13/02/2012 atualizado às 10:10
Página Inicial » Opinião » Miguel Sousa Tavares » Todos escutam e ninguém entende

Todos escutam e ninguém entende

Miguel Sousa Tavares, (www.expresso.pt)
8:00 Segunda feira, 23 de novembro de 2009

Passados oito dias, permanece instalada a grande confusão político-jurídica (sobretudo jurídica) sobre as escutas telefónicas entre José Sócrates e Armando Vara, interceptadas e gravadas no âmbito da investigação 'Face Oculta'. Oito dias depois, o anunciado esclarecimento do procurador-geral não chegou e tem sido substituído por uns comunicados debitados a conta-gotas e que, de tão cuidadosamente redigidos, apenas conseguem aumentar a incompreensão geral. Mesmo o professor Costa Andrade, autoridade quase suma em matéria de direito criminal e processual criminal, deixou-me ainda mais baralhado depois de ler o seu artigo no "Diário de Notícias".

Tudo lido e relido, não alcancei ainda: a) - se a autorização para escutar e gravar o PM, apanhado 'por contágio' no telefone de Armando Vara, deveria ter sido dada prévia ou posteriormente, após a primeira intercepção; b) - se essa autorização pertencia ao presidente do Supremo ou à secção criminal do tribunal; c) - se há ou não recurso dela; d) - se o PGR, ao receber as "certidões" contendo as escutas, deveria tê-las logo despachado ou antes enviado ao presidente do Supremo para que este as despachasse, como fez; e) - se, recebido o despacho do presidente do Supremo, tem também ele de despachar ou não tem, e se está ou não obrigado a seguir o teor do despacho recebido; f) - se tem ou não prazo para o fazer; g) - se o despacho do presidente do Supremo declarando "nulas" as escutas é ou não válido; h) - se vale apenas para as escutas já realizadas ou também para futuras; i) - se, mandadas por este destruir as "certidões", devem ser destruídas apenas as cópias das gravações que vinham juntas ou também os originais.

A confusão e a trapalhada jurídica são totais e indecifráveis, tanto que os próprios 'mestres' estão longe de se entender entre si e os jornais transformaram-se em apêndices das melhores sebentas de direito processual criminal. O que, todavia, não esclarece ninguém. Já, politicamente e como aqui previ a semana passada, o juízo do 'povo' está feito e basta consultar alguns blogues e comentários às notícias para o aferir: o PGR e o presidente do STJ arranjaram forma de entre os dois mandarem para o lixo as escutas "comprometedoras" envolvendo o PM.

Convicção tanto mais enraizada quanto se fez saber que o procurador e o juiz do processo concluíram ambos pela existência de suspeitas de cometimento do "crime de atentado contra o Estado de Direito", fundamentado na audição das referidas conversas. E o qual - fizeram-nos saber também - se terá consumado através de uma ou mais conversas onde Sócrates e Vara terão falado sobre o futuro da TVI. Logo, sigam o raciocínio: se o PM fala sobre o futuro da TVI é porque queria interferir nele; e, se queria interferir nele é porque queria silenciar o "Jornal de Sexta", que estimava, e, aliás, com razão, ser um jornal ad hominem, dirigido contra ele; logo, se queria silenciar o "Jornal de Sexta" é porque queria atentar contra "a liberdade de informação"; e, logo, se era isso que no fundo queria, estava a atentar contra o Estado de Direito.

Sem embargo de já aqui ter escrito o quanto me cheira mal esta 'Face Oculta' e a sensação que tenho de que, desta vez, a investigação foi muito bem conduzida, confesso que esta excrescência lateral do crime de atentado ao Estado de Direito, descoberto entre as escavações da 'Face Oculta', me deixa um pouco perplexo. É que, lendo o texto da lei, parece-me claro que o legislador quis contemplar coisas bem mais graves do que a eventual conversa privada de um primeiro-ministro acerca da venda de um órgão de informação privado. A mim parece-me que na cabeça do legislador estavam coisas mais sérias, como um atentado ao Presidente, o sequestro do Parlamento, sei lá, talvez um golpe de Estado.

