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Um administrador do século XIX

Presidente da TAP diz que a greve é coisa do século passado. Talvez se tenham esquecido de lhe explicar que vivemos numa democracia. E que a greve faz parte dos nossos direitos. No século passado, até há 36 anos, não fazia.  

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
9:00 Quinta feira, 11 de março de 2010

Os pilotos da TAP vão fazer uma greve. Não está aqui em causa o seu acerto ou erro. Não me daria ao trabalho de repetir um lugar comum: que a greve é um direito. Nos primórdios do sindicalismo, esse direito foi conquistado as custas do emprego, da liberdade e às vezes da própria vida.

As sociedades democráticas trataram de regulamentar e defender esse direito. Partindo do princípio: sendo o poder numa empresa desigual, os regimes democráticos dão aos trabalhadores um instrumento que, equilibrando as coisas, impede o abuso e obriga à negociação. Hoje, é impensável falar em democracia sem incluir sindicatos livres e direito à greve.

Porque, apesar de todos os sinais que dão alguns empresários, sempre pensei que isto era um ponto assente, nunca perderia muito tempo a escrever estas evidência. Muito menos em Portugal, onde este é um direito recente.

Mas Fernando Pinto, presidente do conselho de Administração da TAP, disse alto o que muitos gestores e empresários pensam baixinho: "a greve é uma coisa do século passado" . O insulto que esta frase representa é ainda mais grave quando este senhor, que eu tinha por uma pessoa civilizada e familiarizada com a nossa constituição e as regras democráticas (apesar de recentemente ter dado alguns sinais de desconforto com elas ), é administrador de uma empresa que pertence ao Estado. Pode, como é evidente - e é natural que o faça -, pôr em causa a justeza da greve. Não pode, nem por palavras nem por actos, pôr em causa o direito à greve. Era só o que nos faltava.

Mas a culpa não é apenas dele. É tal o domínio mediático daqueles que vivem mal com alguns direitos democráticos - a greve, a negociação colectiva, o sindicalismo -, que o senhor pode ter ficado baralhado e julgado que viviamos em alguma ditadura ou que tinha regressado ao século XIX. Bom seria que o ministro da tutela lhe explicasse em que parte do planeta está a cumprir a sua função de administrador de empresas e, de forma simpática, lhe solicitasse um pedido de desculpas aos trabalhadores. Isto, claro, se o partido que nos governa tiver um pingo de orgulho na palavra "socialista", que ainda ostenta no seu nome.

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As palavras foram infelizes mas....
Bairrada Vigilante (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 11:25 | Quinta feira, 11 de março de 2010
..... toda a gente com bom senso, apesar do maior respeito (e admiração) que os pilotos nos possam merecer, sem questionar o direito à greve, sabe que:

1) - A TAP é uma empresa deficitária que, sem os dinheiros públicos já tinha desaparecido;

2) - Que o aumento de 1,8% é superior à inflacção prevista para 2010 e que a maioria dos Portugueses, se tiver aumentos, vão ser inferiores;

3) - Que neste País existem mais de 500 000 desempregados, muitso dos quais nunca mais voltarão a trabalhar (ainda que alguns destes não queiram "outra vida");

4) - Que seria razoável um pouco se solidariedade pela parte do pilotos (ganhariam "pontos" para ocasiões futuras);

Tudo sito já se sabia assim como se sabia que o pseudo-esquerdismo bacoco do Daniel Oliveira não lhe permitisse ver neste episódio mais que as palavras infelizes de Fernando Pinto....
 
