A capital provincial de Manica, Chimoio, centro de Moçambique, acordou hoje com protestos de populares que recorrem a pedras, paus e pneus para impedirem a abertura de mercados, lojas e circulação de transportes públicos.
Os mercados 25 de Junho e Feira, e a maior parte dos estabelecimentos comerciais, incluindo o supermercado Shoprite, no centro da cidade, encontram-se encerrados, sob forte presença da polícia, que receia "tumultos e vandalismo".
"Acordámos pela manhã e vimos grupos de gente, numa autêntica manifestação. Como prudência, preferi não abrir a loja temendo o que aconteceu no Maputo", disse hoje à Lusa um comerciante de nacionalidade paquistanesa.
Maputo serena
No entanto, a polícia moçambicana (PRM) garante que Maputo é hoje uma cidade "sem problemas" e diz que o resto do país também está calmo.
Contactado pela Lusa, o porta-voz da PRM, Pedro Cossa, disse que "em nenhuma artéria há problemas" e que "o movimento está normalizado" em Maputo.
Na capital moçambicana, registaram-se nos últimos dois dias violentos confrontos entre populares e polícia, que resultaram em sete mortos e 288 feridos (números oficiais).