Mas, mesmo admitindo que nessa conversa privada José Sócrates tenha desabafado com o amigo Vara o quanto gostaria de ver acabado o "Jornal de Sexta", se isso é crime de atentado ao Estado de Direito, então o que dizer da afirmação (pública e não privada) da drª Manuela Ferreira Leite, desabafando o quanto gostaria de poder suspender a democracia e as liberdades por seis meses?

Entretanto, e como vem sendo hábito, no meio de tudo isto, continua a passar-se ao lado de uma questão, a meu ver, essencial ao Estado de Direito: a banalização das escutas telefónicas. Aquilo que deveria ser um meio de investigação acessório e excepcional - pela violência que representa a devassa da intimidade da correspondência de cada um - tornou-se não apenas o meio habitual de investigação mas o principal, quando não único.

Se a PIDE ressuscitasse hoje não ia acreditar que aquilo que então representava um dos mais denunciados abusos do regime ditatorial se transformou hoje no meio por excelência de investigação criminal em democracia.

Não digo que tenha sido o caso, nesta investigação, mas a importância que rapidamente adquiriram as escutas onde intervém José Sócrates mostra até que ponto as pessoas passaram a aceitar tranquilamente que os fins justificam quaisquer meios. E fico siderado quando oiço deputados do PSD afirmarem que, a fim de "esclarecer tudo", José Sócrates deveria, ele próprio, divulgar o conteúdo das conversas privadas que lhe foram escutadas.

Apesar de tanto o presidente do Supremo como o procurador-geral da República serem de opinião que ele não é suspeito de crime algum e apesar de se saber que apenas foi escutado por arrasto. Sim, eu sei que vivemos tempos em que a devassa e até a auto-exposição da privacidade é fomentada e, às vezes até, paga pelos media. Mas é claro que ninguém está interessado em conhecer o teor das escutas feitas ao sr. Anatoli Kirilenko, putativo chefe de uma rede da máfia do Leste, em Portugal: o que a turba quer é conhecer o conteúdo das conversas e da intimidade dos 'famosos' ou poderosos. Porque, quanto mais não seja, isso já é um castigo por serem famosos ou poderosos.

E é por isso que já vimos integralmente publicadas em jornais o teor de conversas escutadas a 'suspeitos' famosos que, afinal, nem sequer viriam a ser pronunciados em juízo. E é por isso que, a propósito dos métodos investigatórios seguidos no 'caso Maddie', o "Times" comentou, com espanto, que, em Portugal, a investigação criminal ainda se baseava no princípio da auto-incriminação dos suspeitos: ou através de escutas ou através da confissão.

Porém, o óptimo é inimigo do bom. O que a turba quer a justiça não pode querer, sob pena de se automutilar. A 'pista' José Sócrates/atentado ao Estado de Direito outra coisa não vai conseguir do que perturbar o decurso das investigações da 'Face Oculta', semear a confusão e desviar as atenções do essencial. Tem sido sempre assim: suspeitas de crimes com alguma tangência no mundo político são invariavelmente apropriadas como matéria política pelos media e pela opinião pública e com o contributo decisivo da própria justiça - fomentando, sem vergonha alguma, as 'fugas' que lhe convém para a imprensa. E, no final, tudo acaba invariavelmente no mesmo desfecho: o arquivamento judicial e a condenação na praça pública. Por uma vez, seria bom que a 'Face Oculta' não viesse a ser mais do mesmo.

Texto publicado na edição do Expresso de 21 de Novembro de 2009


 

Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
Página 1 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
ordenar por:
mais votados ▼
eheheheheheheheheheheheehehh
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 13:18 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
ehehehehheeheheheheheheheheh
Aqui o meu estimado MST virou-se para os 'portugas-besuntas' e disse: "vocês são burros, e são burros por isto, e isto, e mais isto. Tomem e embrulhem".
LINDO!!!! Concordo meu caro MST, concordo! E o mais giro é que o pessoal não se enxerga!!
eheheheheheheheheheheheheheheheh
Mas, humor à parte, permito-me a seguinte sugestão que decidi começar a deixar:
Chega de paleio sobre o que está mal na Justiça. Já todos percebemos que se chegou a um estado de indigência MORAL e ÉTICA (como diria uma amiga minha muito dada a filosofias) na Justiça à Portuguesa.
Bora lá pôr em cima da mesa formas de resolver o assunto. Embora lá começar a propor a resolução do problema, em vez de continuarmos a dissecá-lo!
 
