Entrou no mundo do jornalismo ainda menina no fim dos anos 1930. Manuela de Azevedo, a primeira mulher a ser considerada jornalista profissional em Portugal, foi chefe de redacção, correspondente da agência Reuters durante a II Guerra, escreveu livros e peças de teatro e foi oposicionista ao regime.
Numa época em que as mulheres estavam destinadas às tarefas de casa e em que os jornais eram feitos por homens, Manuela de Azevedo quis marcar a diferença.
Trabalhou no jornal "A República", na revista "Vida Ilustrada", no "Diário de Lisboa" e no "Diário de Notícias, de onde se reformou aos 80 anos para ir dirigir a casa de Camões em Constância.
Aos 98 anos, a jornalista partilha agora as suas histórias, muitas delas escritas ainda a pena, num livro intitulado "Memória de uma mulher de Letras".