13/02/2012 atualizado às 1:11
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Um duro teste

Depois de a Grécia apresentar a terceira versão de ataque ao défice, elogiada por FMI e BCE, a credibilidade do programa português tem de ser à prova de bala.

(www.expresso.pt)
0:00 Quarta feira, 10 de março de 2010

Por decisão própria ou aconselhado por uma agência internacional de relações públicas, o Governo português atrasou a apresentação do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), aparentemente para sublinhar de novo que a situação nacional e a grega são completamente diferentes. A intenção pode ter sido a melhor. Mas, como o mundo continua a rolar, a Grécia apresentou entretanto esta semana a terceira versão do seu pacote de combate à crise, desta vez bastante draconiano: corte de um terço nos subsídios de Natal, Páscoa e férias dos funcionários públicos (cujos salários já tinham sido congelados); subida do IVA de 19% para 21%, bem como dos impostos sobre combustíveis, tabaco e bebidas alcoólicas; e congelamento das pensões. Tornou-se assim mais credível a intenção da Grécia de reduzir este ano em quatro pontos (!) o défice orçamental, de 12,7% para 8,7% do PIB.

Ora o nosso défice este ano só será reduzido em um ponto percentual. Por isso, o PEC nacional tem de conter medidas que convençam os mercados de que elas serão necessárias e suficientes para Portugal conseguir reduzir o défice orçamental para menos de 3% em 2013. Isso quer dizer que não basta o anunciado congelamento salarial dos funcionários públicos e das administrações e trabalhadores das empresas do Estado. Infelizmente, vai ser preciso ser mais duro, porque se as medidas não convencerem os mercados, os fundos especulativos voltarão a apostar em força na queda das obrigações nacionais. Mas não nos iludamos. O PEC é só o início do caminho. Dar os passos necessários para construir uma economia muito mais competitiva é que se torna fundamental.

As eleições no PSD


As elites não gostam, mas as eleições directas para presidente do PSD permitem avaliar publicamente a capacidade dos candidatos. E nesta primeira semana há uma surpresa: onde se esperava que Paulo Rangel esmagasse os adversários, foram estes - Passos Coelho e Aguiar Branco - que surpreenderam pela positiva. Ainda falta muito caminho. Mas já é claro que não há uma passadeira vermelha à espera de um dos candidatos.

Suicídio na escola


O que justifica que um miúdo de 12 anos se suicide? Aparentemente, repetidas agressões físicas e verbais de colegas mais velhos que lhe exigiam dinheiro. Estranho é que ninguém soubesse de nada, nem o conselho directivo da EB 2.3 Luciano Cordeiro, de Mirandela, nem a Associação de Pais, nem a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens. Pelos vistos, há um mundo subterrâneo que escapa à normalidade e que é povoado por seres amorais.

Texto publicado na edição do Expresso de 6 de Março de 2010

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Um duro teste
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 15:33 | Quarta feira, 10 de março de 2010
Não há duvida nenhuma que desta vez tenho de dar uma certa razão aos Sindicatos. Aliás tudo isto já se estava a adivinhar que assim seria. Uma vez mais são os mesmos a pagar para o que em nada contribuiram. Pode ser demagógico como diz Ferreira Leite o corte nos salários e nas pensões mais elevadas, mas moralmente seria um sinal para os Sindicatos e trabalhadores em geral, que pela primeira vez a factura não seria só para alguns. É verdade que há algumas medidas nesse sentido no que se refere aos descontos no IRS, mas parece-me ser um sinal muito tímido para dentro e fora do País. Pela falta de ousadia do governo e da passividade e até repulsa do PSD ninguém se admire da contestação nas ruas. É claro que ao BE e principalmente ao PC interessa esta situação. A maior parte do povo está consciente de que tem de fazer sacrifícios. É éticamante reprovevel e moralmente escandaloso que atinjam sempre os mesmos e que são os que menos têm. Diz o povo e tem razão que nestas coisas ou há moral ou comem todos. A falta de importância que é dada às eleições no PSD é sem duvida assustadora, se nos lembrarmos que sendo por enquanto ainda o maior partido da Oposição, qualquer candidato o seria também a Primeiro Ministro deste País, mas pelo andar da carruagem já ninguém o leva a sério, por mais mal que se diga de Sócrates. Não será pela certa o caminho que se está a seguir na Escola e na família o mais adequado. Há que repensar e corrigir o que está mal e há pela certa muito a fazer.
 
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criterios editoriais...%)))
lord byron (seguir utilizador), 2 pontos , 16:07 | Quarta feira, 10 de março de 2010
Que tal esperarmos para conhecermos o PEC…antes de termos opinião formada por desinteressados mensageiros sobre mensagem que nem sequer conhecem!
 
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RELAÇÕES DESUMANAS
Anamanacosta (seguir utilizador), 1 ponto , 12:14 | Quarta feira, 10 de março de 2010
A impessoalidade das relações que se estabeleçam hoje em dia entre as pessoas tem vindo a dificultar o diálogo e a circulação de informação. Os jovens vivem virados para o seu umbigo, a saber, o telemóvel, o computador e a Playstation e um grupo, quando existe, reduzido de amigos. Os pais, cada vez mais, estão menos presentes na vida dos filhos do que esses ditos amigos. É com estes que os jovens aprendem, partilham informações e se vão formando como adultos, sem qualquer acompanhamento crítico, orientador, por parte dos adultos familiares.
Nos fins-de-semana, quando estão mais tempo juntos com a família, é uma maçada, sempre com o telemóvel na mão e os sms constantes, estando presentes em corpo mas ausentes em espírito.
Os pais cansados ou desempregados também querem algum repouso. A conversa não é muita e é vulgar ver num restaurante ou centro comercial famílias jovens, alguns de tenra idade, que querem, podem e mandam.
É na escola que se estabelecem as relações mais importantes. Mais uma vez sem controlo de nenhum adulto. A lealdade do aluno vai para com os colegas, e raramente para com os professores.
 
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    Re: RELAÇÕES DESUMANAS    Ver comentário
lord byron (seguir utilizador), 2 pontos , 16:03 | Quarta feira, 10 de março de 2010
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