13/02/2012 atualizado às 1:11
Página Inicial » Blogues » Daniel Oliveira: Antes pelo contrário » Um zigzag que dá muito jeito

Um zigzag que dá muito jeito

Em 2008, o PS defendia o fim das deduções fiscais com despesas em saúde e educação. Em 2009, em campanha, Sócrates atacou um adversário por defender o mesmo. Em 2010, sem dinheiro, volta-se à primeira posição.  

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
9:00 Segunda feira, 8 de março de 2010

Um debate em 2009


Quem ganha e quem perde um debate? A maior parte das vezes o conteúdo conta pouco. Na última campanha José Sócrates cilindrou Francisco Louçã. E esse facto indesmentível foi o que ficou do confronto entre os dois.

Se bem se lembram, o primeiro-ministro atirou-se a Louçã por este querer, como se podia ler no programa do seu partido, acabar com os benefícios fiscais às despesas em saúde e educação sempre que haja uma alternativa gratuita do Estado (o que não é o mesmo que acabar com estas deduções, contrariamente ao que Sócrates então afirmou da forma pouco rigorosa que o caracteriza). Viu nessa proposta (que incluía, e bem, o fim dos benefícios fiscais aos PPR) um sinal de radicalismo inaceitável e um ataque sem precedentes à classe média, no que foi secundado pela claque que tem por hábito pensar menos no conteúdo e mais no emissor.

Vim então ao debate:

"Quando o Estado paga, através das deduções, escolas e médicos privados, está a retirar dinheiro ao SNS e ao ensino público, que é para todos, para subsidiar serviços a que só alguns podem aceder. Aliás, os argumentos contra as deduções são os mesmos que Sócrates usou, quando debateu com Portas, contra o plafonamento dos descontos para a segurança social ou o cheque-ensino nas escolas.

Como os mais pobres não têm qualquer possibilidade, mesmo com as deduções, de ir a um médico privado ou pôr os filhos num colégio, eles estão, na prática, a pagar um serviço que lhes está interdito. Estão a pagar deduções que nunca poderão fazer. Os impostos, em vez de progressivos, passam a ser regressivos."

Bagão Félix em 2004


Tinha, se me é permitido, a autoridade de estar a repetir o que já dissera em 2004, quando Bagão Félix acabou com os benefícios fiscais para as poupanças privadas (medida a que o PS se opôs), num texto a que dei o título de "Heresia: por uma vez Bagão tem razão" . Três argumentos:

1. Só pode beneficiar destas deduções fiscais quem tem mais dinheiro para gastar. E só chega ao tecto máximo de deduções quem gasta mais. Os benefícios fiscais, favorecendo a classe média (de forma diferenciada, tanto mais vantajosa quanto maior a capacidade de despesa), põem a classe baixa e média-baixa a "contribuir" para as despesas de quem ganha mais.

2. Só beneficia de um planeamento fiscal complexo, como a enorme quantidade de complicados benefícios fiscais, o que exige um conhecimento profundo da lei, quem tem acesso a um contabilista ou um advogado, o que, manifestamente, só acontece com quem mais tem. O sistema fiscal deve ser simples para os seus benefícios serem aproveitados por todos.

3. Os benefícios fiscais tornam a fiscalização mais complexa, desviando os esforços da máquina fiscal para minudências e não se concentrando no combate à fraude fiscal. A multiplicação de benefícios fiscais favorece a fraude fiscal.

Todos os argumentos que usei para o PPR eram válidos, como então escrevi, para a saúde e a educação. Só o que o Estado não garanta de forma gratuita deve ser contar com estes apoios: é o caso, por exemplo, de dentistas (que deviam estar presentes nos hospitais públicos), dos medicamentos, de ensino especial onde ele não existe fornecido pelo público, de ensino especializado que o Estado não garante. Não é o caso da opção livre do cidadão pelo privado quando o Estado, ali ao lado, oferece o mesmo. É uma escolha legitima. O que não é legitimo é que aqueles que, mesmo com a existência destas deduções fiscais, não têm meios para aceder a serviços privados, ajudem a pagar essa escolha.

Para além de tornarem o sistema fiscal mais complexo e serem injustas, estas deduções desviam fundos que deveriam ser destinados aos serviços públicos para serviços privados, degradando assim a qualidade dos serviços que todos podem usar - seja pela falta de meios financeiros, seja pelo seu progressivo abandono pela classe média, com mais poder reivindicativo.

