Associando-se ao Dia de Acção Global pelo Tibete, cerca de meia centena de pessoas, ligadas à União Budista Portuguesa e ao Grupo de Apoio ao Tibete fizeram, dia 31 de Março, uma vigília frente à sede do Comité Olímpico Português, em Lisboa, para exigir que a chama olímpica não passe neste território anexado pela China.
As duas associações portuguesas fizeram chegar ao presidente do Comité Olímpico nacional uma carta pedindo o cancelamento da passagem da tocha pela região dos Himalaias, que teve estatuto de país entre 1911 e 1950.
Logo no início da manifestação, registou-se alguma perturbação, tendo a PSP intervindo para impedir que "um manifestante por conta própria" perturbasse o silêncio dos activistas pela causa tibetana. Depois de alguma gritaria e de uns tantos empurrões dos agentes da autoridade, o detentor do megafone e o amigo de viola ao peito que o acompanhava foram identificados e... soube-se, afinal, que eram dois "perigosos" comediantes da SIC Radical.
A chama olímpica chegou a Pequim, no dia 31, para iniciar a mais longa caminhada da sua história: 137 mil quilómetros em 130 dias. E subir, pela primeira vez, 8844,43 metros até ao topo do Evereste, a montanha mais alta do planeta.