O diretor da Meia Maratona de Lisboa realçou hoje a importância que a prova de atletismo tem tido na sociedade portuguesa e congratulou-se pelos 20 anos da competição, apesar dos "muitos momentos bons e maus".
"A Meia Maratona de Lisboa pôs o país a correr, pois inventou a mini maratona, o que originou que se fizessem mini maratonas por todo o país. Ao longo destes 20 anos, correram cerca de 600 mil pessoas na ponte 25 de Abril", disse Carlos Móia.
À margem da inauguração da exposição "20 anos Meia Maratona de Lisboa", o presidente do Maratona Clube de Portugal, organizador da prova, admitiu que neste período viveu "muitos momentos bons e maus" e destacou o papel da corrida, "que fez com que em todo o Portugal se corra, ande, passeie ou brinque".
"É isto que nós temos de ter. Um país onde os operários correm ao lado de um primeiro ministro ou de um Presidente da República, onde se misturam todas as cores, ideologias, onde toda a gente se sente bem. É este país que eu amo", frisou.
Presidente da IAAF elogiou a prova
Embora admita que "a cada ano as coisas são mais difíceis", Carlos Móia elogiou a "universalidade" da prova, há poucos dias reconhecida pelo presidente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), o senegalês Lamine Diack.
"O presidente da IAAF, ao dizer que esta é a melhor prova do Mundo, deu-lhe esse caráter universal. É o reconhecimento internacional, bom para o atletismo português", referiu o diretor da Meia Maratona, que explicou a escolha do aeroporto da capital como palco da exposição do 20.º aniversário da corrida.
"Esta é a fronteira de Portugal com o resto do Mundo, é um espaço universal."
*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***
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