Posto isto, e se quer mesmo empreender por conta se outrem, tome nota dos conselhos que preparamos para si a partir dos ensinamentos de Gifford Pinchot
, criador do termo "intra-empreendedor":
1. Transforme os resistentes em aliados
Como o perfil empreendedor não é comum no seio das organizações, os mais acomodados vêem-no como uma ameaça. Neste sentido, e para não criar antipatias e inimizades, avance com calma e mestria, não tenha sede de protagonismo e procure mostrar de que forma a sua ideia ou projeto pode ajudar o setor, departamento ou a organização onde colabora.
2. Obtenha o apoio das chefias
Antes de empreender precisa de conquistar a confiança dos seus superiores. Por isso, procure rechear a sua carreira de muitas realizações e bons exemplos, só assim irão acreditar que é capaz de realizar o empreendimento que pretende sugerir. Aproveite para envolvê-los, pedindo-lhes conselhos.
3. Desenvolva as suas ideias antes de apresentá-las
Procure melhorar e estruturar a sua ideia, reflita sobre a sua viabilidade, prepare argumentos válidos para a defender, envolva possíveis aliados e apresente quando estiver suficientemente amadurecida, assim não corre o risco de ficar sem saber o que dizer perante uma pergunta ou objeção.
4. Comprometa-se e faça acontecer
Não basta ter boas ideias, é preciso tansformá-las em realidades rentáveis. Assuma essa responsabilidade. Isso requer da sua parte inúmeras capacidades, tais como planeamento, organização, liderança, comunicação, entre outras. Se não as tem suficientemente desenvolvidas, trate disso quando antes.
5. Descubra formas de ultrapassar as barreiras burocráticas
A burocracia é responsável pela morte de muitos projetos empreendedores. Não se deixe vencer por ela, procure antes vencê-la. Para isso, use a sua rede de contactos, procure percursos alternativos para chegar à meta ou conquiste o apoio de pessoas estratégicas (líderes de opinião).
6. Não espere dinheiro como recompensa
Se a sua ação empreendedora resultar em participação nos lucros, ótimo. Mas evite uma visão mercenária, até porque isso não é muito bem visto. Encontre outros fatores de motivação, tais como a realização pessoal, o reconhecimento, a possibilidade de ascender na carreira ou de participar em novos desafios, etc.
7. Aceite a possibilidade de ser demitido
O fator risco está sempre associado ao empreendedorismo, seja ele por conta própria ou por conta de outrem. Mesmo que a sua organização esteja disposta a assumir os riscos financeiros decorrentes do projeto, não se esqueça que existem outros riscos que são só seus. Se o projeto não surtir os resultados desejados, a sua reputação e o seu cargo podem estar em causa. Tem que estar preparado para esse cenário.
Do mesmo autor, pode ainda consultar, os dez mandamentos do intra-empreendedor
.
Veja aqui o vídeo: O que é intraempreendedorismo
Livro recomendado:
Intrapreneuring In Action de Ron Pellman
e Gifford Pinchot
Sinopse: This volume shows organizational leaders how to make good use of their peoples' intrapreneural energy. How? By helping them direct that energy toward what is most important and allowing them to use it with considerable freedom.
Nº de páginas: 170
Ano: 1999
Editor: BERRETT-KOEHLER
ISBN: 9781576750612
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20:35 Domingo, 29 de janeiro de 2012
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Ter as ideias é apenas o primeiro passo para se ser empreendedor, não o único
Se pensa que ser empreendedor é só para quem quer abrir ou está a gerir um negócio, está redondamente enganado. É possível ser empreendedor por conta de outrem e ainda empreender em campos que vão muito além do mundo empresarial. O empreendedorismo pode manifestar-se ao nível social, cultural, educacional. Ser empreendedor é uma forma de "ser" e "estar" na vida... que pode mudar o mundo!
O que nos reza a História
Em 1950, o economista Josepf Schumpeter
utilizou o conceito "empreendedorismo
" para definir uma pessoa criativa e capaz de inovar com sucesso. Seguiram-se outros contributos, nomeadamente de Kenneth Knight (1967) e Peter Druker
(1970), que associaram o empreendedorismo ao conceito de "risco", ou seja, a capacidade de arriscar no mundo dos negócios. Em 1985, Gifford Pinchot introduz o conceito de "intra-empreendedor" para definir a pessoa que é capaz de empreender dentro de uma organização.
Não se nasce empreendedor, aprende-se a sê-lo
Por mais que se tente, não se consegue provar que as características empreendedoras são hereditárias ou determinadas geneticamente. Pelo contrário, encontramos inúmeros exemplos de empreendedores que aprenderam a sê-lo com os seus pais ou outras pessoas que os inspiraram nesse sentido. Tal perspetiva coincide com as ideias do sociólogo francês Émile Durkheim
, segundo o qual a sociedade, enquanto coletividade, condiciona o comportamento do indivíduo, que aprende e desenvolve habilidades através do contacto com pessoas de gerações anteriores. Queremos com isto dizer que uma pessoa que não é empreendedora pode passar a sê-lo por via de treino e desenvolvimento pessoal. A educação e formação podem dar aqui um bom contributo.
Características do empreendedor
Estudos e pesquisas realizados pelo psicólogo americano David McClelland
dão-nos a conhecer, grosso modo, dois tipos de indivíduos: o primeiro composto por uma minoria de pessoas que são desafiadas pelas oportunidades e que têm um elevado grau de disposição para lutar para alcançar os resultados que desejam; e o segundo composto por uma maioria que simplesmente não se sente desafiada a lutar. Obviamente, o empreendedor enquadra-se no primeiro.
