Lisboa, 11 mar (Lusa) - Álvaro Cunhal começa por observar positivamente a perestroika, mas, quando a antiga União Soviética começa a abrir-se democraticamente, o histórico dirigente do PCP opõe-se à direção de Mikhail Gorbatchov, disse à Lusa a dissidente comunista Zita Seabra.
Um antigo membro do Bureau Político do Comité Central do PCUS, Vadim Medvedev, disse à Lusa que o líder histórico do Partido Comunista Português (PCP), Álvaro Cunhal, "recebeu de forma muito positiva a perestroika [reestruturação]", quando ambos se encontraram, no Porto, em 1988, a propósito do XII Congresso do Partido Comunista Português.
Confrontada com esta afirmação, Zita Seabra afirmou que é "verdadeira em parte".