Entrega e montagem da mercadoria a preços competitivos, várias soluções de crédito, atendimento personalizado e decoração são alguns dos serviços prestados por aquela que é a 29ª loja da Moviflor no país. E com uma "implantação invejável" no país, à qual se junta a recente expansão para Angola e a criação de uma loja on-line, os objectivos da Moviflor continuam a ser os mesmos que estiveram na origem da empresa, há 39 anos: ser um "parceiro privilegiado no fornecimento de uma vasta gama de produtos para o lar, com uma excelente relação qualidade / preço e satisfazendo o desejo de melhor qualidade habitacional da população portuguesa".
Na inauguração da loja nas Caldas, ao final da tarde do dia 5, a Directora-Geral da Moviflor, Teresa Albuquerque, congratulou-se com a abertura de mais uma unidade de uma empresa "conhecida por cerca de 90% da população portuguesa, que consideram que esta é uma marca de confiança" e que conta nas suas lojas com mais de mil clientes diários. E porquê? Porque "ao comprar na Moviflor pode levar para a sua casa um pouco do bem-estar e da alegria a que todos temos direito", garante a directora.
Ciente de que "cinco anos consecutivos de perda do poder de compra baixaram a confiança dos portugueses", Teresa Albuquerque acredita que esta é uma tendência que tem que ser contrariada. Uma opinião que foi reforçada por Catarina Remígio, presidente do Conselho de Administração da Moviflor.
Já o presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Fernando Costa, mostrou-se satisfeito pela abertura da loja, tanto pela vida que veio dar àquela zona da cidade, como pelos postos de trabalho criados. Repetindo as piadas que habitualmente diz nas inaugurações de grandes superfícies, o autarca voltou também a contrariar aqueles que consideram que lojas como esta arruínam o comércio tradicional.
"A multiplicidade de estabelecimentos não é só concorrência, é também um forte apelativo", afirmou, acrescentando que quanto mais lojas existirem nas Caldas, mais pessoas virão à cidade, que se quer afirmar como local privilegiado de comércio. "Num momento de crise não faltam visitantes às Caldas. O que penso que falta é dinheiro a quem nos visita", lamentou.
Fernando Costa aproveitou a oportunidade para lançar um desafio à Moviflor: que passem a vender peças de cerâmica das fábricas caldenses.
"Sabemos que temos o nosso espaço no mercado", diz directora de marketing
A formação dos recursos humanos tem sido uma preocupação constante da Moviflor, com objectivo de dotar os seus colaboradores de aptidões técnicas, comerciais e de gestão.
Entre 2006 e 2008, e com o apoio do Programa Prime, foram dadas mais de 84 mil horas de formação a 994 colaboradores, num total de 74 acções. Uma política que vai ter continuidade em 2010, desta feita no âmbito do Programa Operacional do Potencial Humano. Para este ano estão previstas cerca de 39.500 horas de formação, em 117 acções distintas, a mais de 1.400 trabalhadores da empresa.
À formação dos recursos humanos junta-se a modernização como aspecto fundamental do crescimento da Moviflor. A aposta na Internet e o rejuvenescimento da gama de móveis são agora apontados como fundamentais no crescimento da empresa.
Por isso a directora de Marketing da Moviflor, Eugénia Dias, não se mostra preocupada com o futuro, mesmo estando para breve a abertura de uma nova loja da Ikea em Loures, a apenas 45 minutos das Caldas da Rainha.
"Nós estamos em Portugal há 39 anos, a Ikea veio em 2004, e desde então a Moviflor abriu 11 lojas físicas, uma loja online, uma loja em Angola, temos previsão de abrir mais uma em Évora. Continuamos a crescer, apesar da Ikea estar em Portugal", garantiu aos jornalistas. Consciente de que a sua principal concorrente é a líder mundial em mobiliário e decoração, Eugénia Dias diz que a sua vinda para o país acelerou alguns aspectos de modernização da Moviflor e que agora é "um estímulo para fazer mais e melhor".
Garantindo que a Moviflor sabe que tem o seu próprio espaço no mercado, a directora de marketing é peremptória: "respeitamos a Ikea, acreditamos que eles estão no mercado para vencer, tal como nós. Não estamos aqui a brincar às empresas". E também não hesita em apontar os trunfos da Moviflor, que passam pela oferta variada, tanto ao nível dos estilos como dos preços, e por uma postura diferenciadora nos serviços prestados aos clientes, nomeadamente na entrega e montagem, com equipas em todo o país. "Temos uma amplitude tão larga que nos permite satisfazer um público-alvo muito mais alargado", garante.
Quanto às previsões para a nova loja nas Caldas da Rainha, Eugénia Dias diz que a Moviflor tem "consciência de que o mercado daqui é exigente". Melhorar sempre mais, acreditando que "o serviço será cada vez mais valorizado" é a meta da empresa.
Quanto à possibilidade do número de postos de trabalho aumentar a curto prazo, a responsável pelo marketing da empresa diz que tudo depende do desempenho da loja, das vendas e da forma como o negócio evoluir. Para já, mantém-se a equipa de 45 pessoas que vão garantir o funcionamento da loja sete dias por semana, entre as 10h00 e as 22h00.
No fim de semana a loja da Moviflor recebeu muitas centenas de visitantes de toda a região Oeste que acorreram ali para ver as novidades em mobiliário e aproveitar algumas das promoções que eram convidativas.
28 Horas à espera para ganhar uma Televisão LCD
Na manhã de sábado era grande o reboliço junto à Moviflor. Horas antes da abertura das portas, anunciada para as 10h00, estendia-se pelo parque de estacionamento uma longa fila com pessoas que estavam ali há muitas horas. Tudo para ganhar uma televisão ou uma máquina de café, bastando para isso fazer uma compra no valor mínimo de 50 euros desde que estivessem entre os primeiros 150 clientes.
A primeira da fila era Ana Alves, residente nas Caldas da Rainha, que disse à Gazeta das Caldas estar ali há cerca de 28 horas, desde as 06h00 de sexta-feira. "Valeu a pena, foi muito curtido e voltava a fazê-lo, que isto é um espectáculo". Garantindo que o que mais gostou foi do convívio entre os que ali pernoitaram, Ana Alves não hesitou em dizer que embora esta tenha sido a primeira vez que aguardou largas horas pela abertura de uma loja, "voltava a fazer o mesmo, mesmo com um prémio mais pequeno".
Com ela esteve sempre Cacilda Rosa Santos, uma senhora de 73 anos que ocupava o segundo lugar da fila e a quem a idade não impediu de aguardar tantas horas por uma televisão LCD. "Ainda tenho forças para estas coisas e ainda não dormi", garantiu orgulhosa ao nosso jornal, ao mesmo tempo que afirmava ter valido a pena.
A noite foi passada à conversa e os cobertores e mantas ajudaram a combater o frio e a chuva. Para quem não esteve lá, os prémios e os preços especiais de abertura prolongam-se até ao final de Março.