O ministro da Economia rejeitou a ideia de que o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) apresentado pelo Governo está centrado apenas na contenção da despesa, afirmando que Portugal "mantém um ritmo de investimento e de iniciativa pública muito importante".
"O PEC tem um objetivo duplo de crescimento e de garantir a estabilidade, mas temos de ter a noção de que Portugal, como muitos outros países da UE [União Europeia] tem a responsabilidade de, nos próximos anos, conduzir um processo de reequilíbrio das suas contas públicas", disse hoje José Vieira da Silva, à saída da Comissão Parlamentar de Assuntos Económicos, Inovação e Energia na Assembleia da
República.
O ministro acrescentou que o Governo procurará atingir esse objetivo "com o menor dano possível para a economia".
"Por isso é que o PEC é também um programa de crescimento, não só porque corrigir o défice é útil para o crescimento no médio e no longo prazo, como também do ponto de vista do curto prazo. Se Portugal não tiver a capacidade de o fazer, verá inevitavelmente deterioradas as condições de acesso ao financiamento e isso é mau para o país: Estado, empresas e famílias", explicou o mesmo responsável.
Ainda assim, acrescentou Vieira da Silva, "Portugal mantém um ritmo de investimento e de iniciativa pública muito importante em muitas áreas, como escolas, energia e infraestruturas", realçou.
No que diz respeito à carga fiscal, será mantido "um sistema fiscal que procura que as empresas possam reagir a esta fase de recuperação económica de forma positiva".
"Não agravámos as condições de funcionamento das empresas precisamente porque sabemos a importância que tem neste momento a estabilidade para poderem retomar o crescimento. Por isso é que este programa é também um programa de crescimento e não só de estabilidade", concluiu o ministro.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
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