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Vídeo: Universidade investiga jornalismo para telemóveis

A Universidade da Beira Interior está a investigar formas de apresentar notícias em dispositivos móveis, para isso, promove um encontro entre investigadores, operadores de redes e jornalistas num encontro na Serra da Estrela.

Lusa
9:35 Segunda-feira, 19 de Out de 2009
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A Universidade da Beira Interior está a investigar formas de apresentar notícias em dispositivos móveis, um tema que junta investigadores, operadores de redes, jornalistas e meios de comunicação - o Expresso integrará o painel "Meios de Comunicação", juntamente com o Público e a RTP - num encontro na Serra da Estrela, de 23 a 25 de Outubro, anunciou a organização.

O 1º. Encontro de Montanha sobre Jornalismo e Redes Móveis, na Pousada da Juventude das Penhas da Saúde, surge na sequência do trabalho desenvolvido pela Universidade da Beira Interior (UBI).

A UBI está a criar a primeira aplicação de um órgão de comunicação português para iPhone (smartphone da Apple que se transformou numa referência mundial de usabilidade móvel) - a par de uma versão do jornal Urbi et Orbi para telemóveis.

Antecipar o futuro

"O que queremos é fazer essa antecipação e começar a trabalhar já para em 2015 termos uma linguagem jornalística própria para explorar as características dos dispositivos móveis, nomeadamente dos 'smartphones'", aparelhos como o iPhone, os Android da Google ou equipados com Windows Mobile, entre outros sistemas operativos.

É preciso ter outra linguagem jornalística, porque não basta transpor o que se faz nos meios tradicionais para o reino da mobilidade: "o webjornalismo é autónomo".

"A Internet e os telemóveis têm características diferentes" de um jornal
impresso, da rádio ou televisão, que favorecem "notícias com elementos multimédia, conteúdos personalizados, entre outros aspectos", refere João Canavilhas.

Jornalismo para 'smartphones'

Além do mais, "pensamos que nalgumas situações vai ser mais fácil viabilizar economicamente o jornalismo para smartphones do que está a ser para a plataforma Internet" tal como é conhecida, no ecrã de um computador.

Por exemplo, para quem anda de viagem é mais útil saber quais os restaurantes nas proximidades. "Há a possibilidade de segmentar e personalizar informação, que é consequência da mobilidade e de termos um aparelho sempre connosco, que até virou moda", destaca.

O 1º. Encontro de Montanha sobre Jornalismo e Redes Móveis segue o modelo "do melhor congresso mundial de jornalismo online, que acontece em Austin, no Texas (EUA) e que junta não só os investigadores, como também o mercado", realça aquele responsável.

"Queremos que os operadores móveis nos digam o que pensam do jornalismo móvel, que as rádios e televisões expliquem o que esperam para rentabilizar os seus produtos e que os informáticos digam o que é possível fazer neste campo".

No caso da UBI, o jornal online da universidade, o Urbi et Orbi, já tem uma página formatada de forma mais simples para quando o endereço (www.urbi.ubi.pt ) é aberto por dispositivos móveis.

Urbi está na App Store

Agora, a instituição já se inscreveu na App Store da Apple, sítio na Internet onde se comercializam as aplicações para o iPhone, para disponibilizar uma aplicação nativa.

Podem parecer coisas semelhantes, "mas essa aplicação tem vantagens
para ler o Urbi, em relação à página Web para dispositivos móveis", descreve Marco Oliveira, engenheiro informático e investigador do Labcom, autor da aplicação.

"É possível descarregar todo o jornal e lê-lo online, há mais opções
de personalização e troca de dados entre o iPhone e o servidor para garantir melhor fornecimento de conteúdos de acordo com as condições de tráfego e contexto", sublinha. 
  

3 comentários
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Este será um processo lento e difícil de executar
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 21:48 | Segunda-feira, 19 de Out de 2009
Desde logo, seria interessante saber quem vai ler jornais inteiros pelos telefones? Talvez alguém em tempos de espera nos aeroportos...
Deve preparas-se o futuro mas com calma para que ninguém receba demais ou de menos. Os jornais na Internet ainda são relativamente limitados, sobretudo pelos custos que não estão ao aocance de todos e já existem jornais regionais que cobram - a preços absurdos, como 11 euros/mês - pela assinatura, com receio do fim dos jornais em papel, que não vislumbro. Para já, nos telefones, iphones e outras coisas, o mais importante é que quem quer ficar a par de todos os acontecimentos tenha acesso instantâneo a títulos e leads. Depois, o resto vai-se tratando com tempo e qualidade... a máxima possível. Mas é sempre um projecto arrojado.
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Simplicidade
José veloso (seguir utilizador), 1 ponto , 22:44 | Segunda-feira, 19 de Out de 2009
Normalmente o que entra simples nas universidades deste planeta sai mais complicado e conmfuso, do que entrou. SIMPLIFIQUEM, NÂO COMPLIQUEM, SRS.DOUTORES.
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Opções...
teixeiranet (seguir utilizador), 1 ponto , 0:45 | Terça-feira, 20 de Out de 2009
Porque será que nunca aparecem notícias sobre investigação universitária que não gire à volta de engenhocas de maior ou menor utilidade?
Será porque não se investiga mais nada? Ou porque o resto não interessa nem ao Menino Jesus?
Por exemplo, enquanto uns se interessam por telemóveis, para equilibrar, talvez outros se pudessem interessar por exemplo, por Biologia Teórica para que a ignorância nessas áreas não fosse tão grande!!
Mas não, sempre e só as aplicações técnicas!
Prioridades...
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Miguel Martins, Editor de Multimédia do Expresso

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