Agora, quando procuramos conhecer o perfil empreendedor, encontramos várias versões. Existe, contudo, um conjunto de dez características, que foram mapeadas a partir da personalidade de um determinado grupo de empreendedores de sucesso, no âmbito de uma pesquisa mundial conduzida na década de 60 por McClelland, em parceria com a ONU
.
Vamos lá então destacar essas dez características
1. Auto-confiança
A pessoa empreendedora acredita em si mesma e, consequentemente, nas suas ideias e decisões. Com essa atitude acaba por gerar confiança junto das pessoas que a rodeiam;
2. Iniciativa
A pessoa empreendedora procura constantemente novos caminhos, novas oportunidades e novas soluções, inspirado nas necessidades das pessoas, e tem a capacidade de passar das ideias à ação;
3. Concentração
A pessoa empreendedora está focada de tal forma nas suas metas que toda a sua ação é orientada para a obtenção dos resultados desejados;
4. Organização
A pessoa empreendedora transforma as suas metas em atividades e tarefas concretas a cumprir em determinados prazos e verifica o seu alcance já que tem o processo devidamente documentado;
5. Curiosidade
A pessoa empreendedora procura informação, acompanha tendências, ausculta pessoas que sirvam de inspiração para chegar às metas a que se propõe;
6. Persistência
A pessoa empreendedora não desiste das suas metas mesmo que sejam muitos os obstáculos e dificuldades. Além disso, está disponível para aprender com os erros e fazer os ajustes que forem necessários para alcançar o sucesso;
7. Coragem
A pessoa empreendedora tem a capacidade de assumir riscos, ainda que calculados, e de enfrentar situações que a maioria das pessoas tentaria evitar;
8. Persuasão
A pessoa empreendedora não tem apenas facilidade em vender um produto, serviço ou ideia mas sim a capacidade de levar as outras pessoas a acreditarem que aquele produto, serviço ou ideia são, realmente, os melhores;
9. Superação
A pessoa empreendedora acredita que é possível ir mais além, por isso procura continuamente melhores resultados e com eles atingir mais pessoas;
10. Comprometimento
A pessoa empreendedora cumpre o que prometeu no prazo estabelecido, mesmo que isso implique um maior esforço.
Posto isto, atrevemo-nos a perguntar-lhe: tem perfil empreendedor? Se ainda tem dúvidas, faça os seguintes testes:
Clique na imagem para fazer o teste da ANJE (Associação Nacional de Jovens Empresários)
Clique na imagem para fazer o teste do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas)
Livro recomendado: Portugal Primeiro - Empreendedores precisam-se!, de vários autores
Sinopse: As definições e os tipos de empreendedorismo, o papel do empreendedor e as características do empreendedor de sucesso. Para que serve o empreendedorismo? Como pode e deve o empreendedorismo mudar Portugal? O empreendedorismo nas empresas e na economia, no ensino, na sociedade e na cultura. O projeto portal do empreendedorismo, empreendedorismo para jovens e PME nacionais. A procura do e-gene.
Nº de páginas: 256
Ano: 2011
Editor: Edições Sílabo
ISBN: 9789726186540
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20:00 Terça feira, 24 de janeiro de 2012
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Fazem-nos crer, com alguma frequência, que a criatividade
é um dom de apenas algumas pessoas ou que as ideias são mera obra do acaso. Puro engano. Todos somos capazes de gerar ideias e as estas são, na maior parte das vezes, o resultado de um trabalho de campo ou de conhecimento acumulado. Por isso, é que Thomas Edison
considerou as suas invenções "fruto de 1% de inspiração e 99% de transpiração" e o publicitário David Ogilvy
disse que "as ideias vêm do inconsciente. Para que uma ideia seja relevante, o inconsciente precisa estar bem informado".
Se estamos realmente interessados em desenvolver a nossa capacidade criativa temos, antes de mais, de acreditar no poder da nossa mente e depois fazer uso disso diariamente, tanto no campo pessoal como no profissional.
A "criatividade é como ginástica: quanto mais se exercita mais forte fica", já dizia Walt Disney
. Além disso, quanto mais ideias gerarmos, maior é a probabilidade de encontrar ideias excelentes, que nos ajudam a concretizar os nossos propósitos e objetivos, ou seja, a sair da situação onde nos encontramos para a situação que desejamos. Não tenhamos por isso receio de explorar esta capacidade que é ilimitada. Os únicos limites são aqueles que impomos à nossa própria imaginação.
