Neste momento, a situação de endividamento externo do país é, sem dúvida, a questão mais grave que enfrentamos.
Com efeito, esta realidade condiciona a possibilidade de investir, dada a escassez do crédito disponível e especialmente o seu preço.
E quando são os accionistas das empresas que precisam de investir, mas eles próprios estão endividados, resta-lhes vender activos.
É o caminho para a perda da nossa independência económica.
É isso que se começa a verificar.
Daí que seja inadmissível que se continue a falar de projectos de investimento público que não se vê como pagar, ao mesmo tempo que existem investimentos públicos para os quais não se encontra utilização rentável.
É o caso paradigmático do aeroporto de Beja que pode vir a ser um exemplo trágico de uma política inaceitável.
Por agora, segundo responsáveis políticos, ir a Beja é só para ver os passarinhos.
Como é que se fazem investimentos sem procurar dinamizar as condições para os rentabilizar?
Na verdade pode dizer-se que o investimento naquele aeroporto corre o risco de ser um investimento a voar!
P.S. A todos os leitores desejo um Santo Natal e um excelente 2010
Texto publicado na edição do Expresso de 24 de Dezembro de 2009