 Regras da comunidade
Esta justiça não é para tolos
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:44 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
Já lá vai algum tempo que tenho andado a dizer, que todas estas historias em que aparece o Primeiro Ministro envolvido, fazem lembrar a historia do Rapaz e do Lobo. Já são vezes de mais para serem verdade e ninguém por melhor que seja consegue meter-se em tantas trapalhadas. Depois aparece alguma Comunicação Social e a opinião de alguns que fazem lembrar a historia do Lobo e do Cordeiro. É claro que o grande culpado de tudo isto tem o nome do estado a que chegou a Justiça em Portugal. É hoje em dia trágico para qualquer cidadão não se conseguir defender. Por tal facto há quem esteja interessado em despejar baldes de água no pavimento, porque por mais que se tente apanhá-la nunca mais será a mesma. Nunca o visado sai beneficiado de tal conduta e quem o faz sabe disso. Já agora é caso para perguntar o que virá a seguir depois da Face Oculta esfriar? A Justiça faz lembrar o inverso das vocações sacerdotais. São muitos os arguidos, mas poucos os condenados. O espetáculo mediático a que a PJ nos habituou quando alguém é detido, para depois não dar em nada, faz lembrar o querer justificar no minímo o ordenado. Não é esta a melhor maneira de credibilizar as Instituições
 
 Regras da comunidade
Eu acredio que o senhor presidente do conselho sej
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 19:33 | Quarta feira, 25 de novembro de 2009
Acredito sim;na inocência do homem em chefe....
Enquanto não existirem provas;o senhor sócrato;será por toda a sua vida inteira;inocente...SABIAM.?cum.kantiflas
 
 Regras da comunidade
Bravo,
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 9:09 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
Bravo! BRAVO!!!
 
 Regras da comunidade
Lei d Lynch
Caldeiradas (seguir utilizador), 1 ponto , 9:50 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
Da wikipédia: "Lei de Lynch é o assassinato de um indivíduo por uma multidão, sem procedimento judiciário e em detrimento de direitos básicos."
Se lermos os comentários nos jornais e nos blogues a propósito dos arguidos do processo Face Oculta e de uma criatura ali caída (ou para ali chamada) que é José Socrates não é difícil ver que estamos a particiar num processo de linchamento, ou que ele está a deceorrer diante dos nossos olhos. Queremos as escutas porque queremos enforcar os arguidos entre nós, em multidão. Estamos à espera das escutas como nos sec XV e XVII as multidões esperavam no Rossio os judeus trazidos pela Inquisção para serem queimados (mas esses ainda tinham tido um simulacro de julgamento). Os ódios pessoais, as vinganças contra "o sócrates" q só pode ser um bandido fazem-nos salivar. Perante este espectáculo de circo romano, com a multidão a gritar mata, a justiça transmite a permanente impressão de estar prestes a entregar à populaça quem devia proteger. O presidente da República, que devia ser o primeiro garante do cumprimento da lei e da salvaguarda das pessoas, da sua integridade física e moral, olha para o lado e fala de empreenorismo, de cultivo de enguias da Murtosa. A blogosfera e os comentários on line retransmitem a nssa barbárie e quem a recusa arrisca-se a ser enforcado como cúmplice de sócrates. As escutas passaram a justificar o linchamento em vez de servirem para um justo julgamento..
 
 Regras da comunidade
    Re: Lei de Lynch    Ver comentário
António Da Rocha (seguir utilizador), 2 pontos , 2:04 | Terça feira, 24 de novembro de 2009
    Os professores de direito    Ver comentário
Caldeiradas (seguir utilizador), 1 ponto , 10:54 | Terça feira, 24 de novembro de 2009
    Re: Lei d Lynch    Ver comentário
userEX113852 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:35 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
O SÓCRATES AINDA É 1ºMINISTRO???
AUGUSTO ROSA (seguir utilizador), 1 ponto , 11:12 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
O SÓCRATES AINDA É 1ºMINISTRO ???