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    Re: As palavras foram infelizes mas....    Ver comentário
subumano (seguir utilizador), 1 ponto , 14:22 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Re: As palavras foram infelizes mas....    Ver comentário
Bairrada Vigilante (seguir utilizador), 2 pontos , 17:14 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Re: As palavras foram infelizes mas....    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 16:19 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Re: As palavras foram infelizes mas....    Ver comentário
Bairrada Vigilante (seguir utilizador), 2 pontos , 17:18 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Re: As palavras foram infelizes mas....    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 17:45 | Quinta feira, 11 de março de 2010
sim, mas...
odagrom (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 10:13 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Eu percebo o que Fernando Pinto quis dizer, mas de facto foi infeliz com as palavras. Já o critiquei num comentário ao artigo em que ele se opõem à greve, mas agora vou fazer de advogado do diabo:

Em tempos de crise económica grave, os pilotos da TAP não têm um mínimo de bom senso. Há alturas em que se justifica mais a greve que noutras, e claramente os trabalhadores da TAP estão a empurrar a empresa para o suicídio com as sucessivas greves. O direito à greve justifica-se quando os patrões abusam dos assalariados, e não me parece que seja o caso. Na TAP estão mal habituados porque o estado sempre injectou dinheiro, mas isso acabou e eles ainda não perceberam. Quando a TAP falir e ficarem todos desempregados, talvez se lembrem que se calhar ter feito greve foi má ideia...
 
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    nao ficam desempregados    Ver comentário
TheDuck (seguir utilizador), 1 ponto , 10:48 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Re: sim, mas...    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 16:43 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Viver na merda
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 10:23 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Quando quem governa não é respeitado,qualquer gestor manda as suas bacorads.
Fernando Pinto está de saída da Tap e fica-lhe mal cuspir a sua ignorância na História da Luta dos trabahadores.
Lula da Silva é capaz de não saber que tem aqui um conterrâneo que não sabe o que é viver na merda
 
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Extrapolar direitos
JCCC (seguir utilizador), 2 pontos , 11:43 | Quinta feira, 11 de março de 2010
A greve é um direito. Os trabalhadores têm-no.
A questão essencial é que há muitas greves já instituídas e que, mais do que servir o seu propósito nobre, mais não são do que instrumentos na mão de alguns irresponsáveis que teimam em nos arrastar a todos para o pior.

Fazem-se greves pura e simplesmente porque se tem direito a elas.
Se a empresa já está falida? Não é importante para os grevistas. Importante é passear a arrogância do seu "poder" perante a conivência de todos.

Lamentável.
 
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Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 16:52 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Re: Extrapolar direitos    Ver comentário
JCCC (seguir utilizador), 2 pontos , 18:34 | Quinta feira, 11 de março de 2010
A Democracia tem que se defender todos os dias...
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 2 pontos , 11:52 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Senão vai-se degradando e depois pode ser tarde. Será que de uma forma subtil o senhor Fernando Pinto é

contra um direito civilizacional e universal, que é o direito à greve?...
 
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OS ANTAGONISMOS ENTRE A POLÍTICA E OS EUROS
PIANINHO (seguir utilizador), 2 pontos , 15:25 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Esta é a melhor expressão que usa, para conviver aqui na sua habitual ambiguidade de militante do BE, cito-o:

"Os pilotos da TAP vão fazer uma greve. Não está aqui em causa o seu acerto ou erro."

Depois segue o cardápio ou menu dos bloquistas e dispara a atacar o Administrador da TAP ma linha de linguagem usada pelo seu chefe de partido.

Você quer lá saber dos milhões de euros de prejuízos causados pela greve, você quer lá saber dos problemas que a greve irá causar a milhares de passageiros, você quer lá saber se a greve pode por em risco a sustentabilidade da empresa.

Na realidade a sua posição na prática, é defender uma minoria muito minoria de privilegiados da empresa e do país, que ganham remunerações milionárias, considerando o nível dos salário médios em Portugal e esconde-se e não lhe interessa o que está de facto em causa quando sobre a grave diz:
“Não está aqui em causa o seu acerto ou erro”.

“Luta para viver como a filosofia gostaria que vivesses.”

E não te prostituas pelos interesses pessoais ou partidários colocando-se sempre contra os representantes do Patronato, só para agradar a gregos e troianos.