Da teoria à prática: sugestões para desenvolver o pensamento criativo
1. Ter o hábito de registar as ideias que vão surgindo, num bloco, num notebook, num gravador ou noutro suporte;
2. Anotar as ideias que surgem logo de manhã, ao acordar;
3. Reservar pelo menos dez minutos do dia só para pensar ou simplesmente silenciar
;
4. Ativar a curiosidade, a fim de procurar novos dados e informações;
5. Manter os cinco sentidos em estado de alerta para receber informações que chegam do exterior;
6. Alargar os horizontes de conhecimento através da leitura, do contacto com novas pessoas, de viagens, da participação em eventos, etc.;
7. Nunca ficar contente com a primeira ideia, procurar sempre outras ideias para escolher a melhor;
8. Partilhar as ideias com outras pessoas a fim de enriquecê-las, uma boa ideia na gaveta não serve para nada;
9. Praticar o método "chuva de ideias", conhecido por "brainstorming
", quer individualmente quer em grupo;
10. Escutar pontos de vistas diferentes e até divergentes para abrir a mente;
11. Buscar inspiração em pessoas que fogem do senso comum;
12. Apresentar o desafio ou situação a uma criança;
13. Evitar julgar as situações, procurar antes compreendê-las;
14. Fazer as perguntas certas e depois escrever, preferencialmente no presente do indicativo, pelo menos vinte respostas para cada pergunta;
15. Usar metáforas e analogias para relacionar as soluções com a situação real;
16. Manter uma atitude positiva, os pensamentos negativos bloqueiam novas ideias;
17. Deixar a mente aberta a novas ideias, cultivando o pensamento lateral;
18. Listar, até mentalmente, os pontos fortes e as oportunidades das situações em causa;
19. Desenhar as ideias para as tornar mais reais e ver o que acontece;
20. Ousar fazer coisas de forma diferente para sair da rotina e experimentar a neuróbica
;
21. Substituir o "mas" pelo "e" no discurso diário para eliminar barreiras que impedem a ação, certamente surgirá uma solução;
22. Decorar a casa, local de trabalho ou ecrã do telemóvel com citações ou imagens inspiradoras;
23. Criar novas ideias a partir de ideias existentes, melhorando-as ou transformando-as;
24. Prestar atenção aos detalhes e fazer a diferença a partir deles;
25. Resolver uma situação de cada vez e por etapas, dessa forma um problema enorme será resolvido mais facilmente;
26. Não guardar tudo para o último dia, para que o consciente processe todas as dimensões da situação e o subconsciente também;
27. Estabalecer um prazo e até desenvolver um certo sentido de urgência;
28. Dormir sobre o assunto, clarificando previamente a situação atual e desejada e identificando as barreiras a ultrapassar, para que o cérebro continue a processar a informação;
29. Não esperar pela perfeição para pôr uma ideia em prática, as melhorias e os ajustes vão sendo feitos ao longo da sua implementação;
30. Passar da ideia à ação, mantendo sempre um pensamento criativo.
Vamos, então, abrir a nossa mente e deixar fluir as ideias... as melhores são para pôr em marcha!
Veja aqui o vídeo: ¿Qué sabes de creatividad? (em espanhol)
Veja aqui o vídeo: What is Creativity - Brian Tracy (em inglês)
Livro recomendado:
Seja Criativo - Como revitalizar a sua vida pessoal e profissional de Guy Claxton
, Bill Lucas
Sinopse: A criatividade, além de ser a principal força económica do século XXI, constitui parte vital da nossa vida quotidiana. Precisamos de agir, cada vez mais, de modo criativo, e de responder às mudanças de forma mais flexível. Recorrendo a exercícios práticos e a exemplos inspiradores, Guy Claxton e Bill Lucas demonstram que é possível cortar com hábitos do passado e libertar as nossas mentes.Desperte a criatividade: saiba como se inspirar na parte mais íntima e profunda da sua mente e relaxe, sempre que necessário, para encontrar entusiasmo e inspiração.Pôr a criatividade em acção: aplique a sua criatividade no local de trabalho, construindo equipas capazes de fazerem germinar novas ideias.Viver a criativi
dade: leve as coisas a sério, comunique melhor, descubra possibilidades nunca antes sonhadas - e materialize-as.A criatividade não é um dom atribuído a uns tantos afortunados, nem uma competência que se possa aldrabar com uns quantos truques. Todos podemos aprender a ser mais criativos.Se pretende despertar a sua criatividade e abraçar ideias inovadoras, este é o livro ideal para si.
Páginas:182
Ano: 2006
Editor: Casa das Letras
Coleção: BBC
ISBN: 9789724616407
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Ana Santiago (www.expresso.pt)
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12:00 Sábado, 14 de janeiro de 2012
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Cada vez mais é necessário que empresários e funcionários saibam a importância de pensar "fora da caixa"
As organizações precisam de pessoas que pensem, independentemente da posição que tenham na hierarquia.
Em qualquer função, será uma mais-valia ter profissionais que sejam capazes de propor soluções para problemas, de apresentar ideias para novos projetos, de encontrar formas de economizar tempo e recursos, de expressar os seus pontos de vista sobre determinadas situações com vista à melhoria contínua.
Por isso, se achamos que apenas "somos pagos para fazer e não para pensar" corremos sérios riscos de ficar para trás num mundo cada vez mais exigente e em constante mudança. Se formos chefias e cultivarmos este lema, pior ainda. Talvez ainda não tenhamos percebido o quão produtivo e rentável pode ser pôr indivíduos e equipas a pensar. Talvez ainda não acreditemos verdadeiramente no potencial das pessoas e equipas que estamos a gerir. Talvez ainda não tenhamos desenvolvido a capacidade de explorar esse potencial. Ou talvez tenhamos receio que esse potencial ponha em risco a nossa posição de poder.
Pensar é um recurso humano demasiado valioso para ser desperdiçado. Vamos pensar e estimular os outros a fazer o mesmo.
Agora, para que possamos potenciar ao máximo esse recurso precisamos de utilizar vários tipos de pensamento
, até porque o pensamento tradicional baseado na argumentação e em situações-padrão já não é suficiente para atender a todos os desafios que nos são colocados.
Precisamos de pensar "fora da caixa", ou seja, desenvolver o "pensamento lateral
" proposto por Edward de Bono
, considerado a principal autoridade no ensino do pensamento enquanto competência específica.
