09/02/2012 atualizado às 0:30
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Vender os dedos

Ninguém parece estar a ligar muito ao assunto, mas consta que o Governo pensa privatizar CTT, REN, EDP, Galp e TAP. Um passo de enormes consequências que acabaremos por pagar caro.  

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
9:00 Terça feira, 9 de março de 2010

Na conferência de imprensa que José Sócrates deu ontem (com direito a três perguntas para explicar decisões centrais para os próximos três anos), ninguém achou que seria interessante saber mais sobre a possível privatização dos CTT e TAP e das participações do Estado na REN, EDP e Galp, que o ministro das Finanças soprou à agência de informação financeira Bloomberg.

Os jornalistas portuguesas estavam demasiado ocupados em saber coisas sobre a criação de um novo escalão para quem ganhe mais de 150 mil euros por ano ou sobre a redução das deduções em saúde e educação para se preocuparem com minudências. Os comentadores do pensamento único estavam entretidos a dizer que a coisa sabia a pouco.

Pois bem, se estas privatizações acontecerem (parece que o Governo só fala delas para fora do pais) o Estado perde quase todas as suas participações em empresas relevantes para a economia e coesão nacional. Para resolver o problema das finanças públicas põe-se em causa o futuro por muitas décadas. O PS faz o mesmo que acusou Manuela Ferreira Leite no passado: vende os dedos para ficar com os anéis.

Curiosamente, duas siglas ficam de fora: RTP e CGD. Apesar de ser contra a sua privatização, não posso deixar de notar que se tratam das duas empresas que dão real poder politico e de influência aos governantes. As outras só poderiam mesmo ser usadas para o bem comum. Pouco interessante, está bem de ver.

Duas destas privatizações são especialmente graves: a REN e os CTT. Porque se tratam, na realidade, de dois monopólios naturais que passarão a ser privados. E porque são fundamentais para manter a coesão territorial. Distribuir electricidade e correspondência (e outros serviços, no caso dos Correios) a zonas pouco habitadas dá prejuízo. E no entanto, a bem da coesão territorial, pagamos todos o mesmo. Com a privatização, das duas uma: ou as zonas que não são rentáveis são definitivamente abandonadas ou o Estado financia a sua cobertura. O que quer dizer que o Estado oferece o filet mignon e paga o prejuízo. Estamos habituados a estes negócios.

No caso dos CTT, empresa que conheço melhor, o Estado tem tratado de nos habituar ao pior numa empresa que sempre foi eficiente e rentável. Muitos carteiros foram substituídos por contratados sem vínculo nem formação, com deterioração da qualidade do serviço. Os certificados de aforro, que eram a poupança dos remediados, foram dizimados pelo Governo enquanto se garantiam (e continuam a garantir) benefícios fiscais aos PPR. Nunca se aproveitou realmente as potencialidades de uma pareceria entre a empresa postal e o banco do Estado para o reforço de uma rede de serviços públicos bancários. Foram mesmo encerradas dezenas de estações do Correios, dando mais um precioso contributo para a desertificação do interior. Tudo ao contrário do que devia ser.

Mas, a confirmar-se esta catástrofe. podemos agora dizer que somos pioneiros. Em toda a Europa, apenas cinco países não têm serviços postais públicos - Alemanha, Holanda, Bélgica, Dinamarca e Áustria. Fora da Europa, os Estados Unidos e o Canadá mantêm serviços postais do Estado. Porque todos compreendem o papel central destas empresas. Em Portugal, a coisa prepara-se sem que isso pareça merecer grande curiosidade entre os jornalistas.

Porquê este passo? Porque a suposta racionalização das despesas públicas não passa pelo rigor, passa pelo desmantelamento de serviços públicos. E porque os grandes grupos portugueses não se ocupam em criar e inovar, mas antes em capturar ao Estado monopólios que lhes garantam lucro sem concorrência e onde tudo já esteja realmente feito. A crise orçamental é só mais uma oportunidade de negócio. Há que aproveita-la.

