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TGV, défice, dívida: as opções

Nicolau Santos (www.expresso.pt)
0:00 Quinta feira, 31 de dezembro de 2009

Dizia-me esta semana o presidente português do ramo de uma grande multinacional instalada em Portugal: o TGV entre Lisboa e Madrid vai ser mais um argumento para as grandes empresas transnacionais se instalarem em Madrid e gerirem os mercados espanhol e português a partir daquela capital. Ora aqui está um argumento que certamente não entrou nas cogitações do Governo e de José Sócrates, que insistem nos grandes investimentos públicos, em particular do TGV (cujo concurso para o primeiro troço Caia-Poceirão já foi aliás adjudicado), como forma de relançar a economia.

Mesmo descontando o facto de com a ligação a Lisboa, Madrid se tornar o indiscutível centro da Península Ibérica - o que, obviamente, e sob qualquer ponto de vista, não será benéfico para os interesses nacionais - não deixa de ser surpreendente como o Governo insiste na construção do TGV contra todas as evidências. Em primeiro lugar, muito mais que uma ligação para passageiros, o país precisa desesperadamente é de boas ligações rodoviárias de mercadorias a Espanha e ao resto da Europa, que potenciem os nossos portos, em particular Sines. Em segundo, o país precisa desesperadamente de investimento estruturante (e o TGV até pode sê-lo), mas que tenha uma forte componente nacional, que crie empregos duradouros e qualificados e que alavanque as nossas exportações. O TGV não faz nada disto. Assim como não contribui para a redução do nosso desequilíbrio externo. Pelo contrário, vai agravá-lo. Finalmente, o TGV passará a ser no futuro um encargo para as novas gerações, porque como já se percebeu (e todos os estudos previsionais apontam nesse sentido) a maior parte das ligações previstas será deficitária, à semelhança do que acontece com a actividade da CP, Refer ou Carris.

Ora quer o Governo e José Sócrates queiram ou não, Portugal será fortemente pressionado em 2010 pela Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e agências de notação para tomar medidas que corrijam o défice orçamental, a dívida pública e o endividamento externo. E isso quer dizer que o Estado, os bancos e as empresas terão dificuldades acrescidas para captar financiamentos internacionais e que eles terão condições cada vez mais gravosas.

A Moody's desceu esta semana a notação para a dívida da Grécia. Outras agências não tardarão em segui-la. E infelizmente os mercados anglo-saxónicos fazem a ligação da situação grega com a de Portugal, a que juntam também Irlanda e Espanha, países a que pejorativamente apelidam de PIGS, as iniciais dos quatro Estados-membros.

Não há, pois, volta a dar. Temos de demonstrar, como aqui se escreveu a semana passada, que não somos a Grécia. Como? Tomando medidas concretas no Orçamento do Estado para 2010, mas também em relação a projectos que estão em carteira, como o TGV. Temos, aliás, a cobertura do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, para adiar esse investimento - e contaremos com o bom senso de Bruxelas quando dissermos que postergamos o projecto para voltar rapidamente a um défice abaixo dos 3% e a uma dívida inferior a 60% do PIB.

O artigo da semana passada de Daniel Bessa no Expresso era arrasador. Vamos ter de reduzir em dez mil milhões de euros por ano o défice orçamental para chegar a 3% do PIB em 2012. Dava várias alternativas, entre as quais subir o IVA para 35%, ou o IRS para 87%; ou reduzir em 47% os salários da função pública; ou privatizar 35% dos serviços públicos. Depois, claro, há várias combinações destas opções extremas. Mas o recado é evidente. O país não entra nos eixos sem grandes sacrifícios e opções muito difíceis. E não tenhamos dúvidas. Se não formos nós a tomarmos essas opções, alguém nos obrigará a fazê-lo.

Como a UBS ajoelhou 


Os Bastidores de Um Escândalo" é um livro que explica como um dos mais sólidos bancos suíços esteve à beira de implodir em 2008. Myret Zaki, a autora, não tem dúvidas: no cerne do problema está o fracasso do UBS AG de Zurique em exercer uma autoridade hierárquica sobre as suas equipas do UBS Investment Bank em Nova Iorque e em Stanford. Marcel Ospel, o então presidente do UBS, contratou especialistas norte-americanos, com perfil de corretores ou de dealmakers, que ganhavam milhões, apostando em actividades especulativas. A integração desses resultados permitia aos altos gestores do UBS maximizar os próprios salários. E assim estes não se mostravam demasiado esquisitos em relação aos riscos que aqueles faziam o banco correr - e que se traduziram numa exposição a activos tóxicos da ordem dos 50 mil milhões de dólares. O resultado sabe-se: a 16 de Outubro de 2008, a Confederação Suíça e o Banco Nacional da Suíça vieram em ajuda do UBS com um pacote de 60 mil milhões de dólares, Ospel demitiu-se e o banco regressou às suas áreas tradicionais: gestão de fortunas; banca de retalho; e banca comercial. Pelo meio, fica a política de Alan Greenspan à frente da FED, que potenciou o desastre.

