O leitor é daqueles que acha que o Toyota Prius tem um aspecto demasiado futurista? Que diria, então, se a mesma mecânica híbrida aparecesse debaixo da carroçaria do popular Auris?
Impossível? Foi exactamente este o desafio que os engenheiros da Toyota tiveram que enfrentar. Meter toda aquela parafernália de baterias de alta capacidade, electrónica, motor a gasolina e gerador eléctrico num carro mais compacto.
Agora que o Auris híbrido já foi apresentado aos jornalistas portugueses podemos dizer-lhe que, afinal, cabe lá tudo. A única diferença relativamente ao modelo a diesel ou gasolina é o fundo da bagageira, um pouco mais alto, devido à instalação da bateria: menos 70 litros de espaço para as malas.
Deixando para um teste a realizar em Setembro, uma apreciação mais pormenorizada do carro, que podemos adiantar, para já?
Ao volante a sensação global é a do Prius: a mesma caixa automática comandada por uma alavanca inteligente (no fundo, um "joy stick" de computador), a possibilidade de fazer pequenos trajectos (2,5 km) em modo totalmente eléctrico e um painel com abundante informação sobre o consumo instantâneo e acumulado, a carga da bateria, o grau de assistência dado pelo motor eléctrico, etc.
Tal como no Prius o motor é um 1800 a gasolina assistido por um motor/gerador eléctrico que, conjuntamente, debitam 136 cavalos. Um botão permite seleccionar o tipo de resposta do motor, ou mais suave e económica, ou mais viva e um pouco mais gastadora.
O preço varia com as versões mas deverá começar um pouco abaixo dos € 25.000, ou seja não muito mais caro que a versão diesel mais equipada.
Como em todos os híbridos que guiei até hoje, da Toyota ou doutros fabricantes, a ideia que fica é a mesma: que bons que são na cidade e no suburbano e que pastelões parecem em estrada aberta...
A boa notícia é que, com juízo, o consumo desce para 3,8 l/100 ou seja, 89 g de CO2 emitido por quilómetro percorrido. Um recorde!