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António Costa quer taxa sobre bombas de combustível para financiar transporte público

O presidente da Câmara de Lisboa defendeu uma taxa sobre bombas de combustível como uma forma de obter receitas para solucionar o financiamento do transporte público.

14:58 Sábado, 19 de novembro de 2011
António Costa propõe nova forma de financiar os transportes públicos
António Costa propõe nova forma de financiar os transportes públicos
Tiago Petinga/Lusa

O presidente da Câmara de Lisboa defendeu hoje uma taxa sobre bombas de combustível da Grande Lisboa e um encaixe de parte das portagens cobradas à entrada da capital como uma forma de obter receitas para solucionar o financiamento das empresas de transporte público.

António Costa, que falava numa conferência organizada pelo PS sobre transportes públicos na área metropolitana de Lisboa, disse que a única forma de viabilizar o sistema de transporte público, depois de resolvido o passivo das empresas, seria, no caso da Grande Lisboa, o contributo de vários agentes para o seu financiamento.

Entre as várias propostas, o autarca propõe a "taxação especial sobre cada litro de combustível vendido nas bombas da área metropolitana de Lisboa", uma solução que ajudaria, não só o sistema de transportes, mas também desincentivaria a utilização do carro particular.

"É preciso que essa taxa seja aplicada em toda a área metropolitana de Lisboa de forma a que não haja problemas de concorrência entre municípios", disse.

Percentagem das portagens


Para António Costa, uma outra forma de receita para o sistema de transporte seria a introdução de uma percentagem sobre as portagens que servem a cidade de Lisboa. "Porque não o sistema de transporte público arrecadar parte da receita do aumento das portagens para 2012 em vez de ir toda para os concessionários?", perguntou.

António Costa defendeu para isso a "renegociação com os concessionários das pontes [25 de Abril e Vasco da Gama] e autoestradas que servem Lisboa de forma a financiarem o sistema público de transportes".

O autarca reafirmou também a intenção de as câmaras municipais terem uma palavra a dizer sobre a gestão das empresas de transporte e acrescentou que, para isso, até "devem contribuir financeiramente".

"É preciso romper com várias lógicas e mentalidades"


Aliás, uma forma de contribuição, segundo António Costa, poderia ser parte do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) recebido pelas autarquias, que, "embora já esteja previsto na lei, o Ministério das Finanças tem grande dificuldade em dizer às autarquias qual a parte correspondente".

Para que estas propostas sejam aplicadas, o presidente da Câmara de Lisboa referiu que "é preciso romper com várias lógicas e mentalidades" de todos os agentes envolvidos.

Criticou ainda o Governo pela forma como está a gerir a reestruturação das empresas públicas de transporte: "O método que o Governo seguiu não foi o bom caminho" e "encomendar um relatório que afinal não está pronto e é apenas um repositório de opiniões ouvidas" não está a ser a melhor solução.

António Costa afirmou também que, para que o sistema de transporte público melhore, é necessário dar "prioridade na mobilidade ao transporte público dentro da área metropolitana de Lisboa", haver um novo "relacionamento entre as empresas de transporte público e as autarquias" e uma "maior eficiência" ao nível dos recursos existentes.

Lusa
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Financiação
moncarapacho (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 15:21 | Sábado, 19 de novembro de 2011
O ideal é aproximar as receitas das despesas dessas empresas.

Se não as quiserem privatizar, para mim a melhor solução, então que as câmaras se encarreguem da gestão das mesmas, obtendo receitas próprias para subsidiar os transportes. Deve é ser assunto local, os lisboetas contribuem para os seus transportes, os portuenses idem, etc.

As gentes de Bragança de Faro ou Santarém é que não podem ver os seus impostos desviados para pagar transportes para os outros e eles próprios ficarem a ver navios.......
 
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    Re: Financiação    Ver comentário
poiz (seguir utilizador), 1 ponto , 8:26 | Domingo, 20 de novembro de 2011
TER VIATURA É SER RICO?
politici lieg (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 14:20 | Sábado, 19 de novembro de 2011
No nosso país é!
Vejam a quantidade de impostos que pagam!
O combustiveis mais de metade são impostos! As peças estão sobre taxadas comparando-as com o valor no estrangeiro.
Já antes do 25 de Abril o combustivel pagava um imposto para a conservação das estradas; agora querem que os mesmos, (sim porque as bombas vão debitar esse imposto aos consumidores), paguem imposto para os transportes públicos. Muitos portugueses utilizam a sua viatura diáriamente porque os transportes públicos são uma merda, mas isso sai-lhes da algibeira, agora ainda por cima têm de ser eles a financiar um serviço que não utilizam?
Tomem juizo seus atrazados mentais!
 