O frio e o aquecimento


Está um frio de rachar e em Copenhaga os dirigentes mundiais discutiram imenso o aquecimento do clima. Está um frio de rachar e não se percebe porque é que, se o aquecimento global é tão evidente, foi necessário apresentar um filme a abrir a conferência em que uma menina vive sucessivos pesadelos climáticos. Está um frio de rachar, mas Phil Jones, o responsável pelo banco de dados do Climate Research Unit, teve de se demitir, depois de hackers terem entrado no seu computador e divulgado e-mails em que se prova que manipulou dados por forma a que se registasse em 2000 uma subida inusitada e repentina de calor. Está um frio de rachar mas os EUA só vão reduzir em 3% as suas emissões de CO2 até 2020. Está um frio de rachar e em Copenhaga a União Europeia fez o papel da tia pateta na festa, ao prometer cortar as emissões em 20% ou mesmo 30%...Está um frio de rachar.

Olha quem investe!


Investimento Directo Estrangeiro, IDE. Nos anos 80 tivemos a Renault. Nos anos 90, a Ford/ Volkswagen. Foram investimentos estruturantes para a economia portuguesa, que permitiram a criação de uma indústria nacional de componentes para automóveis.

É esse tipo de investimentos que precisamos como de pão para a boca: com uma alta componente exportadora, que criem postos de trabalho qualificados e que integrem uma forte componente nacional. Nem todos cumprem estes requisitos. Como aqui se referiu a semana passada, a fábrica de baterias de iões de lítio da Renault-Nissan, que vai arrancar em Cacia, terá uma componente nacional reduzidíssima, quase todos os seus elementos serão importados e a produção das células será exclusivamente feita no Japão.

Para lá destes aspectos, emerge agora um outro. O investimento estrangeiro a sério que o país tem conseguido atrair nos últimos anos vem, na quase totalidade, de fora da Europa e dos Estados Unidos - e, dentro destes, dos que falam português: Angola, sobretudo, e Brasil.

Esta semana tivemos mais dois exemplos: a OPA da Companhia Nacional Siderúrgica do Brasil sobre a Cimpor, a maior cimenteira portuguesa, e a tomada de 10% da ZON pela empresária angolana Isabel dos Santos. A conclusão admissível é que Portugal pode estar a emergir como um primeiro passo do processo da internacionalização de empresas desses países, um trunfo que pode e deve ser potenciado.

Há, no entanto, diferenças que convém não ignorar. E uma delas é que, enquanto o investimento brasileiro tem também apostado na criação de estruturas de raiz (a plataforma logística, a fábrica da Embraer), o investimento angolano concentra-se unicamente até agora na tomada de participações financeiras em bancos (BCP, BPI), empresas petrolíferas (Galp) ou de telecomunicações (ZON) - e não é nada de esperar que altere este padrão de comportamento. Por isso, faz sentido utilizar esta abertura de Portugal ao investimento angolano, para obter certas vantagens para o investimento e as exportações portuguesas para Angola. E quem melhor que Isabel dos Santos ou Manuel Vicente, presidente da Sonangol, para sensibilizar o poder político angolano para estas questões?

Uma coisa é certa: continuamos a atrair investimento estrangeiro. O futuro dirá se é este que nos interessa.

Nicolau Santos

Texto publicado na edição do Expresso de 24 de Dezembro de 2009
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O estafado argumento do interesse espanhol
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 1:20 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
Quantas empresas transnacionais estão à espera do TGV para gerirem o negócio ibérico a partir de Madrid ou o seu negócio do sul da Europa (ou mediterrânico) a partir de Barcelona? Até parece que a criação de organizações ibéricas por parte das empresas transnacionais não se realizou por força da entrada de Portugal e Espanha na UE com a consequente liberalização da circulação de pessoas e mercadorias.
 
