Lisboa, 15 mar (Lusa) - O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, criticou hoje as "guerras territoriais" em torno do novo Serviço Europeu de Ação Externa e frisou que ele deve assentar nas contribuições da Comissão, do conselho e dos Estados membros.
Barroso, que respondia a uma questão nas Jornadas sobre o Tratado de Lisboa, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, disse notar "um certo nervosismo" em relação a esta questão e atribuiu-o ao "momento de transição" e às "dificuldades de alguns em se adaptarem a novas rotinas".
O presidente das Comissão defendeu, no entanto, que "no espírito e na letra" do Tratado de Lisboa, o Serviço Europeu de Ação Externa (SEAE) "não é para passar para o domínio intergovernamental competências que até agora eram comunitárias, mas exatamente a lógica inversa: pôr os Estados a fazer em comum aquilo que até agora faziam separadamente".