Em 2008, 2009 e 2010


Há muito boa gente com argumentos políticos válidos que defende que o papel do Estado deve ser esse mesmo: financiar as escolhas dos cidadãos em serviços privados. Nessa matéria o CDS é, por exemplo, claro: defende estes benefícios assim como defende o cheque ensino. Discordo, mas não os acuso de incoerência.

O que não é aceitável é o zigzag oportunista de Sócrates. Em 2008, Vital Moreira dizia: "O problema com as deduções em IRS é que deixa de fora dos benefícios justamente os mais pobres, ou seja, os que nem sequer têm rendimento suficiente para pagar IRS. É por isso que os subsídios directos são mais eficazes, mais abrangentes e mais equitativos."

Mas em 2009, em campanha eleitoral, Sócrates acusava um adversário politico de radicalismo e de querer prejudicar a classe média por ter esta mesma posição.

E em 2010, na proposta que conhecemos do PEC, prepara-se, pasme-se, para regressar à  posição de Vital Moreira, mostrando que o que a histeria da campanha de 2009 recsultou de puro cálculo eleitoral. E sem qualquer argumento, mantém os benefícios para os PPR, que são ainda mais inaceitáveis do que os na saúde e educação. Quando precisava de votos achava uma coisa. Quando precisa de dinheiro acha outra.

A incoerência


O problema da falta de coerência politica e ideológica não é heterodoxia das posições. É a forma como as manipulamos conforme nos convém. Defender o fim dos benefícios fiscais é impopular e faz perder votos. Mudar de posição em campanha eleitoral dá imenso jeito. Mas não é sério.

Por mim, continuo na mesma: concordei com a proposta de Bagão Félix (ministro do PSD/CDS) e defendia-a publicamente. Concordei com a proposta de Francisco Louçã e defendi-a publicamente. Sem conhecer os pormenores, concordo com a filosofia da proposta de Sócrates (quanto ao resto que se conhece do PEC, a música é outra e falarei mais tarde do assunto) e defendo-a publicamente.

Porque as minhas posições não oscilam conforme quem assina cada proposta. Infelizmente, o nosso primeiro-ministro e seus apoiantes não podem dizer o mesmo. O que era radicalismo para os outros rapidamente é aceitável para si próprio.

Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
Página 1 de 1   
ordenar por:
mais votados ▼
Benefícios Fiscais
ANO1933 (seguir utilizador), 7 pontos (Interessante), 10:08 | Segunda feira, 8 de março de 2010
Daniel de Oliveira acerta em absoluta no aspecto dos benefícios fiscais, quando coloca em cima da mesa a contradição de José Sócrates.
Hoje defende, ou antes aplica, o que criticara o que advogaram outros, ainda não há muito tempo.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.
O pior é que se vai pelo lado mais fácil.
Ao reduzirem-se os benefícios fiscais, com a da saúde e o da educação, está-se a ir aos bolsos dos que menos possibilidades têm
As deduções nas despesas em saúde de 30% sobre o total das mesmas, sem qualquer limite, contribuía para que muitos dos contribuintes fôssem reembolsados, em parte, o que muitas das vezes dava para tapar um "buraco".
E agora ?
Não teriam outras vias para seguir e não atingir os mesmos de sempre ?
Aproveito para recordar que as deduções específicas, referente aos pensionistas já desceram, e em poucos anos,
de 7.500 euros para 6.000 euros !
E isto não constitui um aumento encapotado de impostos ?
Claro, que têm de se tomar medidas para combater a crise, mas terão de ser outras e não estas.
 
 Regras da comunidade
    Re: Benefícios Fiscais    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:32 | Segunda feira, 8 de março de 2010
    Re: Benefícios Fiscais    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:29 | Segunda feira, 8 de março de 2010
    Não lhes dá jeito...    Ver comentário
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 11:39 | Segunda feira, 8 de março de 2010
Aldrabices, assim é feita a politica
nao tento (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 9:27 | Segunda feira, 8 de março de 2010
Infelizmente a politica é feita por aldrabões, por isso cada vez esta classe está mais desacreditada. Politicos honestos serão muito poucos e quando aparecem são logo banidos pela máfia.
 