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    Re: TER VIATURA É SER RICO?    Ver comentário
André2 (seguir utilizador), 1 ponto , 1:18 | Domingo, 20 de novembro de 2011
A. Costa:Aumentar imposto é mais fácil, que poupar
carlos-carlos (seguir utilizador), 2 pontos , 16:20 | Sábado, 19 de novembro de 2011
Aparentemente até é uma boa solução:
  - Sacar aos pó-pós, para dar aos pobrezinhos dos transportes públicos.

Mas as bombas de Lisboa vão ter menos clientes, as receitas vão diminuir, e depois lá está o nosso Presidente a aumentar/inventar mais um imposto!

De imposto em imposto até à derrocada final!

- E porque não tentar ter uma presidência mais económica?

- E porque não ver o problema das casas da Câmara que foram cedidas, quase gratuitamente, a personalidades, que têm dinheiro e recursos?

- Porque não diminuir as despesas na Câmara, com os gabinetes que todos os vereadores (mesmo os que nada fazem, nem nada apresentam), quer nas secretárias, motoristas, assessores e guloseimas...?

- E que história é essa do motorista ir buscar e levar a casa os eleitos e dirigentes? Eles não têm carros? Eles não têm transportes públicos?
O pobre povo paga para isso?

Há muito por onde poupar, sem ter de recorrer a mais impostos, bolas!!!!
 
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    Re: A. Costa:Aumentar imposto é mais fácil, que po    Ver comentário
poiz (seguir utilizador), 1 ponto , 8:30 | Domingo, 20 de novembro de 2011
    Re: A. Costa:Aumentar imposto é mais fácil, que po    Ver comentário
carlos-carlos (seguir utilizador), 2 pontos , 12:22 | Domingo, 20 de novembro de 2011
Mais um que "quer"...
CM84 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:25 | Sábado, 19 de novembro de 2011
E que tal, antes de tudo o resto, que a gestão seja reduzida ao mínimo. Porque empresas “viciadas” em endividamento/financiamento sem custos (ou seja: nunca são elas a pagar), não alterarão comportamentos, sem atingirem o estado de penúria.

Acabe-se com os barbeiros e demais mordomias. E com o subsídio de “solidão”. Num momento em que se vive o drama de milhares de idosos em solidão - que morrem sem que alguém dê por isso – é pornografia “hardcore” a preocupação com a “solidão” dos motoristas.

Pode até haver um banquinho junto a ele, que permita alegre cavaqueira com o primeiro que lá se sentar.

Ou então, fale sozinho. Algo que cada vez mais portugueses fazem.

Aposto que António Costa é contra qualquer corte, assim como discorda de todos os impostos, menos os que lhe interessem directamente.

É caso para dizer: “organizem-se”

E sobre o horário de encerramento do Metro. Aposto que se estivesses a funcionar toda a noite e houvesse proposta para encerrar às 2 da manhã, todo o mundo indicaria a carrada de prejuízos que iria causar.

Qualquer redução de serviços, afectará sempre alguém.

Mas a disposição para pagar os custos de tais serviços, é zero.

Por isso, faça-se o que deve ser feito. Haverá sempre alguém a reclamar. E o António Costa serve-nos de exemplo. Mas como as políticas anteriores permitiram a falência das empresas -para não dizer: de todo o País – talvez seja conveniente pensar em outras… mesmo que sejam canadianas
 
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Esta gente tem estudos e pensa...ou "atira" ao ar?
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 17:17 | Sábado, 19 de novembro de 2011
Mais medidas para desertificar Lisboa?
Fantástico edil este!

 
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E porque não uma taxa por cada "peido" que cada
Resistente (seguir utilizador), 2 pontos , 22:06 | Sábado, 19 de novembro de 2011
cidadão der para o sistema ultra
  liberal?...
 
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????
Desiludido... (seguir utilizador), 2 pontos , 0:05 | Domingo, 20 de novembro de 2011
E para aumentar a comparticipação da Câmara para a fundação Mário Soares, também queres?????
 
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Desvario completo!
politici lieg (seguir utilizador), 1 ponto , 14:00 | Sábado, 19 de novembro de 2011
Já agora taxem as quecas que os portugueses dão!
 
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    Re: Desvario completo!    Ver comentário
zéXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 14:12 | Sábado, 19 de novembro de 2011
    Re: Desvario completo!    Ver comentário
mocadas (seguir utilizador), 1 ponto , 17:45 | Sábado, 19 de novembro de 2011
ANTÓNIO COSTA
politici lieg (seguir utilizador), 1 ponto , 14:21 | Sábado, 19 de novembro de 2011
"Porque no te callas?"
Se não tens assunto não fales!
 