O Pacto de Estabilidade e Crescimento, que determina as políticas nacionais, tem cumprido uma função na Europa: desmantelar o Estado Social. Apresentado como uma inevitabilidade, faz por decreto o que através da democracia nunca se conseguiu. Sem debate, sem perguntas, sem alternativas.

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Vender os dedos
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 10:23 | Terça feira, 9 de março de 2010
Ao princípio não conseguia entender qual a razão porque Sócrates era tão contestado pelo PSD, porque não conseguiam arranjar dentro do mesmo ninguém que conseguisse cumprir melhor o seu programa. É claro só mais tarde entendi que o problema não era esse mas sim que por tal facto, ficavam arredados não só do poder mas também da carcaça. Pois eu ainda era inocente e pensava que estavam na politica para servir o povo e não para se servir. Fui crescendo e com a idade abri os olhos e foi-se a inocência. O Autor não deixa de ter razão e ainda por cima quando foi precisamente essa politica defendida pelos neoliberais, que deixaram o Mundo na crise que estamos a viver. Não nos podemos esquecer que lançaram o caus e quando perderam o control da situação gritaram por proteção e por isso todos vamos pagar a irresponsabilidade com língua de palmo, casos como o BPN e BPP. Se não é parece uma partilha entre os partidos que costumam deter o poder, hoje vendes tu àmanhã vendo eu. Pelo andar da carruagem não tarda que cheguem à Saúde e à Educação na totalidade, mas o que me admira é que ninguém cobiça a Justiça.
 
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    Re: Vender os dedos    Ver comentário
JJFF (seguir utilizador), 1 ponto , 12:56 | Terça feira, 9 de março de 2010
E quando não houver mais nada para vender?
1963777 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 11:36 | Terça feira, 9 de março de 2010
Concordo inteiramente. Em vez de desatar a privatizar o que ainda resta ao Estado, o Governo devia ter sido ainda mais comedido em relação à despesa, nomeadamente de investimento. De alguma forma terá que se equilibar as contas públicas. E é bom que os portugueses se habituem a viver com aquilo que têm.

É triste verificar que, sempre que o défice se descontrola e a dívida aperta, a venda de empresas e de património público lá surge como um dos meios mais fáceis de aliviar a pressão. É caso para perguntar: habituados que estão a gastar o que não têm, o que farão os nossos governantes quando, confrontados com uma nova crise ou com a continuidade desta, já não houver mais nada para vender?
 
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Uma pergunta
Miranda07 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 11:50 | Terça feira, 9 de março de 2010
Se é verdade que Alemanha, Holanda, Bélgica, Dinamarca e Áustria privatizaram os seus Serviços Postais, eu pergunto: haverá alguém que conheça a eficácia, segurança e rapidez, por exemplo, da Deutsche Post que, comparando mesmo com os novos CTT de Portugal, não queira, por uma vez, que a nossa Empresa de Distribuição de Correio seja, precisamente, como a DP? No que me diz respeito, mesmo entendendo os argumentos do articulista, fico a pensar: se o que se pretende fazer em Portugal é que uma Empresa como os CTT funcione como a DP da Alemanha, então, eu digo: por favor, privatizem já! Privatizem, porém, BEM! E isso quer dizer: estabeleçam as condições necessárias para que um Serviço Público, mesmo privatizado, o continue a ser, ou seja, para que a finalidade da empresa em questão seja fielmente mantida. Se assim acontecer, não percebo o mal de não ser o Estado a fazer o que outros possam fazer bem melhor do que ele.
 
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    plenamente    Ver comentário
stiffo (seguir utilizador), 1 ponto , 19:06 | Terça feira, 9 de março de 2010
    Re: Uma pergunta    Ver comentário
SirArthur (seguir utilizador), 1 ponto , 11:40 | Quarta feira, 10 de março de 2010
Falsos socialistas promovem o saque do que resta
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 2 pontos , 9:33 | Terça feira, 9 de março de 2010


Porque não o PSD se fundir com o actual PS?...
       