O método dos seis chapéus do pensamento
Na prática, passa por aplicar um método simples e eficaz, concebido pelo mesmo autor e comprovado pelo mundo fora há mais de vinte anos, denominado "método dos seis chapéus do pensamento", onde cada chapéu tem uma cor e cada cor refere-se a um tipo de pensamento. Assim:
· Chapéu branco: considera as informações e os factos disponíveis.
· Chapéu vermelho: promove uma perspetiva emocional.
· Chapéu preto: identifica falhas, barreiras ou pontos fracos de uma ideia ou situação.
· Chapéu amarelo: identifica benefícios e cultiva o pensamento positivo.
· Chapéu verde: estimula a criatividade e a conceção de ideias novas.
· Chapéu azul: organiza o processo de pensamento e a utilização dos outros chapéus.
A ideia é usar um determinado chapéu para ativar um tipo de pensamento. Se precisamos de criatividade colocamos o chapéu verde e, se estivermos acompanhados neste processo, pedimos às restantes pessoas que façam o mesmo sem ter de lhes pedir que sejam mais criativas. O chapéu indica a direção em que pensar. É possível explorar um assunto ou resolver um problema utilizando todos os chapéus numa determinada sequência.
Este método pode revelar-se muito útil na condução de uma reunião ou na tomada de decisões. Neste caso, e para que as funções dos diferentes chapéus estejam claras para todos os intervenientes, podemos distribuir uma ficha ou afixar um quadro com os seis chapéus devidamente identificados.
Livro recomendado: Os Seis Chapéus do Pensamento de Edward de Bono
Sinopse: Os Seis Chapéus do Pensamento é um best-seller internacional que se tornou conhecido em todo o mundo como um verdadeiro "manual" de criatividade e, ao mesmo tempo, um guia para um pensamento mais eficaz e objectivo. Com a sua forma prática e positiva de tomar decisões e explorar novas ideias, o método do Dr. de Bono permite-lhe pensar melhor, usando o "chapéu de pensamento" mais adequado: Uma obra indispensável para optimizar a sua maior competência - a de pensar!
Páginas: 182
Ano: 2005
Editor: Pergaminho
ISBN:9789727116522
Veja aqui o vídeo de Edward de Bono acerca del pensamiento creativo, subtitulado
Veja aqui o vídeo: Six Thinking Hats
Veja aqui o vídeo de Edward de Bono - discusses the Six Thinking Hats
Veja aqui o vídeo de Edward de Bono Six Thinking Hats (1of6)
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Ana Santiago (www.expresso.pt)
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9:00 Sábado, 7 de janeiro de 2012
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Na verdade, o que não faltam são distrações no ambiente de trabalho
Tiago Miranda
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Os novos tempos pedem-nos que sejamos mais produtivos mas nem sempre conseguimos esse resultado. Na maior parte das vezes, o problema não está na falta de capacidade para executar o trabalho mas sim na falta de organização e concentração.
Na verdade, são muitas as distrações no ambiente de trabalho. Somos constantemente interrompidos por tudo e por nada, passamos horas ao telefone e à volta de emails sem real importância, gastamos tempo em reuniões e conversas de corredor que não nos levam a lado algum nem reforçam os laços entre as pessoas, muito pelo contrário. Depois queixamo-nos que temos trabalho a mais, que temos de fazer horas extra, que não temos tempo para mais nada a não ser trabalhar.
Sejamos francos. Todos sabemos que estar no posto de trabalho não significa necessariamente estar a produzir.
Porque o sucesso profissional depende cada vez mais do grau de produtividade
, é essencial adotar hábitos que melhorem o desempenho. Ficam aqui alguns exemplos:
1. Planear o trabalho no dia ou na semana anterior, tendo em conta os objetivos e as prioridades;
2. Elaborar listas de atividades com pequenas tarefas, para que se torne mais fácil a sua execução;
3. Estabelecer prazos limite para a conclusão das tarefas, a fim de agirmos com rapidez;
4. Realizar uma tarefa de cada vez, começando e terminando a mesma com a máxima concentração;
5. Reduzir as distrações, ousando dizer "não" com elegância e assertividade
;
6. Manter fechadas as redes sociais e as aplicações de mensagens instantâneas e, sempre que possível, aceder ao correio eletrónico apenas em alguns momentos do dia;
7. Fazer pausas a cada 60 ou 90 minutos ou quando a preguiça se instala, a fim de pôr as ideias em ordem e recarregar energias;
8. Registar as tarefas realizadas não só para manter tudo organizado mas também para tomar consciência "onde estamos e para onde vamos";
9. Criar um sistema de recompensas que premeie quando o objetivo é alcançado;
10. Arranjar motivos fortes para agir, ter a motivação em alta é meio caminho andado para chegar à meta.
Obviamente, existem muitas outras formas de elevar a produtividade. Agora, cabe a cada um de nós identificar as mais apropriadas. Uma coisa é certa, se praticarmos continuamente esse exercício, nenhum de nós precisa de um "Terry Tate" para ser mais produtivo... Pelos vistos, há quem precise.
Veja aqui o vídeo Aumentando a Produtividade na Empresa
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9:00 Sábado, 31 de dezembro de 2011
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Todos sabemos que se avizinham grandes mudanças, principalmente no que diz respeito ao trabalho e à economia, e que 2012 vai-nos pesar no bolso. As circunstâncias assim o impõem e os esforços serão muitos.
Contudo, se pensarmos bem, as mudanças sempre fizeram parte da nossa vida. Certamente, muitos de nós já enfrentaram grandes desafios na vida e na carreira e ultrapassaram situações difíceis que julgavam não conseguir, mas a nossa capacidade de sobrevivência mobilizou-nos para o encontro de soluções.
