12/02/2012 atualizado às 22:01
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Trabalho Temporário: Crise trava número de colocados

As vendas, comunicações e novas tecnologias são os sectores actualmente com mais saída, enquanto a construção civil e a indústria são os mais difíceis.

13:38 Terça feira, 20 de outubro de 2009
Em 2008, foram colocados cerca de 300 mil trabalhadores com vínculos temporários
Em 2008, foram colocados cerca de 300 mil trabalhadores com vínculos temporários
Os trabalhadores temporários colocados serão menos em 2009, com o sector a recuperar da crise, mas as receitas dos operadores deverão aumentar, estimou o presidente da Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego (APESPE ).   
 
"Se temos uma quebra de emprego e, simultaneamente, um acréscimo de receita, significa que estamos a falar de emprego mais qualificado", explicou em declarações à agência Lusa, o presidente da APESPE, Marcelino Pena Costa.
 
Segundo o responsável, depois de uma quebra de 20% no primeiro trimestre do ano, o segundo trimestre foi marcado por uma recuperação e a partir de Agosto/Setembro a actividade terá aumentado entre 10 e 12%.    
 
Em 2008, de acordo com as contas da APESPE foram colocados cerca de 300 mil trabalhadores com vínculos temporários.  

Subida ligeira até ao final do ano


 
"Com os investidores e os empresários a demonstrarem algum regresso à confiança, os primeiros a serem despedidos, que foram os trabalhadores temporários, serão certamente agora os primeiros a serem contratados", estimou.
 
Desta forma, Marcelino Pena Costa estima que o número de trabalhadores colocados suba até ao final do ano, ainda que de uma forma ligeira, uma vez que "a crise ainda se faz sentir e os problemas não estão resolvidos".

Sectores com mais saída


 
As vendas, comunicações (operadores de 'call center') e novas tecnologias são os sectores actualmente com mais saída, enquanto a construção civil e a indústria em geral são os "mais difíceis".   
 
Os serviços - um sector onde se temia bastante a redução dos postos de trabalho, em especial ao nível das grandes superfícies - tem conseguido manter os níveis de emprego, assim como o turismo, que teve um bom desempenho, sobretudo nos meses de Agosto e Setembro, referiu.  
 
O também presidente da Manpower, rejeita associar o trabalho temporário à precariedade laboral, referindo que este tipo de vínculo tem claras vantagens, quer do lado das empresas, quer do lado dos trabalhadores, como a rapidez na colocação.  
 
O responsável da APESPE alertou, contudo, para o facto de continuar a existir ilegalidade e "concorrência desleal" no sector, com muitas empresas "de vão de escada" que deveriam ser obrigadas a licenciar-se.
Lusa
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