Pode ser difícil expressarmo-nos com franqueza devido ao receio da reacção dos outros, do que podem pensar e sentir, do medo de represálias, por cobardia, para evitar conflitos ou, porque simplesmente é mais fácil. Contudo, quando somos francos sentimo-nos melhor e mais livres, temos o que queremos e não andamos a enganar ninguém, nem a nós próprios.
Gostamos ou não, concordamos ou não, temos de dizer! E explicar tudo muito bem explicadinho, porque não? Gostamos que nos enganem ou preferimos saber a verdade? Então, vamos dar a verdade aos outros também, porque, com franqueza, franqueza se paga. Um conceito comum de se ouvir é que "omitir não é a mesma coisa que mentir". Claro que não, é muito pior! Quando alguém nos mente temos sempre a possibilidade de ponderar se aquilo que ouvimos é verdade ou não, mas quando nos omitem alguma coisa andamos "distraídos" sem sabermos o que se passa porque aparentemente está tudo igual! Ser franco é uma questão de confiança, de se criarem relações e organizações sólidas.
Franqueza como algo positivo
Para além de sermos francos devemos incentivar a franqueza nas empresas para que as ideias e soluções fluam sem tabus ou repreensões, e para que a franqueza seja vista como uma característica positiva e construtiva.
Ser franco facilita tudo. Somos directos, dinâmicos, rápidos e eficientes e, à velocidade com que tudo gira à nossa volta, com o volume de trabalho e responsabilidades que se tem, é obrigatório sermos francos.
Infelizmente respira-se falta de franqueza nas relações pessoais, nas empresas e instituições públicas. Devido a pressões políticas, hierarquias, burocráticas, tempo, por exemplo, não se falam dos assuntos de uma forma aberta, directa e realista.
Óbvio que pessoas sem a capacidade de se expressarem com franqueza geram organizações pouco francas e, este problema já vem de trás, da nossa cultura e educação, em que nos ensinaram que devemos ter cuidado com o que dizemos. Não, não devemos ter cuidado com o que dizemos, mas sim com a forma de como o fazemos, sem distorcemos ou omitirmos factos.
Se queremos que alguém melhore o seu desempenho não podemos ficar irritados perante os maus resultados se não dizemos nada. Se assim for, a culpa está do nosso lado. Por outro lado, se queremos melhorar o nosso próprio desempenho temos de ter alguém honesto e franco que nos critique da forma construtiva.
Ser franco muda a vida das pessoas e das empresas para melhor... ou será que não?!