12 notas para o novo ano
O mais importante é não desanimar, nem baixar os braços. Por isso, ficam aqui 12 notas a considerar em 2012 para torná-lo um ano melhor:
1. Ser realista
Devemos estar conscientes da realidade para que possamos atuar sobre ela, bem como conhecer as nossas potencialidades e limitações para geri-las da melhor forma possível.
2. Abrir mão de certas coisas
Antes de mais é essencial libertarmo-nos dos fardos que carregamos do passado. Esta é uma boa altura para organizarmos a vida, tomarmos decisões e desfazermo-nos do que não interessa. Além disso, temos de nos preparar para viver com pouco. Os novos tempos estão a pedir-nos para cultivar mais o "ser" do que o "ter".
3. Ser resiliente
Voltamos a insistir nesta competência aqui (Os sete hábitos da pessoa resiliente
) no VIPP porque ela é essencial nos dias que correm. Hoje mais do que nunca, precisamos de ter força e coragem para nos levantarmos quando caímos. Tal como o fizemos quando eramos crianças... Caímos muitas vezes antes de aprender a andar mas isso não nos fez desistir, certo?
4. Adaptar-se as novas situações e circunstâncias
Todos os seres vivos têm a capacidade de se ajustar a um determinado local a fim de sobreviverem. É precisamente isso que temos de continuar a fazer, sempre com o objetivo de encontrar a harmonia e o equilíbrio entre o ser humano e a envolvente. É certo que não o faremos todos ao mesmo ritmo mas cada passo dado nesse sentido será uma conquista.
5. Aprender continuamente
É essencial apostar na formação ao longo da vida para adquirir e desenvolver competências e habilidades que o mundo atual exige. Importa ainda aprender com os erros que cometemos, até para não os voltarmos a repetir, e não ter receio de fazer coisas com medo de errar. Os erros fazem parte do processo de aprendizagem.
6. Ter metas específicas
Para alcançarmos os resultados desejados temos que definir metas concretas, com prazos realistas e que possam ser medidas. Comecemos por listar tudo o que desejamos alcançar em 2012 e elaboremos um plano que descreva a forma de chegar lá. Depois é só pôr pés ao caminho.
7. Cuidar do corpo
O novo ano pode ser um bom pretexto para criar de novos hábitos que garantam o nosso bem estar físico, sem aumentar o orçamento pessoal ou familiar ou até reduzindo-o. Para isso, devemos optar por uma alimentação saudável, beber pouco álcool, não fumar, fazer exercício (desde o praticar desporto ao ar livre até ao subir e descer escadas sempre que for possível, bem como fazer recados a pé ou de bicicleta), dormir em média oito horas de sono por noite (embora uma pessoas precisem de menos horas e outras de mais), entre outras coisas.
8. Programar a mente
Os pensamentos levam às ações. Se esses pensamentos não são os melhores não podemos esperar bons resultados. Por isso, se queremos alcançar o sucesso (Sucesso garantido em cinco leis
) nas nossas realizações, precisamos de ter a mente aberta, de substituir pensamentos negativos e paralisantes por positivos e criativos e de adotar uma atitude (mental) que nos ajude a superar as nossas limitações e a realizar o nosso potencial.
9. Gerir as emoções
Devemos consolidar ou potenciar a nossa inteligência emocional porque a forma como gerimos as nossas emoções e os nossos relacionamentos determina em grande medida o sucesso pessoal e profissional. Aliás, já abordamos este tema aqui (As cinco habilidades das pessoas emocionalmente inteligentes
).
10. Alimentar o espírito
Não chega ter um quociente de inteligência e um quociente emocional bem desenvolvidos. A estes devemos acrescentar o quociente da inteligência espiritual
, que nos ajuda a encontrar um significado para a vida e a desenvolver valores éticos que guiem as nossas ações. Para cultivar o espirito podemos silenciar (O poder do silêncio
)
, meditar, relaxar, fazer retiros, fazer voluntariado, entre outras coisas.
11. Decidir ser feliz
Aproveitemos ao máximo cada dia da nossa vida, da melhor forma que conseguirmos. Sejamos gratos (http://aeiou.expresso.pt/estar-grato-e-um-dever-sempre-nao-duvide-ja-agora-obrigado-video=f696093
) pelo que somos e pelo que temos (por exemplo, saúde, família, amigos, etc.) em vez de gastarmos todo o nosso tempo e energia a reclamar o que não temos. Aprendamos a apreciar a beleza das coisas mais vulgares da vida e a viver intensamente o "aqui e agora".
12. Aceitar recomeçar, se necessário
Mesmo que as coisas não corram como planeamos e que os nossos sonhos sigam "por água abaixo", crie novos sonhos e novos projetos. Qualquer dia do ano é um bom dia para recomeçar.
Feliz 2012!
Superar situações difíceis, segundo Canfield (em inglês)
Livro recomendado: Manter-se à Tona em Tempos de Crise, de David Posen
Sinopse: Perante a mudança, ficamos presos às mesmas formas de agir, mas não há tempo para choros ou lamentações. Neste livro analisam-se as variadíssimas formas que a mudança assume na nossa vida profissional e pessoal. Em duas seções distintas: "Pensar" e "Agir".
