A imprensa portuguesa continuou a ser fortemente afectada por quebras nas vendas em 2009. Segundo os dados hoje divulgados no boletim da Associação Portuguesa para o Controlo de Tiragem e Circulação (APCT)
, entre Janeiro e Outubro de 2009 registaram-se descidas, tanto da circulação paga como da circulação total, de todos os jornais nacionais de informação geral, em comparação com igual período de 2008.
O Expresso vendeu em média 111 954 exemplares, o que representa uma descida de 7,4%, enquanto que o "Sol" desceu para 43 752 (-4,5%).
Em relação aos jornais diários o cenário é ainda mais negro. O "24 Horas", que mudou o seu formato, sofreu a queda de vendas mais acentuada, - 27,7%, descendo para 27 691. O "Correio da Manhã" continua a ser líder dos jornais diários vendendo 118 532 (-1%), aumentando a distância em relação ao "Jornal de Notícias", que desceu para 91 422 (-12,4%). O "Público" desceu as vendas para 37 996 (-9,3%), mas apesar dos maus resultados distanciou-se do "Diário de Notícias", que vendeu 34 407 (-17%). O novo diário "i" vendeu uma média de 12 167 exemplares.
"Sábado" e diários económicos subiram
As fortes quebras nas vendas dos jornais registaram-se apesar da distribuição dos gratuitos ter diminuído significativamente em 2009. O gratuito de maior distribuição, o Global Notícias, diminuiu em 47,9% o número de exemplares (105 679), o "Metro Portugal", diminuiu 39,3% (passando para 103 685 exemplares), o "Destak" -42,6% (94 332) e o "Meia Hora", que descontinuou a sua publicação, -61,9% (25 301).
Entre as "newsmagazines" a "Sábado" conseguiu aumentar em 5% as vendas, que passaram para 78 910, aproximando-se da "Visão" que mantém a liderança do sector com uma média de 101 024 exemplares vendidos, o mesmo registado em igual período de 2008.
Num ano fortemente marcado pela crise, todos os diários de economia conseguiram aumentar as vendas. O "Oje" atingiu os 24 844 (+6,1%), "Diário Económico" vendeu uma média de 14 726 (+9,7%) e "Jornal de Negócios" 9 664 (+15,2%).