 
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    Re: OS ANTAGONISMOS ENTRE A POLÍTICA E OS EUROS    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 17:28 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Re: OS ANTAGONISMOS ENTRE A POLÍTICA E OS EUROS    Ver comentário
PIANINHO (seguir utilizador), 2 pontos , 19:11 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Re: OS ANTAGONISMOS ENTRE A POLÍTICA E OS EUROS    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 14:09 | Sexta feira, 12 de março de 2010
Um administrador do Sec. XIX...
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 17:09 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Poder-se-á então inferir que os administradores do sec. XIX (quando nem existia aviação) já eram bons e muito á frente no seu tempo..e ainda hoje actualissimos...
Digo eu........de quando em quando dá-me para isto..
abraços
 
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    Re: Um administrador do Sec. XIX...    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 18:04 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Caro Durruti..    Ver comentário
Fernando Torres (seguir utilizador), 2 pontos , 18:15 | Quinta feira, 11 de março de 2010
    Re: Caro Durruti..    Ver comentário
Durruti Blak (seguir utilizador), 1 ponto , 8:54 | Sábado, 13 de março de 2010
Este administrador da TAP
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:38 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Tenta passar cada atestado de estupidez ás pessoas, que nem dignidade tem para ocupar o cargo.
Mas em Portugal não á administradores á altura desta personagem?
 
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PARCEIROS NA CRISE
Anamanacosta (seguir utilizador), 1 ponto , 10:24 | Quinta feira, 11 de março de 2010

Os problemas que as sociedades actuais têm que resolver são diferentes dos do século XIX. Na Europa, o nível de vida dos trabalhadores melhorou substancialmente e os sindicatos perderam parte do sua capacidade interventiva. O direito à Greve é fundamental, mas a greve já não tem o peso que tinha na resolução dos problemas laborais. Basta ver o exemplo da Auto Europa onde a comissão de trabalhadores e a gerência se sentam à mesa como parceiros para resolver os problemas da dita empresa: a sua sobrevivência em Portugal.
Penso que é neste sentido que temos de caminhar. Não é possível patrões e trabalhadores irem para uma negociação à espera de que a sua agenda inicial seja completamente realizada. Tem de haver cedências de parte a parte.
 
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Uma nova metalidade pra o SEC XXI...
Alvares_Almeida (seguir utilizador), 1 ponto , 10:28 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Segundo Fernando Pinto foi dada uma interpretação errónea à sua entrevista devido ao facto de, e passo a citar, "Ainda não estou habituado ao novo acordo ortográfico.". Ao que parece este argumento acolhe a simpatia de Administradores Públicos e Privados. O argumento de que greve em tempos de crise é para meninos mimados é amplamente difundido na classe gestora como sendo a nova teoria motivacional. Já se encontram empresas de coaching a prestar consultadoria ao estado para mentalizar os trabalhadores que são verdadeiros Super-homens, Super-mulheres e que deverão aguentar tanta pancada como a Cicciolina. A questão não tem a ver com a TAP mas sim com a prepotência da nova mentalidade dos gestores. Pancada sim, mas com jeitinho....
 
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PÁRA TUDO!
porradonovosite (seguir utilizador), 1 ponto , 10:44 | Quinta feira, 11 de março de 2010
A greve é um reality-check. A greve serve para lembrar a quem toma a boa-vontade dos outros como dado adquirido que tudo aquilo que estes tomam por adquirido pode desaparecer de um momento para o outro.

Os administradores das empresas tomam como dado adquirido que os trabalhadores vão aparecer para trabalhar todas as manhãs. Isso não é mau em sí, mas pode tornar-se desagradável se o administrador tiver assim tanta certeza que os trabalhadores vão aparecer ao trabalho que os comece a tratar «abaixo de cão»: não dar aumentos, como se os aumentos fossem caridade.. impor mais horas de trabalho.. como se fosse obrigação dos trabalhadores trabalhar à borla.. dizer à secretária para lhe fazer um broche... essas coisas que os administradores e directores acham que têm garantido.

Ora a greve serve justamente para explicar a quem tem a cabeça dura que tudo aquilo que é produzido é produzidos por trabalhadores e que, se um dia, os trabalhadores não aparecerem de manhãzinha como todos esperamos.. bom.. nesse dia.. pára tudo.