Número páginas: 278;
Ano:2011;
ISBN: 978-972-770-839-0;
Preço: €15,9
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8:00 Sábado, 24 de dezembro de 2011
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Seja de que ponto de vista for, uma coisa é certa: estar grato deixa saudade e sorrisos, ser ingrato deixa despedidas e mágoas. Vá lá, agradeça :)
Quase todos escolhemos esta epóca do ano para agradecer a todas as pessoas que fizeram (e fazem) parte da nossa vida, dos nossos projetos, da nossa carreira, dos nossos negócios. Alguns de nós escolhem esta época para mergulhar em si mesmos e descobrir o quanto devem estar gratos por aquilo que são e pela vida que têm. É bom celebrar esse momento mas não deveriamos esperar por um dia especial para expressar a nossa gratidão
.
Estarmos gratos pela vida e pelas pessoas que nos acompanham nessa caminhada é talvez uma das nossas maiores virtudes enquanto seres humanos e a sua prática diária atrai a felicidade, o sucesso, a plenitude. Por isso, a gratidão é o melhor presente que podemos oferecer a nós próprios e aos outros.
Comecemos por abrir o nosso coração e por mudar a nossa atitude: todos podemos praticar a gratidão.
A vida é uma bênção, esquecer isso é ingratidão pura
A vida está constantemente a presentear-nos com coisas boas, e não me refiro apenas a coisas materiais, só que na maioria das vezes não damos conta e não valorizamos isso.
Aqueles que estão sempre de mal com a vida e com os outros, que reclamam por tudo e por nada e que apontam o dedo aos outros para justificar os seus fracassos, acabam por descobrir que têm poucas coisas na vida ou, simplesmente, não gozam o que realmente têm. Mais do que isso, ainda não descobriram quem são e o que fazem aqui. Obviamente, com uma atitude negativa e pessimista torna-se difícil praticar a gratidão.
Mas, como é que podemos desenvolver uma atitude de gratidão quando temos inúmeras situações difíceis para enfrentar? Primeiro, sendo mais resilientes
e, depois, agradecendo as adversidades que enfrentamos porque nos fazem crescer e ser mais fortes.
O que se pretende é que cada um de nós seja capaz de apreciar e manter uma atitude de agradecimento pelo que somos, pelas nossas habilidades, pelas nossas experiências e pelos nossos resultados.
Um exercício simples é o de tomar a decisão de encontrar dez coisas por dia pelas quais se deve estar grato.
Agradeça. Lembre-se como se sentem bem quando lhe agradecem
Aprendemos desde cedo a agradecer às pessoas quando elas fazem algo por nós, mas a dada altura parece que nos esquecemos de oferecer este presente tão valioso.
Hoje, por exemplo, quantas vezes oferecemos um "obrigado" sincero a alguém?
A busca da nossa felicidade e do nosso sucesso depende de nós mas também dos outros. Se pensarmos bem, são muitas as pessoas que nos têm ajudado a alcançar as metas. Por essa razão devemos reconhecer e agradecer profundamente a sua contribuição ou apoio.
Certamente todos nós já recebemos um agradecimento e isso fez-nos sentir muito bem, verdade? Então, por que não oferecê-lo mais vezes aos outros?
No caso de uma organização, uma cultura de gratidão que funcione de baixo para cima, de cima para baixo e entre os pares, pode melhorar o clima interno, as relações interpessoais e os resultados. As pessoas gostam de trabalhar com quem as aprecia e dão mais de si se forem reconhecidas pelo seu trabalho. Simples, não é? Só não praticamos, se não quisermos.
Tudo isto se aplica a todos os relacionamentos do dia a dia, seja com familiares, amigos, conhecidos e não conhecidos.
Para começar a pôr em prática a gratidão na relação com os outros:
1. Escolha uma pessoa e reflita a cerca do que aprecia nela;
2. Escreva num papel pelo menos dez qualidades dessa pessoa;
3. Expresse junto da pessoa a sua gratidão por ela, explicando o motivo;
4. Observe a reação.
É muito provável que a relação entre ambos mude para melhor.
A si, o meu sincero agradecimento
É certo que não podemos mudar o mundo, mas com uma atitude de gratidão podemos mudar o nosso mundo e o dos que estão mais próximos de nós. Madre Teresa dizia a este propósito: "Não podemos fazer grandes coisas - só pequenas coisas com grande amor".
Sejamos capazes de viver a nossa vida, os nossos relacionamentos e a nossa carreira com um verdadeiro sentido de gratidão e ajudemos os outros a fazer o mesmo. Hoje e sempre.
Da minha parte deixo aqui o meu sincero agradecimento a todos os leitores e comentadores do VIPP, que me inspiram e me dão força para continuar esta caminhada.
Boas festas!
Deborah Norville: Unleashing Your 'Thank You Power' (em inglês)
Livro recomendado: O poder do obrigado, de Deborah Norville
Sinopse: E se o segredo para a felicidade eterna residisse no interior de nós mesmos? E se fosse possível alcançar um sentimento de realização pessoal, uma permanente sensação de satisfação.
Número páginas: 200;
Ano 1ª edição: 2010;
ISBN: 9789898297440.
Preço: € 13,54
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Ana Santiago (www.expresso.pt)
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18:42 Sábado, 17 de dezembro de 2011
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A forma como gerimos as nossas emoções e os nossos relacionamentos determina em grande medida o sucesso pessoal e profissional. Por isso é tão importante desenvolver a "Inteligência Emocional
", conceito desenvolvido e largamente difundido pelo psicólogo norte-americano Daniel Goleman
, a partir da década de 90, que engloba um conjunto de habilidades pessoais e sociais que permitem conhecer, gerir e controlar emoções de nós mesmos e dos outros, a fim de utilizá-las com guia de pensamento e de ação.