AH POIS É , ESTAMOS EM PORTUGAL , A REPÚBLICA SOCRÁTICA DAS BANA...

AI COMO EU QUERIA SER SUECO OU AUSTRÍACO OU DINAMARQUÊS OU.....

AMERICANO(USA) NÃO QUERIA ,MAS LÁ ,JÁ HÁ MUITO QUE O 1º SECRETÁRIO TINHA IDO DE FÉRIAS

MAS ATÉ CÁ EM PORTUGAL

SE FOSSE CATÓLICO, CORRIDO À MUITO COM PLACA A DIZER " O REI DOS HIPÓCRITAS"

SE FOSSE SANTANA LOPES, ENFORCADO NO ROSSIO, NÃO SEM ANTES EXIBIDO EM TANGA PARA CHACOTA DO POVO

SE FOSSE DIRECTOR GERAL , HÁ QUE TEMPOS

SE FOSSE SECRETÁRIO DE ESTADO , GOSTO MUITO DE SI MAS....

SE FOSSE MINISTRO, AINDA ME LEMBRO DO GUTERRES DESPEDIR O VARA, SIM ESTE MESMO, POR MUITO MENOS(UMA FUNDAÇÃOZITA)

SE FOSSE DIRECTOR DE UMA GRANDE EMPRESA , NEM SE FALA

ADMINISTRADOR DE UM BANCO, NUNCA MAIS SERIA

ACHO QUE ATÉ FIEL DE ARMAZÉM DA PME QUE EU .....OBRIGAVAM-NO A PEDIR A DEMISSÃO , E DAVAM-LHE A CARTINHA PARA O DESEMPREGO

MAS NESTE PARAÍSO DO ARREDONDAMENTO E AJUSTE DIRECTO

NESTE CANTINHO SOLARENGO À BEIRA MAR

NÃO

E AINDA SE FAZ DE VÍTIMA

OH HOMEM TENHA LÁ UM BOCADINHO MAIS DE AMOR AOS PORTUGUESES

E VENDA A SUA POSIÇÃO DOMINANTE DESDE A OPA , NO PARTIDO

A VER SE PORTUGAL É MESMO GOVERNADO

POR ALGUÉM QUE NÃO TREMA COM O SEU PASSADO

E SE CONCENTRE NO NOSSO FUTURO

ACORDE E BEM HAJA
 
 Regras da comunidade
    Re: O SÓCRATES AINDA É 1ºMINISTRO???    Ver comentário
antonius09 (seguir utilizador), 1 ponto , 9:34 | Terça feira, 24 de novembro de 2009
    Re: O SÓCRATES AINDA É 1ºMINISTRO???    Ver comentário
AUGUSTO ROSA (seguir utilizador), 1 ponto , 15:54 | Terça feira, 24 de novembro de 2009
O que a turba quer ...
CãodaRosa (seguir utilizador), 1 ponto , 11:31 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
O que a turba quer é saber se o Senhor Primeiro Ministro de Portugal praticou o crime de atentado contra o Estado de Direito, ou outros, cujos indícios os Magistrados da Comarca do Baixo Vouga entenderam existir. As certidões foram enviadas ao PGR e dali para o STJ, certamente pensariam os Magistrados de Aveiro que perante os indícios existentes, as entidades competentes mandariam instaurar o competente procedimento criminal, outra não podria ser a decisão. Ora, aos investigadores não é possível, ou é muito difícil saber se um qualquer delinquente se senta à mesa com um dos titulares dos órgãos de soberania, Presidente da AR, PM, ou PR e se na sequência de diligências descobrem que o suspeito afinal tem um qualquer relacionamento com uma destas figuras, não podem, nem devem, em nome da imparcialidade e da justiça deixar de perseguir criminalmente, investigando a pessoa ou pessoas que tem referenciadas. Devem, parece-me, é dar conhecimento, logo que possível, às entidades que tem competência legal para a investigação destas altas figuras do Estado, dos factos que na sua perspectiva configuram a prática de um crime por parte destes senhores. A validação de escutas é feita de acordo com o disposto no CPP e são mandadas destruir aquelas que respeitem à intimidade da vida privada dos suspeitos, as conversas com os seus defensores, não diz para eliminar as sessões com o PR, PM, ou Presidente da AR. Se um deles dissesse que tinha morto alguém, era nula, não se investigava o caso.
 