Acabou-se o cafézinho porque a secretária não veio, não há rede porque o informático não veio, não há aviãozinho.. senão pilota tu o aparelho... e tudo pode parar de um momento para o outro... electricidade, água, transportes, o croissantzinho de manhã.. o steck-au-poivre ao almoço, a limpeza do fato na lavandaria...
 
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RELAÇÕES DE TRABALHO
Figgs (seguir utilizador), 1 ponto , 11:16 | Quinta feira, 11 de março de 2010
O que, naturalmente, o homem queria dizer é que os próprios sindicatos são coisa do séc. XIX, quando as fábricas tinham uma multidão de trabalhadores indiferenciados, analfabetos. As relações dos trabalhadores com o patrão teriam que ser feitas por alguém que os representasse. Hoje, o patrão conhece cada trabalhador pelo seu nome próprio ( acredito que ele conheça cada um dos pilotos pelo seu nome - pelo menos devia ! ). As relações são muito diferentes. Não entendo é como o trabalhador consiga, individualmente, ter força negocial (só as estrelas ). Não vejo alternativas à greve como ultima instância negocial. Só não entendo é esta greve ! Os Srs. pilotos julgam que estão em que país ? sabem o que se passa com os restantes trabalhadores das empresas ? sabem o que se passa no país ?
 
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Abrangente (seguir utilizador), 1 ponto , 16:48 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Ordenados
ja_penso (seguir utilizador), 1 ponto , 11:40 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Há o salário físico e o salário social.Com um concelho de administração a ganhar uma fortuna,dando prejuizos ou lucros, é correcto que os oportunistas e correctamente tambem queiram do bolo.Querem mais salário físico para se reformarem mais cedo pois tambem não quero ver comandantes e pilotos da 3ª idade.É uma greve justa.Não há negociação viavel então haja greve
 
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Ricardo33 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:57 | Quinta feira, 11 de março de 2010
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ja_penso (seguir utilizador), 1 ponto , 12:41 | Sexta feira, 12 de março de 2010
Greve é um crime legalizado
BLRiopaiva (seguir utilizador), 1 ponto , 11:45 | Quinta feira, 11 de março de 2010


Os pilotos da TAP certamente fazem greve para ganhar mais ou trabalhar menos. Essa alegação já nem precisa ser mencionada.

  Para beneficiar empregados e empresa seria melhor doar aos funcionários 75% da empresa. Talvez assim eles se lembrassem do senso de responsabilidade e trabalhassem com mais dedicação. Seria a melhor maneira de pagar as dividas da empresa -se divida houver- e aumentar os salários com a divisão dos lucros.

  Fazer greve em qualquer País com alto percentual de desempregados pobres é crime e afronta; é alta traição contra os pobres do País.

Quem deveria fazer greve já está em greve imposta pela má distribuição da renda. É uma greve que poderia acabar com a doação de um salário a cada desempregado pobre em troca de serviços comunitários enquanto na aparecer emprego.

  Cada piloto da TAP poderia contribui com 5% e até mesmo todos que ganham acima de 1500 euros. Essa ajuda certamente seria portadora de tranqüilidade e paz e pode evitar o aumento de impostos revistos,

Distribuir um pouco da renda seria a solução para aumentar o salário mínimo ou, talvez, todos.

Não são somente os pobres que precisam de ajudada: o governo, para ajudar, também precisa da ajuda de todos
 
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    Re: Greve é um crime legalizado    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 16:22 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Abusar de direitos é minar a democracia
Ricardo33 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:50 | Quinta feira, 11 de março de 2010
Sempre ouvi dizer que a nossa liberdade acaba onde começa a liberdade dos outros... quando existem mecanismos de negociação e quando a proposta de negociação é razoável face às condições do país e da própria empresa "a greve é coisa do século passado". Diria mais, é uma chantagem e um abuso de posição dominante. Veremos o que acontece se a TAP for privatizada (se alguém a quiser comprar) ou à falência... Os nossos amigos pilotos irão viver do seu subsídio de desemprego ou irão trabalhar para uma low-cost, com menos salário, menos regalias e menos direitos... e aí não farão greve concerteza
 
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