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COSTA PASSE A ANDAR A PÉ!
FCJ (seguir utilizador), 1 ponto , 14:52 | Sábado, 19 de novembro de 2011
REDUZ PESO, DÁ O EXEMPLO E POUPA ORÇAMENTO!
Eu vou todos os dias a pé para o trabalho!
Mais Taxas, DEMONSTRAM A INCOMPETÊNCIA de QUEM sempre VIVEU à conta dos OUTROS e NUNCA FOI EMPRESÁRIO ou SIMPLES PROFISSIONAL LIBERAL!NÃO É COM GENTE DESTA QUE O PAÍS SOBREVIVERÁ!!!
 
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JÁ DIZIA...A "SUMIDADE" ZENHA...!
FCJ (seguir utilizador), 1 ponto , 15:00 | Sábado, 19 de novembro de 2011
EM TEMPOS DE CRISE...É ANDAR DE BURRO...! (certamente pela companhia)
TAL COMO O CORRELEGIONÁRIO (jaz em descanso) DIZIA, SE COSTA OUVIR O SEU ESPÍRITO, CERTAMENTE ENCONTRARÁ A SOLUÇÃO...ATÉ PORQUE O DITO ANIMAL, AINDA ASSIM E, EM TERMOS MÉDIOS, POSSUI QI ACIMA DA MÉDIA DESTES POLÍTICOS...
 
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Estou de acordo
lysten (seguir utilizador), 1 ponto , 15:33 | Sábado, 19 de novembro de 2011
Desde que as receitas sejam deviadas dos concessionarios e nao acrescentadas aos utilizadores.

Ja se paga taxas que cheguem.

Mas o principio da proposta parece-me acertada.

O servico de transporte publico devera ser prioridade. O carro na cidade deve pagar (mas ja paga, especialmente para quem vem da margem Sul!).

O outro lado da moeda sao os transportes serem de qualidade, com boa cobertura e horarios...

Ha muito trabalho a fazer nesse campo tambem...

Paz
 
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"XUXALISTA"
"LUAOUAKYARA" (seguir utilizador), 1 ponto , 15:35 | Sábado, 19 de novembro de 2011
Tem destas coisas.....devia de ir aprender filosofia ou tirar um curso de liderança.
kácus
 
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Se a parvoice pagasse imposto..
NMS1 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:52 | Sábado, 19 de novembro de 2011
Se as taxas /impostos incidissem sobre a parvoíce, éramos um país rico. É o que temos. Os transportes públicos dão prejuízo? Resolve-se com mais uma taxa. Simples não é?
As receitas não chegam para os gastos da Câmara de Lisboa? Aumenta-se a taxa do IMI.
Faz-me lembrar a estória do remador.
Há 30 anos que fazemos isto. O resultado está à vista.
Mas insistem.
Inteligência/vontade de trabalhar procura-se.
 
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E porque não?
pagil (seguir utilizador), 1 ponto , 16:06 | Sábado, 19 de novembro de 2011
Fazer menos rotundas e chafarizes, moralizar o uso das viaturas pagas por todos nós, acabar com uma data de acessores que só servem para pagar favores em cadeia, acabar com uma data de Empresas que só foram criadas para dar altos taxos a boys da cor, seja ela qual for, afinal as mesmas só deixaram de ser camarárias porque eram mal geridas, como se a responsabilidade dessa gestão não fosse efectivamente de quem é eleito para tal efeito, acabar com gabinetes da treta que só servem dar taxa aos boys que não tiveram lugar nas Empresas da treta, nem como acessores?
Querem melhorar transportes públicos e torná-los menos deficitários ou,e esse deve ser o objectivo, não-deficitários? Melhorem fortemente a oferta mas com uma racionalização bem estudada de modo a não haver desperdícios, de seguida restrinjam o acesso às grandes cidades dos automóveis, até pode ser com taxas,o que dava um certo jeito, mas tem que ser é por esta ordem.
Pois,... parece que não há dinheiro para tal, mas quando essa empresas passarem para o privado de borla e impuserem preços proibitivos para a maioria da população, como é costume, quero ver onde vão arranjar dinheiro e espaço para albergar tanto popó, mais a consequente degradação do ambiente.
Aqui tal como em todo o resto deixámos que nos comessem a carne, agora e na falta de carne vão-nos comer os ossos, entretanto vão-nos dizendo que depois finalmente haverá solução, como se pudesse haver solução para um corpo sem carne nem ossos!
 
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