Assim com uma politica igual ao PSD o PS consegue
que o PSD nunca mais seja uma nova alternância de poder, transformando-se Socrates no melhor leader do PSD. É a continuação das privatizações com a entrega a uma minoria do que resta do Estado. A alternativa seria não cair no mesmo erro, mas sim nacionalizar algumas empresas, para devolver ao Estado aquilo que foi saqueado no passado. É o fazer pagar a crise aos trabalhadores, entregando o que resta aos grupos financeiros e grandes grupos económicos que se têm apropriado das riquezas do país em proveito próprio e que agora, com os lucros auferidos não investem em actividades reprodutivas. Nesse sentido foi aprovado as medidas do Programa de Estabilidade e Crescimento para reduzir o défice para 3% do PIB até 2013. Com o congelamento dos salários dos funcionários públicos, da eliminação de benefícios fiscais e para atirarem poeira para os olhos lançam uma taxa de 45% para quem ganha mais de 150 mil euros, para quererem dizer que a crise é dividida por todos. É mentira. Teixeira dos Santos apresentou o programa de reprivatizações considerado bastante ambicioso, para a estabilidade fiscal e redução da despesa... Assim também eu. Equilibrava as contas em minha casa, vendendo o que não me pertencia...
 
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O esquerdismo bacoco de Daniel Oliveira
PIANINHO (seguir utilizador), 2 pontos , 11:28 | Terça feira, 9 de março de 2010

Está contra a privatização das empresas em que o estado tem interesses, alguns na base de uma golden shares.

Porém, uma da formas em que é possível fazer a redução directa da dívida pública, é vender algo, que permita ir ao encontro desse objectivo, caso contrário em alternativa é exigir mas sacrifícios aos portugueses, que já estão a ficar como se costuma dizer nas lonas.

Claro o DO e o seu BE que estão contra Portugal estar na EU, eu compreendo que o não cumprir e propor um PEC que permita alcançar os exigíveis 3% deficit do PIB, não é para eles importante, mas como quem governa tem um mandato dos portugueses e tem legitimidade para encontrar as melhores soluções para o país, no caso em apreciação a opção não só é viável quando o estado do mercado assim o permitir com efectivas vantagens, mas tornará menos pesados os sacrifícios que os portugueses terão de suportar, que seria certamente em carregar em mais impostos que ninguém quer, mas que se tornaria
obrigatório.
 
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TUDO LIBERALIZADO PARA BEM DE PORTUGAL
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 11:43 | Terça feira, 9 de março de 2010
Portugal tem a doença do proteccionismo. Á conta dos ditos interesses nacionais os portugueses têm sido geração após geração prejudicados. As ditas empresas d interesse nacional só o são porque vivem d monopólios. EM PORTUGAL NUNCA HOUVE NEM HÁ MERCADO. O país é pequeno, é periférico e não tem sex appeal. Portugal precisa d ser atraente d modo a, por um lado, promover o sentido de auto-estima e orgulho dos seus nacionais e, por outro, despertar o interesse dos outros, com mais dinheiro e melhores organizações. Portugal tem características únicas: bom tempo, gente afável, boa comida, diversidade de paisagem, boas praias… a Europa está cheia de gente e empresários que adoravam trabalhar num país como o nosso. Insiste-se em manter feudos para perpetuar um sistema que só existe para prejudicar os consumidores.
  Foi preciso a banca espanhola começar a praticar spreads baixos para a banca portuguesa baixar do patamar dos 2 pontos. Na electricidade, a ENDESA com a celebração de um simples contrato pratica logo 5% menos do que a EDP. Dá q pensar, não dá? A estes exemplos podemos acrescentar a vergonhosa cartelização nos combustíveis. Outra questão q me deixa desconcertado é continuar a proteger-se aquelas empresas q dizem q não conseguem pagar os míseros aumentos do salário mínimo; senão conseguem é porque estão desactualizadas, descontextualizadas logo têm q fechar. Talvez na Índia e na China tenham futuro. A única empresa q os socialistas vão conseguir vender é a Galp á SONANGOL
 
