Num grupo de quase 40 curiosos, o Expresso fez-se à montanha num passeio organizado pela Associação Almargem à gruta do Algar dos Mouros, em Salir, no concelho de Loulé.
No escuro, poucos morcegos são parvos e embora não sejam cegos - como erradamente se diz - baseiam no seu sofisticado sistema de ecolocação toda a sua vivência, desde a forma de se deslocarem, até à captura dos seus insectos favoritos.
É através das frequências emitidas pelos 'sonares', pelo tipo e duração dos sinais que os especialistas muitas vezes os identificam, como explica e demonstra Tiago Marques, doutorando em morcegos na Universidade Nova de Lisboa.
Pelo meio de alguns gritos e mas mantendo sempre a boa disposição, na saída de campo apareceram quatro espécies diferentes: morcego-rato pequeno (Myotis blythii), morcego-rato grande (Myotis myotis), morcego de peluche (Miniopterus schreibersii) e o morcego-arborícola-gigante (Nyctalus Lasiopterus).
"Às vezes era um pouco irritante porque só falavam no Batman, mas hoje em dia tanto as pessoas como as empresas e construtores estão a despertar para estes animais", afirma Tiago Marques.
Em baixo pode ouvir o som de ecolocação do morcego-arborícola-gigante (Nyctalus Lasiopterus), a espécie de maior porte em Portugal. A reprodução é feita a uma velocidade dez vezes inferior à real, para permitir a identificação.