 Regras da comunidade
Deduções na Educação
vibe (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 14:25 | Segunda feira, 8 de março de 2010
Quanto aos ziguezagues já estamos habituados.
O seu comentário sobre as deduções de despesas de educação é simplista.
O facto de haver alternativas no publico na maioria das vezes não é uma realidade.
Dois exemplos: tenho uma filha com 17 meses e já por duas vezes a inscrevi em infantários públicos e sempre me foi foi vedado o acesso porque é dada preferência, de acordo com critérios definidos, a outras crianças, logo tenho de a colocar no privado.
A minha filha de 8 anos que nasceu em Outubro no ano em que a inscrevi na escola publica não pode entrar porque primeiro entram os alunos nascidos antes de Setembro. Assim fui obrigado a recorrer a um colégio privado.
Não discuto os critérios para aceitação ou não das crianças em instituições publicas, mas não se pode de uma forma linear dizer que havendo serviço publico os contribuintes têm limites de dedução.
Porque não um corte nos beneficiários de rendimento mínimo? Ou pelo menos colocarem os beneficiários deste a produzir alguma coisa já que recebem dinheiro todos?
 
 Regras da comunidade
    Re: Deduções na Educação    Ver comentário
Colaborador (seguir utilizador), 1 ponto , 16:51 | Segunda feira, 8 de março de 2010
    Re: Deduções na Educação    Ver comentário
a_Razao (seguir utilizador), 1 ponto , 16:58 | Segunda feira, 8 de março de 2010
Zig-zagues..passo em frente..passo atrás..
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 10:01 | Segunda feira, 8 de março de 2010
Zig-zagues..passo em frente..passo atrás..caracteristica própria de quem é desnorteado (in TorresIpédia)..
Quando se inicia qualquer "viagem" governativa ou politica sem firmeza de caracter e planeamento rigoroso e atempado acontece ter que se navegar á vista..sendo que este tipo de navegação é muito perigoso para quem dependa de quem sofra de míopia governativa..
 
 Regras da comunidade
Mentiroso
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:29 | Segunda feira, 8 de março de 2010
Sócrates não é a primeira vez que é apanhado a mentir, mas infelismente á certos comentadores a defender a sua tese? sera que tem interesses comuns?
Uma coisa é certa quem paga a crise é sempre os mesmos, porque as élites pagam a peso de ouro a advogados para contornar qualquer obstaculo, e como conhecedores das leis que só os favorecem mais negro se torna o dia do zé povinho.
Ainda está para vir um governo que favoreça Portugal e os Portugueses por igual.
 
 Regras da comunidade
O problema é também outro....
Alvares_Almeida (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 10:33 | Segunda feira, 8 de março de 2010
No que concerne à educação seria desejável que fosse acessível para todos o que não acontece. Que raio!!! Cada vez mais nos sobra menos tempo para sermos pais e a rede pré-escolar é miserável em alguns concelhos deste país. Alguns pais cujo agregado tem disponível 1700 €/mês, pagam casa, alimentação, saúde e, vejam lá, colégio para os filhos que ascendem a 350 € /mês ou mais. Dir-me-iam - Então que vá para o interior aonde o pré-escolar é praticamente de borla! - Pois é, mas nem todos temos condições para morar a 50 km da cidade, iniciar o trabalho às 7 da manhã e ainda entregar os filhos a essa hora. Cada vez mais Portugal precisa dos reformados não para trabalhar nas suas ex-profissões, mas para tomar conta dos netos e ajudar nas despesas dos mesmos. Ensino para todos em Portugal é como diz o Sr. 1º Ministro - É tanga.... Haveria justiça se nos concelhos em que a rede pré-escolar ou escolar fosse deficitária o estado pagasse aos pais por aquilo que não fornece gratuitamente. Mas os burros somos nós porque isto é como ir a um restaurante pagar por um bife com batata frita e, porque acabou o bife, comer a batata. A máxima devia ser – “Há público o estado não paga nem deduz, aonde o privado é necessário o Estado comparticipa para que o serviço seja prestado aos seus humildes accionistas.” Caso ninguém tenha dado conta Portugal é uma empresa como outra qualquer e quando isto der para o torto quem paga são os accionistas, nós.
 
 Regras da comunidade
Subida de Impostos e Comissão de Inquérito
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 11:47 | Segunda feira, 8 de março de 2010
A noticia de última hora do Expresso-de subida de Impostos,anunciada por Sócrates-é um contra ataque para desviar a atenção da Comissãoi de Inquérito.
É o PS a safar o lº,mais uma vez, e a baralhar a agenda politica.
 