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A EDP Renováveis e o TGV
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 1:59 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
Alguém me explica o que é que o facto de a EDP Renováveis ter sede em Madrid tem a ver com o TGV ou com a ausência dele? E por que é que não estamos todos ofendidos com esse facto favorecedor de Madrid?
 
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    Re: A EDP Renováveis e o TGV    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 2:10 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
Pois é!!!
lord byron (seguir utilizador), 2 pontos , 10:25 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
Este país nunca teve empresários de jeito. Isso é sabido!!!
Mas medo de um TGV que pode levar o que quer que seja para Madrid e não trazer de lá para Lisboa é para lá de ridículo.
Os nossos ditos empresários continuam a crer proteccionismo num mundo globalizado e mesmo quando algum é dado a uma empresa portuguesa logo aparecem alguns (empresários, políticos, jornalistas) a perguntar porque não se fez um concurso internacional como no caso do Magalhães.
Temos de nos modernizar, mas não adianta a formação das novas oportunidades para os trabalhadores quando os empresários continuam com uma mentalidade de negreiros.

Quanto ao caso da UBS…para aqueles por causa do caso BPP e BPN querem por o dinheiro no estrangeiro… parece-me esta informação útil!
 
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TGV,défice, dívida as opções
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:06 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
Muita tinta correu, mas o TGV ainda não anda, mas graças a pessoas determinadas estou convicto que vai andar, mais dia menos dia. Tem graça que com o comboio a carvão foi precisamente o mesmo fado. Depois de feito a cantiga já era outra. O Camões descobriu o Velho do Restelo não por ser um poeta, mas porque era um homem inteligente. Uma coisa tenho a certesa, ou no minímo estou convicto. Ou deixamos obra ou o dinheiro será gasto em festas e foguetorio. É que não estamos a falar nos estádios de futebol, no Centro Cultural de Belem, na Casa da Música, Nos F16, nos carros de combate, ou nos submarinos, que não duvido da sua necessidades, mas sim de projectos que trazem além de modernidade, criam só por si mais valias. Lisboa se for dotada de infra-estruturas tem mais condições de ser a capital da Peninsula que Madrid. Só as praias da Costa, o Porto de Mar e a situação geográfica, no centro do Mundo, fazem dela muito mais apetecida. Se tiver também um Aeroporto Internacional e não um Aerodromo como acontece actualmente. Esta historia faz-me lembrar a recente das mães de Bragança, que tudo fizeram para correr com as meninas. Transferiram-se para uma aldeia espanhola vizinha, onde são bem acolhidas pelos aldeãos e os portugueses, não param de as visitar. Conclusão ficou tudo na mesma, com a diferença que a massa fica do lado de lá.
 
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TGV, défice,dívida as opções
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 21:39 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
Daniel Bessa prestou um serviço de cidadania, ou seja chamou os bois pelo nome, mas eles nem olham, porque ainda não têm sede nem fome. Uma coisa eu tenho a certesa, das duas uma ou se investe e se deixa obra e essa fica ou acaba tudo em festa e foguetorio. É claro que o TGV o Aeroporto e as Autoestradas não podem ser comparadas ao Convento de Mafra, que não cria mais valias. Depois do escandalo do Climategate, nada mais ficará na mesma. Por mais que uns senhores gritem, que a Terra está a aquecer e aculpa é do CO2, há sempre quem se interrogue se será assim. No minímo foi colocada a duvida o que não deixa de ser bom. Mas será mesmo que o clima tem a ver com o ambiente? Será que o homem pode influenciar o Clima. Sendo os principais factores deste a distancia da Terra ao Sol, o movimento de Translacção e rotação e a inclinaçaõ do eixo, o que é que na verdade podemos fazer? Será que o efeito de estufa não é uma treta? Se assim não é qual a razão porque antes de haver CO2 a Terra já teve períodos mais quentes como na Idade Média. Segundo dizem o eixo inclina-se de vez enquando dando origem a períodos quentes ou frios, conforme o caso. Mas afinal em que ficamos. É ou não vantajoso para nós haver investimentos e as nossas empresas seguirem o caminho da Internacionalização. Isto não pode ser Sol na Eira e chuva no Nabal. Também aqui como nas Grandes Obras as opiniões se dividem. É caso para dizer cada cabeça sua sentença.
 