 Regras da comunidade
Incoerente e demagógico
aquitoueu (seguir utilizador), 1 ponto , 11:32 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
"O que dizer da afirmação (pública e não privada) da drª Manuela Ferreira Leite, desabafando o quanto gostaria de poder suspender a democracia e as liberdades por seis meses?"
Isto é claramente conversa de botequim!

Adianto que eu não gosto da sra., nem votaria nela para 1º ministro, mas é evidente que ela disse o que disse de forma irónica (ainda que possa ser censurável este tipo de humor). Estar a usar esta frase como se ela estivesse a falar a sério e poder por isso constituir crime de atentado ao estado de direito é revelador do estado degradante a que já chegaram as suas crónicas!

A maior parte do que afirma no seu texto até faz sentido e é importante ser dito e lido, mas, quando vem com argumentos deste tipo, desce a um nível rasteiro e não merece ser pago para ter tempo de antena num jornal de referência.

 
 Regras da comunidade
    Re: Incoerente e demagógico    Ver comentário
Armandius (seguir utilizador), 1 ponto , 8:39 | Quarta feira, 2 de dezembro de 2009
Liberdade e Direito à Privacidade
yourmag (seguir utilizador), 1 ponto , 13:29 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
O país tem pouco amor à liberdade e não conhece o direito à privacidade. A Justiça tem tido a tentação de protagonismo no sensacionalismo dos media, prestando um péssimo serviço à democracia. Os investigadores recorrem às escutas como se não houvesse mais nenhum meio de investigação. O segredo de justiça é para inglês ver. E o povo lá vem com a célebre máxima, quem não deve não teme, para justificar todo o tipo de atroplelos à privacidade e aos direitos individuais, quer sejam de figuras públicas, quer privadas. E a condenação da opinião pública está garantida. É este o triste estado de coisas a que chegamos. E nesta névoa a corrupção grassa impunemente e ninguém quer saber. O PR assobia para o lado, demonstrando o quanto é o garante do regular funcionamento das instituições. O PSD perdeu a cabeça exigindo que Sócrates fale, quando sabe que não o pode fazer. O PS não está melhor acusando a justiça de espionagem política ao Primeiro Ministro. Os outros partidos da oposição não têm feito muito melhor. Alguém já se questionou que "fritar" o Primeiro Ministro, como está ser feito, enfraquece a justiça, a política, as instituições e sobretudo a democracia? Se há indícios acuse-se. Pelos vistos não há. Foi o que disse o PGR. Mas os danos já são irreparáveis. Para todos nós, ainda que a esmagadora maioria, tristemente, se divirta com este espectáculo degradante. A linha que separa a civilização da bárbarie é apenas uma fina camada de verniz. Já estivemos mais longe. Valha-nos a UE!
 
 Regras da comunidade
SÓCRATES E VARAS S.A.
KIFALA (seguir utilizador), 1 ponto , 13:47 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
MEU CARO M. S. TAVARES,
DE FACTO FACE A TODO ESTE OCULTISMO EMARANHADO O QUE SERIA EFICAZ NESTE "ESTADO DE DIREITO" ERA MESMO UM GOLPE DE ESTADO!!!
MAIS UMA VEZ OS MEUS MAIS SINCEROS PARABÉNS PELA SUA CLARÍSSIMA PROSA QUE CONTRASTA PELA POSITIVA COM AS PROSAS DOS PODEROSOS E RESPONSÁVEIS PELO DIREITO NESTE PAÍS.
CPTS
 