 Regras da comunidade
Um Zigzag que dá muito jeito
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:47 | Segunda feira, 8 de março de 2010
Quem não tem culpas que atire a primeira pedra. Diz o povo que mais depressa se encontra um mentiroso que um coxo. Também é verdade que eles falam, falam mas eu não os vejo a fazer nada. Há quem diga que de cada vez que um politico falasse a verdade lhe caísse um braço não íam faltar por aí manetas, mas se lhe caísse uma perna cada vez que mentem não íam faltar coxos. Por tais razões é tão rídiculo ter sido criada uma Comissão de Inquerito, para saber se Sócrates mentiu ou se não há liberdade em Portugal. Vejam para tal as posições defendidas por Manuela F. Leite antes e depois de ser Líder do PSD e vão ter muitas surpresas. Eu direi mais se conseguirem encontrar um politico que não minta, será um milagre maior do que Jesus Cristo descer novamente à Terra.
 
 Regras da comunidade
    Re: Um Zigzag que dá muito jeito    Ver comentário
JJFF (seguir utilizador), 2 pontos , 15:19 | Segunda feira, 8 de março de 2010
    Re: Um Zigzag que dá muito jeito    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 17:24 | Segunda feira, 8 de março de 2010
A COERÊNCIA DE DANIEL OLIVEIRA AOS €UROS.
PIANINHO (seguir utilizador), 2 pontos , 13:42 | Segunda feira, 8 de março de 2010
Daniel Oliveira dá-me imensa vontade de rir, ao detalhar as versões da direita e da esquerda, quanto à forma de colocar o mesmo problema, referente às inúmeras deduções fiscais em IRS.
Reparem bem, para evidenciar melhor aquilo que pretensamente entende ser a sua leitura, (DO) claro, em sintonia com a que o seu chefe Francisco Louça e o Bloco de Esquerda defendiam no seu programa de candidatura nas Legislativas, onde acabava com as deduções fiscais da saúde, educação e PPR , mas o que é mais nítido na sua análise no texto, não passa de uma dicotomia engraçada, na escolha das personalidades para defender a sua DAMA o BE e F. Louça.
E então o que faz DO para tentar atacar as medidas agora propostas no PEC, escolhe por um lado as posições de Bagão Feliz por outro Vital Moreira (ex-PCP) tentando “entalar” o governo e evidenciar que até estas personalidades assumiam estar de acordo com as posições do seu partido o Bloco de Esquerda, falando de coerência política de BF e da incoerência de Sócrates que agora altera posições que ao tempo contrariou.
Será isto, só politica pura?
Pois é, só que o PEC a apresentar na EU determina um linha de acção, que terá de ser realista face ao
que já se conhece da crise mundial e as medidas agora previstas, são ajustadas à nova realidade, a que DO dá pelo nome de ziguezague do governo.
Esta posição de DO fica bem, a quem escreve no Expresso, polemiza, dá leitores e mantém o seu “blog” em exposição permanente.

A coerência aos €uros !!!
 
 Regras da comunidade
    Re: A COERÊNCIA DE DANIEL OLIVEIRA AOS €UROS.    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:41 | Segunda feira, 8 de março de 2010
    Re: A COERÊNCIA DE DANIEL OLIVEIRA AOS €UROS.    Ver comentário
PIANINHO (seguir utilizador), 2 pontos , 19:18 | Segunda feira, 8 de março de 2010
Politicos
leitaojo (seguir utilizador), 1 ponto , 11:02 | Segunda feira, 8 de março de 2010
Pois é assim mesmo que funcionam os politicos, o que dizem hoje não o fazem amanha, aliás são precisamente estes os melhores, veja-se o caso dos advogados, os que mais mentem, enganam, os que juram a pés juntos que o assassino esta inocente, são os melhores, não é por acaso que a maioria dos tais politicos são advogados, é assim a democracia de muita gente.
 
 Regras da comunidade
Acabar com aquilo que se defendeu
Runaldinho (seguir utilizador), 1 ponto , 12:20 | Segunda feira, 8 de março de 2010
Em face do artigo de Daniel Oliveira, no qual e muito bem, demonstra como Sócates se enredou numa teia demagógica, acabando por fazer aquilo que tanto criticou nos outros, os prejuízos da classe média com o fim dos benefícos inerentes aos PPR's.
A incoerência do Prmeiro Ministro é atroz, para utilizar o mesmo adjectivo com que brindou Louçã num debate televisivo, quando este defendeu o fim dessas benesses que só engordam meia dúzia!
Há dias dizia aqui num comentário, que Sócrtaes é poderoso na arte de manipular o verbo! Eloquente mesmo!
Mente com a mesma facilidade com que diz uma verdade! Cada vez me convenço mais da sua dificuldade em falar verdade, aumentando a incoerência e a mentira na razão directa da sua incapacidade em dar a volta aos problemas que nos afligem e para o qual foi eleito!
 