Grosso modo, a inteligência emocional engloba duas inteligências (que fazem parte da teoria das inteligências múltiplas
, proposta por Howard Gardner
em 1983): a intrapessoal, que nos dá a possibilidade de nos conhecermos a nós próprios e de alcançar a auto-realização, e a interpessoal, que nos permite estabelecer relações sociais gratificantes e eficazes no contexto social e profissional. Quanto mais desenvolvidas essas inteligências estiverem maior a probabilidade de levarmos uma vida satisfatória e feliz.
Na prática, podemos consolidar ou potenciar a nossa inteligência emocional se formos capazes de:
1. Conhecer as nossas próprias emoções
Tomar consciência das nossas emoções e entender o que elas nos dizem a cada momento, para que possamos tomar decisões com mais segurança e confiança.
Imaginemos que nos é proposto um projeto de trabalho que deveremos realizar dentro de um mês. Entretanto, percebemos que temos crises de ansiedade como reflexo das nossas dúvidas, pois aceitar o novo projeto significa deixar de ter tempo para outros projetos que consideramos mais importantes.
2. Expressar e gerir as nossas emoções
Adequar as nossas emoções a cada situação, dominar os nossos impulsos sem nos anularmos ou reprimirmos os nossos sentimentos e converter as emoções negativas em positivas, a fim de se evitar a frustração e se alcançar o equilíbrio pessoal.
No caso do projeto, vamos falar com a pessoa que nos propôs o mesmo para expor as nossas inquietudes e dúvidas. Dessa forma, não só tornamos mais claro o caminho a seguir (por exemplo, não aceitar fazer parte do novo projeto) como também nos sentimos melhor com nós próprios, na medida em que nos libertámos de tensões desagradáveis.
3. Cultivar a nossa auto-motivação
Colocar as emoções ao serviço dos nossos objetivos e metas para que possamos atingi-los de forma produtiva e eficaz, mesmo que sejam muitos os obstáculos para lá chegar. Assim, garantimos a auto-realização e auto-superação.
Em relação ao projeto, e porque decidimos não aceitá-lo, procuramos concentrar toda a nossa atenção e energia nos outros projetos e acabamos por concluir que, no fundo, fizemos bem não participar no tal projeto.
4. Reconhecer as emoções das outras pessoas
Colocarmo-nos no lugar das outras pessoas para identificar e entender os seus desejos e sentimentos, com o objetivo de responder ou reagir adequadamente e na base do interesse mútuo. Essa capacidade, a que chamamos empatia, é a chave da comunicação e do afeto.
Na situação apresentada, a conversa com a pessoa que propôs o novo projeto permitiu-nos conhecer a sua admiração pelo nosso trabalho e até agradecer esse sentimento mas, ao mesmo tempo, obter da sua parte a compreensão e aceitação da nossa recusa.
5. Gerir relações interpessoais
Desenvolver relações interpessoais eficazes, tendo por base a assertividade, o entendimento mútuo e o sentido de cooperação. Por isso é que a competência ou incompetência social depende muito da nossa capacidade de negociar e liderar.
No caso exposto, e supondo que a pessoa voltaria a insistir com a proposta, passaria por mostrar-lhe que isso não seria bom para as duas partes, mantendo-se ou até reforçando-se a eficácia interpessoal entre as partes.
Acima de tudo, há que entender as emoções como o ponto de partida para uma estabelecer uma melhor relação com nós mesmos e com os outros. Todos podemos desenvolver a nossa inteligência emocional ao longo da vida, é tudo uma questão de prática.
No vídeo abaixo pode ver uma pequena intervenção de Daniel Goleman sobre o poder da inteligência emocional:
Sugestão de leitura: "Inteligência Emocional" de Daniel Goleman.
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9:00 Sábado, 10 de dezembro de 2011
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Por mais que lhe pareça lugar comum, nunca esqueça que autoestima é o que realmente nos torna mais fortes e mais nos ajuda a encarar a vida com entusiasmo
A autoestima
é, grosso modo, a opinião e o sentimento que cada um de nós tem de si mesmo e quando ela é elevada e estável garante segurança, equilíbrio e autonomia pessoal, traduzindo-se numa vivência mais feliz e em paz com nós próprios e com as outras pessoas. Por isso, é tão importante cultivá-la.
Cultivar a autoestima significa reconhecer que somos seres únicos e irrepetíveis
e admirar o nosso potencial, sem nunca cair em narcisismo, egocentrismo e etnocentrismo. Por vezes, confundem-se estas coisas mas são bem distintas. Talvez por isso Nelson Mandela tenha dito um dia que "o nosso medo mais profundo é reconhecer que somos inconcebivelmente poderosos".
Santo Agostinho reforça esta ideia quando diz que "os seres humanos, em geral, admiram-se de ver a altura dos montes, as grandes orlas do mar, as grandes correntes dos rios, a latitude imensa do oceano, o curso dos astros e esquecem-se de se admirarem a si mesmos".
Precisamos de acreditar mais em nós próprios para que os outros também acreditem. Talvez valha a pena refletir como anda a nossa autoestima. Podemos até começar por responder a um teste que disponibilizamos aqui
.
Importa ainda considerar na nossa reflexão os três pilares que sustentam a autoestima. Estamos aqui a falar do amor-próprio (que implica auto-aceitação), da autoimagem (que passa pelo autoconhecimento, consciente das qualidades e defeitos) e da auto-confiança (que significa acreditar que somos capazes de superar diversas situações). Digamos que a autoestima é como que um banco que só será forte e estável se as três pernas tiverem a mesma robustez e estabilidade.
