O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira
, reeleito ontem por esmagadora maioria, com 91,74% dos votos
, congratulou-se pela "segunda maior participação de sempre" dos sócios em eleições e voltou a criticar as "manobras pouco claras" da oposição.
"Sempre disse que o Benfica é dos sócios. Foi pelos sócios que aqui cheguei, é pelos sócios que aqui vou continuar", disse, uma hora depois de fechadas as urnas e conhecidos os resultados, sublinhando volta a abraçar as suas funções "com espírito de missão".
Recebido em apoteose por milhares de associados, no pavilhão da Luz onde decorreu a reunião magna eleitoral, o dirigente criticou as "manobras pouco claras" e "mentiras" da lista concorrente, encabeçada por Bruno Carvalho.
"O Benfica não está à venda, o Benfica é de todos nós", continuou, criticando também "alguma comunicação social", que considerou ter ajudado a veicular informações falsas.
Vieira destacou a "impressionante manifestação de democracia e participação" verificada e desejou que "outros aceitem os resultados com a dignidade que faltou durante a campanha".
Vieira deixou um aviso aos adversários que queiram "prolongar uma disputa eleitoral". "Ninguém entenderá que assumam um comportamento irresponsável, prolongando a disputa eleitoral", alertou o reeleito presidente, numa alusão a eventuais pedidos de impugnação do acto eleitoral na barra dos tribunais.
E fez questão de frisar: "o número daqueles que hoje participaram neste acto eleitoral é a melhor resposta a todos os que viveram na ficção de uma ilegalidade que não há, porque nunca houve".
O presidente do Benfica elogiou ainda a "coragem" de Manuel Vilarinho
, seu antecessor no cargo e actual presidente da Mesa da Assembleia-Geral que "deixa hoje os órgãos sociais", por "opção pessoal e desgaste dos últimos oito anos". "Vai continuar a ser o meu presidente e o meu amigo", concluiu.
"Foi um dia muito feliz para mim. Mais feliz do que no dia em que derrotei Vale e Azevedo", afirmou Manuel Vilarinho, que foi substituído por Luís Filipe Nazaré nas funções que ocupava desde 2006.
O ex-dirigente "encarnado" fez questão de explicar que "a demissão em bloco não foi uma estratégia pessoal, mas empresarial e de gestão".