 Regras da comunidade
Chiça Penico!
Abrangente (seguir utilizador), 1 ponto , 13:13 | Segunda feira, 8 de março de 2010
Não me sinto à vontade, aqui, nos confederados. Todos falam todos mentem. É certo que,aquilo que hoje é verdade, deixa de o ser depois. Por circunstâncias imprevistas ou porque o "mundo é feito de mudança". Mentir, em consciência, é condenável; mentir por que as mudanças do mundo transformaram a realidade, é inevitável -- é admitir, concientemente, que o mundo mudou.
Como já disse, não me sinto bem aqui, nos confederados. O Expresso Online sem o Henrique Raposo é um deserto de contradições. Alguém sabe do HR? Terá ido votar a Bagdade?
 
 Regras da comunidade
Um zigzag que dá muito jeito
nortagus (seguir utilizador), 1 ponto , 13:40 | Segunda feira, 8 de março de 2010
Realmente é um título que lhe assenta que nem luva. Gostei muito, no programa "eixo do Mal", dizer muito bem do patrão! "Há dias assim", como canta Filipa Azevedo, para a Eurovisão. Porreiro pá!
 
 Regras da comunidade
ZIG-ZAG
Figgs (seguir utilizador), 1 ponto , 14:15 | Segunda feira, 8 de março de 2010
Estúpido seria não fazer ZIG-ZAG face as transformações verificadas na economia ! O que critico ao Sócrates é não ter prosseguido com as suas intenções iniciais e com a forma como começou a governar no primeiro mandato. pena que tenha perdido folego ( diga-se que também já o tinham posto a andar ). Para ganhar votos há que fazer politica e esquecer a realidade ( tem que se ir para o mundo do faz de conta, para o podre desta coisa )
 
 Regras da comunidade
Nem todos somos contabilistas.
Anthos (seguir utilizador), 1 ponto , 19:58 | Segunda feira, 8 de março de 2010


Daniel,

Gostei muito do seu artigo.

Antes de mais, em campanha eleitoral, não se deve prestar atenção às palavras dos candidatos. Ao contrário, há de ver qual é a sua linha política. E isto é simples porque agora já sabemos o que aquele partido fará se for para o poder.

Em breve, se este vai facilitar as classes pobres, medias ou ricas.

Repito aqui as seguintes frases do Daniel porque eu não consigo encontrar outras melhores do que as dele e que são muito, muito significativas:
"Como os mais pobres não têm qualquer possibilidade, mesmo com as deduções, de ir a um médico privado ou pôr os filhos num colégio, eles estão, na prática, a pagar um serviço que lhes está interdito. Estão a pagar deduções que nunca poderão fazer. Os impostos, em vez de progressivos, passam a ser regressivos."

Por consequencia, vota-se conforme os bens que temos.

Foi sempre assim. Cada um vota pelo partido que faz os seus interesses económicos.
 
Boa Noite e Bom 8 de Março junto da sua esposa ou com uma mulher formosa se você for solteiro.


 
 Regras da comunidade
Página 1 de 1   
PUB
 
Email
O Expresso no
Arquivo
PUB




O português é suave, felizmente para os espertos
8:00 Sexta feira, 10 de fevereiro de 2012, 59
Não seja piegas: quanto é que o velho dura?
8:00 Quinta feira, 9 de fevereiro de 2012, 41
Seguro em cima do muro grita violentos "nins"
8:00 Quarta feira, 8 de fevereiro de 2012, 23
Coelho de Carnaval
8:00 Terça feira, 7 de fevereiro de 2012, 80
O cantinho de Vasco Graça Moura
8:00 Segunda feira, 6 de fevereiro de 2012, 77
Renegociar as PPP: passar culpas ou coragem?
8:00 Sexta feira, 3 de fevereiro de 2012, 38
Racismo e patriotismo: modos de usar
8:00 Quarta feira, 1 de fevereiro de 2012, 49
Da assustadora ousadia alemã a uma mão cheia de nada
8:00 Terça feira, 31 de janeiro de 2012, 48
Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
MBA
Grupo ImpresaACAP