 Regras da comunidade
Atentado Contra o Estado Democrático
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 1 ponto , 15:03 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
Jose Antonio Saraiva, do SOl, afirma em entrevista ao Correio da Manha, q o Semanario Sol quase faliu porque sofreu pressoes do PM p nao publicar artigos relativos ao Freeport. Como o Sol recusou as pressoes, o BCP de Vara fechou linhas de credito do jornal e comecou a pressionar directamente os investidores. Jose Antonio Saraiva, diz q conversas entre Armando Vara e os investidores do Sol tem de estar nas escutas provando a tentativa de manipulacao da linha editorial do jornal. Chegaram a perguntar-lhe a ele e mais quatro responsaveis do Sol, quanto queriam p/ abandonarem a linha editorial do Jornal
 
 Regras da comunidade
    Re: Atentado Contra o Estado Democrático    Ver comentário
Marco de Salvaterra (seguir utilizador), 1 ponto , 15:14 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
    Re: Atentado Contra o Estado Democrático    Ver comentário
userEX113852 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:56 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
    Re: E não pôs um processo?    Ver comentário
yourmag (seguir utilizador), 1 ponto , 21:06 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
um caso de vento?
corta bushos (seguir utilizador), 1 ponto , 15:52 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
o Miguel muda como o vento.
então acha que dois juizes, um de Aveiro e outro de Coimbra, acharam que o Socrates estava só a desbafar as mágoas da TVI? isto é muito mais abrangente como dizia o senhor Mário Crespo.
 
 Regras da comunidade
    Sobre o delegado do Procurador de Aveiro    Ver comentário
Caldeiradas (seguir utilizador), 1 ponto , 17:24 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
    Re: um caso de vento?    Ver comentário
userEX113852 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:49 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
    Re: um caso de vento?    Ver comentário
corta bushos (seguir utilizador), 1 ponto , 18:32 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
    Re: um caso de vento?    Ver comentário
corta bushos (seguir utilizador), 1 ponto , 18:31 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
    Re:Infelizmente há muita corrupção    Ver comentário
yourmag (seguir utilizador), 1 ponto , 21:23 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
somos um caso:
corta bushos (seguir utilizador), 1 ponto , 18:39 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
ARQUIVADO!
 
 Regras da comunidade
Esta Justiça não é para tolos?
yourmag (seguir utilizador), 1 ponto , 21:26 | Segunda feira, 23 de novembro de 2009
Este artigo de MST não se chamava hoje de manhã "Esta Justiça não é para Tolos?" Sonhei?
 
 Regras da comunidade
    Re: Esta Justiça não é para tolos?    Ver comentário
Caldeiradas (seguir utilizador), 1 ponto , 16:50 | Terça feira, 24 de novembro de 2009
Abaixo de Cão!
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 1 ponto , 1:36 | Terça feira, 24 de novembro de 2009
Mas, mesmo admitindo que nessa conversa privada José Sócrates tenha desabafado com o amigo Vara o quanto gostaria de ver acabado o "Jornal de Sexta", se isso é crime de atentado ao Estado de Direito, então o que dizer da afirmação (pública e não privada) da drª Manuela Ferreira Leite, desabafando o quanto gostaria de poder suspender a democracia e as liberdades por seis meses?

Este senhor, cheio de toleima ridícula, sabe perfeitamente que Ferreira Leite não disse isto. A frase foi tirada do contexto para ser utilizada abundantemente pela propaganda partidária. Sabe-o com certeza, pois sendo tolo, não é imbecil.

E, no entanto, utiliza a frase com a sua habitual desonestidade intelectual.

As crónicas deste senhor não merecem maior comentário porque são inqualificáveis. A independência do individuo é um falso mito; a sua honestidade também.
 
 Regras da comunidade
Página 1 de 2    « Anterior  |  Seguinte »
PUB
 
Email
O Expresso no
Arquivo
PUB




Muito barulho por nada
0:00 Sábado, 11 de fevereiro de 2012, 2
Uma tempestade liberal
0:00 Sábado, 4 de fevereiro de 2012, 1
Ambição, traição, inocência
0:00 Sábado, 28 de janeiro de 2012,
E os patrões, Álvaro?
0:00 Sábado, 21 de janeiro de 2012, 5
Sinais de fogo
0:00 Sábado, 14 de janeiro de 2012, 3
Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
MBA
Grupo ImpresaACAP