Entretanto, são muitas as estratégias que podemos utilizar para aumentar a autoestima, seguem-se algumas:
1. Separar o valor que temos como seres humanos dos erros que cometemos;
2. Corrigir os erros e aprender com eles sem masoquismo e autodestruição;
3. Fazer coisas divertidas e por puro prazer, sem a pressão de ter de obter um resultado;
4. Desenvolver o sentido de humor e sermos capazes de nos rir de nós mesmos;
5. Definir pequenos objetivos para chegar à meta e premiarmo-nos por os alcançarmos;
6. Desenvolver uma atitude positiva e acreditar que "se queremos, podemos";
7. Estar, a maior parte do tempo, ocupados e não preocupados;
8. Fazer uma lista com as nossas virtudes e qualidades e lê-la com frequência;
9. Cuidar do nosso aspeto físico sem vivermos obcecados pela imagem e pela perfeição;
10. Reconhecer e expressar os nossos desejos e emoções com assertividade;
11. Socializar e cultivar amizade com pessoas positivas e entusiastas;
12. Ajudar alguém, ensinar-lhe algo ou dar-lhe um verdadeiro elogio para cultivar o bem-estar e a felicidade.
Conheça a opinião de Brian Tracy, autor de alguns dos maiores bestsellers do desenvolvimento do potencial humano (em inglês)
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19:00 Sexta feira, 2 de dezembro de 2011
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Escutar é muito mais do que ativar os ouvidos
Há uma certa tendência para falar mais do que escutar, quando o nosso próprio corpo nos diz que deveria ser o contrário: temos uma boca para falar e dois ouvidos para escutar.
São muitos os momentos em que não escutamos e isso compromete muito a eficácia da comunicação, bem como a qualidade dos relacionamentos que construímos na vida, no trabalho e na carreira. Basta recordar...
... reuniões onde todos falam e poucos escutam realmente o que está a ser dito e fazem uso disso para resolver os assuntos que estão na agenda;
... entrevistas de emprego onde os candidatos procuram contar tudo o que sabem e fizeram até à data, em vez de responder às perguntas do entrevistador, no sentido de corresponder às suas expectativas;
... negociações onde estamos mais empenhados em apresentar os nossos produtos, serviços ou ideias do que em conhecer as necessidades e interesses do interlocutor, a fim de lhes apresentar as soluções mais adequadas e que resultem em benefício mútuo;
... conflitos com familiares, amigos ou colegas de trabalho que resultam do facto de não nos darmos ao trabalho de escutar e compreender os seus pontos de vista e, a partir daí, chegar a consensos.
Na verdade, há uma certa dificuldade em escutar os outros porque os achamos aborrecidos, porque o que dizem é desinteressante, porque pensam de forma diferente de nós, porque temos falta de concentração, porque estamos cansados... São muitas as razões.
Contudo, isso não nos deve impedir de querer melhorar a nossa capacidade de escuta e investir algum tempo nisso. A escuta permite-nos não só aprender mas também falar com mais eficácia.
Escutar é muito mais do que ativar os nossos ouvidos. A escuta completa ativa o corpo, a mente e o coração. Escutar ativamente os outros significa compreender o que nos estão a dizer (conteúdo) e a forma como nos dizem (sentimentos e emoções).
Assim sendo, ficam aqui algumas dicas essenciais para escutar ativamente os outros:
1. Concentre toda a atenção na pessoa que está a falar. Pare o que está a fazer e não olhe para o relógio ou para o que está a acontecer à sua volta.
2. Mesmo que o assunto pareça desinteressante, não perca logo o interesse. Tenha paciência. A sua atenção é muito importante para a pessoa que está a falar.
3. Mantenha o contacto ocular durante a conversa, isso facilita a concentração e permite captar alguns sinais não-verbais que ampliam o sentido da comunicação.
4. Utilize a sua expressão facial para mostrar que está atento e recetivo. Pode sorrir, franzir a testa, rir... sempre com naturalidade. Se efetivamente estiver conectado com o interlocutor e a sua mensagem, o seu corpo falará por si.
5. Procure adotar uma postura corporal aberta. Cruzar os braços, por exemplo, pode ser um sinal de que se está a fechar à comunicação. Relaxe fisicamente, sinta-se confortável e respire lentamente.
6. Escute sem interromper, mesmo que imagine o final do que está a ser dito. O interlocutor pode surpreendê-lo com algum dado novo.
7. Enquanto escuta procure não fazer filmes e não estar preocupado com o que vai dizer a seguir, pois dessa forma sujeita-se a perder o rumo da conversa.
8. Mantenha as suas emoções sob controlo enquanto escuta para evitar reações impulsivas.
9. Abra a sua mente para poder receber e processar informação nova e diferente.
10. Escute com a mesma atenção todas pessoas, independentemente do género, da idade e do estatuto social ou hierárquico.
11. Procure compreender o que lhe dizem e o motivo, mesmo que isso não lhe agrade ou colida com o que pensa ou sente sobre o assunto.
12. Processe a informação, faça perguntas se tiver dúvidas e dê feedback para mostrar que entendeu a mensagem, o interlocutor irá agradecer o seu interesse e atenção e ficará mais disponível para o escutar a si. Geralmente, o que damos, recebemos.
Experimente! Não custa nada. Só tem a ganhar.
How To Be a Good Listener (em inglês)
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