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    Re: TUDO LIBERALIZADO PARA BEM DE PORTUGAL    Ver comentário
userEX50677 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:41 | Terça feira, 9 de março de 2010
    Re: LIBERALIZAÇÃO, JÁ    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 14:38 | Terça feira, 9 de março de 2010
    userEX50677 não fala verdade    Ver comentário
maispapistaqueopapa (seguir utilizador), 1 ponto , 14:16 | Terça feira, 9 de março de 2010
Vender os dedos
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:54 | Terça feira, 9 de março de 2010
Expliquem-nos lá, porque tanto criticaram o governo do PSD, por recorrer à alienação de parte de empresas públicas, e o PS agora faz a mesmíssima coisa ?
O PSD tinha de cumprir o défice de 3%, senão seríamos fortemente penalizados nos fundos comunitários e o PS, tem de recorrer a receitas extrordinárias, porque BRUXELAS lho exige !
Senão podem fechar-nos a torneira...
Pelos vistos os anéis já se venderam e agora só restam os dedos.
Só falta saber até quando .
E não se esqueçam de que nos últimos 15 anos anos,o PS esteve no poder, nada mais nada menos do que 12.5 anos !
Quando temos telhados de vidro é melhor não atirar com pedras aos dos vizinhos...
 
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Medo de trabalhar
Chester01 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 12:16 | Terça feira, 9 de março de 2010
Caro jornalista li a sua peça e sinto uma profunda tristeza, sabendo qual o seu quadrante politico, lê-la..Para já vê-se que não percebe nada de economia e o seu pensamento só demonstra o que se passa com milhares de portugueses, "não querem trabalhar"..quando a empresa dá prejuízo vêm para os jornais dizer para o governo privatizar, quando o governo quer privatizar chamam-lhes de tudo e mais alguma coisa..dá-me vontade de rir quando fala dos CTT dizendo que conheçe, pelos vistos conhece mal..e quanto aos outros países que privatizaram os correios, tudo melhorou e criou mais emprego, caso não saiba fica a saber, porque puderam-se dividir e criar novas empresas de correios a DHL pertence á Deutsch Post alemã, na Bélgica os Correios criam uma espécie de banco para as poupanças...tudo melhorou mais uma vez demonstra na sua peça a azia e ódio que sente em relação ao PS ou outro qq..é triste..
 
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    Re: Medo de trabalhar    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 2 pontos , 15:44 | Terça feira, 9 de março de 2010
    Resposta ao Durruti Blak    Ver comentário
Chester01 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:44 | Terça feira, 9 de março de 2010
As preocupações de Daniel Oliveira...
Bairrada Vigilante (seguir utilizador), 2 pontos , 12:24 | Terça feira, 9 de março de 2010
.... são, efectivamente, simpáticas e capazes de iludir muita gente.

Porque será que este "comuna arrependido do BE" está tão preocupado com as privatizaçãoes?

É evidente que a principal razão passa pelo facto de as empresas, uma vez privatizadas, deixarem de ser um "oásis" para a CGTP e afins que, como é conhecido, só existem e têm visibilidade na Função Pública e em algumas empresas do Estado (onde não existe risco de desemprego).

Pelo atrás referido não se entenda que sou contra a existência de Sindicatos, Claro que não, apenas gostaria de poder contar com Sindicatos que se preocupassem com o futuro e com o emprego (não apenas dos sindicalizados e dos que têm trabalho mas, fundamentalmente com os que não têm..). Infelizmente, em Portugal, isso nunca aconteceu....

Naturalmente que, pelo que escreve Daniel de Oliveira, se depreende que o deficit não é preocupante e a dívida pública não tem importância nenhuma. É evidente que, se queremos ter futuro, temos que pagar o que devemos e começar a gastar menos do que recebemos.

É doloroso mas é assim, não se entendendo os "apelos" de partidos da esquerda (irresponsável) no sentido de que se prolongue no tempo a manutenção do nível absurdo de endividamento a que chegamos.