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Curiosidade
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 13:27 | Segunda feira, 4 de janeiro de 2010
Há algo que me espanta! Se a situação do deficit é tão catastrófica como é assinalado no parágrafo que refere o artigo do Bessa, porque é que eu não vejo os agentes politicos a discutirem e a atacarem o assunto?
Mais, sabendo-se que os impostos não vão aumentar (do modo sugerido, pelo menos) e que não vão baixar os salários da Função Pública (nem nada que tenha a ver com a FP) que formas realistas há para baixar o deficit?
É que toda a gente diz que ele tem que ser reduzido mas não vejo propostas realistas...
Diz-se no texto e ouve-se repetidamente que o país "não entra nos eixos sem grandes sacrifícios e opções muito difíceis" e eu pergunto: se uma maioria absoluta foi massacrada só por incomodar as corporações, como é que alguém espera que um Governo (ainda por cima sem maioria absoluta) consiga impôr "grandes sacrificios" se andam há anos e anos a discutir avaliações de professores e minudências do género?
Corporações, imprensa, comunas e eleitores imbecis criaram o país que temos hoje.
AMANHEM-SE!!!!!
 
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Bom Ano Novo, Nicolau!
Alfredino Cunha (seguir utilizador), 1 ponto , 0:11 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
O Nicolau vai, devagarinho mas vai. Nada a ripostar ao artigo de hoje. Haja paz entre os homens de boa vontade.
 
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Nicolau, não sabes, não metas a colher de pau!
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 6:34 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
Hoje já todas as grandes multinacionais estão em Madrid. Logo parece tonto vir argumentar com o TGV para esse facto. Depois é o mesmo argumento de sempre: MEDO, MEDO, MEDO...
Será que não comprende que sem infraestruturas ferroviárias decentes, não podemos sair deste marasmo onde as grandes cabeças dos economistas, incluindo um que é PR, nos colocaram.
Entrar em 2010 com esperança e sabendo que Portugal vai finalmente colocar-se na onda do desenvolvimento é o voto que expresso a todos os portugueses, em especial aqueles que tiveram a paciência de me aturar!
FELIZ ANO NOVO!
 
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No melhor pano cai a nódoa
Cavalheiro7 (seguir utilizador), 1 ponto , 10:23 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
Caro Nicolau, o seu artigo poderia ser irrepreensível não fosse o infeliz parágrafo sobre a cimeira de Copenhaga. O "frio de rachar" que sentimos durante alguns dias em nada colide com o reconhecimento do fenómeno do aquecimento global. Fenómeno que é um facto. Fenómeno cuja responsabilidade se deve, em parte, a acção humana.

Do que se pode observar, existem 3 tipos de opiniões sobre a influência humana nas alterações climáticas:

1. Os que reconhecem o fenómeno. Grupo no qual se incluem a maioria dos cientistas.

2. Os cépticos. Grupo no qual se incluem um minoria de cientistas.

3. Os negacionistas. Grupo no qual se incluem os idiotas.
 
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TGV não
BLRiopaiva (seguir utilizador), 1 ponto , 15:39 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009

  Comboios, transportadores de passageiros estão aposentados, mas ainda resta a saudade dos inconformados para mantê-los vivos. Além disso vão ter que se contentar.com o prazer de vê-los transportando cargas pesadas, principalmente minérios para fábricas e navios. Comboios e navios de passageiros não tem mais vez nem lugar
 
Ninguém, de bom senso, vai sair das cidades próximas do litoral para viajar de tgv de Madrid para Lisboa,.e, se forem empresários preferem .os seus jatinhos ou mesmo as linhas aéreas comerciais, que são mais rápidos e práticos por dispor de inumeráveis trajetos.

Morar na margem da tgv para ver a alta velocidade de um foguete na linha horizontal ou viajar nele é tolice!. Foguete é bom como transportador de mísseis ou satélites; mas para passageiros, com a finalidade de investimento rentável vai decepcionar. Por isso eu sou contra
 
Temos que priorizar tudo que pode contribuir para zerar a nossa divida, começando por impedir a construção de sistemas de transporte de passageiro, ultrapassados.

É mais vantajoso investir nos salários baixos e no salário desemprego para colocar os pobres na área de consumidores normais, para zerar a fome com o aumento do consumo que exige mais produção e, por conseqüência, procura de mão de obra.

Na economia familiar, a família que estiver endividada, tem que economizar e trabalhar mais para se livrar dos juros que corrói o orçamento e pode levar á falência . A família nacional deve faze o mesmo.

 
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    Re: Este palerma ganhou um prémio:    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 22:17 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
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