Para concluir e, de certo modo, atestar a imbecilidade do articulista Daniel reparem nos países que aponta como exemplo de não terem correios públicos (Alemanha, Holanda, Bélgica, Dinamarca e Austria)

Países "miseráveis" como se sabe.......
 
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Quando se derem conta
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:31 | Terça feira, 9 de março de 2010
Já não á nada para vender?
Vende-se o magalhães? e aquele tal dito fundo?
 
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De joelhos,diz Bruxelas
águiadois (seguir utilizador), 1 ponto , 9:49 | Terça feira, 9 de março de 2010
O País tem o Sócrates que merece e o PSD ,sem lider e com o confrangedor trio que está em palco-não é capaz de dar um murro na mesa ,falar ao País e criar uma alternativa.
Quem manda é Bruxelas e o resto é treta.
Barroso e agora Constâncio não foram parvos:saíram da terrinha e agora estão no ar condicionado.
A pobre politica capitulou:com um lºministro acossado de processos por tudo quanto é lado,o Governo está de joelhos e mansamente segue o que Bruxelas manda.
Pobre Povo,pobre condição,pobre sina a nossa.
 
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Digo eu...
Chips (seguir utilizador), 1 ponto , 10:50 | Terça feira, 9 de março de 2010
Bom, o pior é que não se trata de não ligar ao assunto. O pior mesmo é que parece que mais ninguém acha nenhuma solução para a situação deplorável em que estamos. Mas sempre foi e sempre será assim: não há ninguém que agrade a toda a gente, sobretudo quando se fala de política. Portanto a questão não é tanto "não ligar" mas sim "não saber fazer melhor".
 
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Nacionalizar é bom!
Péricles Pinto (seguir utilizador), 1 ponto , 11:26 | Terça feira, 9 de março de 2010
São mais jobs for the boys!!!
http://muitosuave.blogspo...
 
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Uma janela de oportunidade
ApolíticoSec21 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:28 | Terça feira, 9 de março de 2010
As crises e guerras sempre foram uma janela de oportunidade para alguns, os mais poderosos...

Empresas são compradas a preço de retalho e o povo aceita qualquer medida por mais irracional e socialmente injusta que seja. O que antes era impensável passa a ser indispensável para o futuro do país.

Por detrás disto tudo um denominador comum: a procura do lucro individual. E é este denominador a lei da sobrevivência no mundo inteiro, até mesmo em estados que se autodenominam de socialistas/comunistas.

Tal como no passado do ser humano, a lei da sobrevivência impera, mas com a invenção do dinheiro a a sobrevivência é garantida pelo lucro.

Por isso vivemos em corrupção generalizada. Porque se criou no nosso sistema o conceito de propriedade privada e inventou-se o dinheiro como única forma de a adquirir e transaccionar.... Andamos todos a competir uns contra os outros, é um jogo de vida e de morte, que o digam o 1 bilião de pessoa subnutridas no mundo.

Uma solução talvez inviável na sociedade contemporânea seria aniquilar a propriedade privada e subsequentemente acabar com o dinheiro, podendo-se criar uma sociedade onde não existe o incentivo ao crime, pois tudo seria partilhado. Uma visão próxima da proposta por Jacques Fresco no seu Venus Project.
 
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POIS
Figgs (seguir utilizador), 1 ponto , 12:31 | Terça feira, 9 de março de 2010
Se nos portamos mal, se não controlamos a nossa vida, se não a estruturamos para o futuro, o que acontece ? Temos que nos desfazer dos bens que temos para resolver o problema dos credores que nos batem à porta, ficamos mais pobres porque ficamos sem os bens e sem o rendimento que eles produzem. Tapamos esse buraco. E a seguir, como vamos governar o nosso futuro e dos nossos filhos se não criamos estruturas que nos garantam isso ? É tempo de acabar com isto tudo e deixar de brincar aos politicos ( a primeira coisa é acabar com os profissionais da olitica, essa corja de malandros incompetentes !
 
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