No sábado, dia 21, às 18h00, no CCC, realiza-se uma Mesa-Redonda onde serão debatidas as origens, a tradição e a modernidade da Garrafa das Caldas. O debate vai contar com a presença dos mais antigos artesãos ligados a esta arte.
No Domingo dia 22 de Novembro, pelas 16h00, decorrerá a sessão de encerramento do evento no céu de vidro, na ex-Casa da Cultura, com a entrega de diplomas de participação a quem fez parte do evento. Será feita uma pintura colectiva e servido um lanche.
Patentes estão as exposições na galeria Osíris, na Casa Antero e no céu de vidro. No café-Bar Inovação está patente também uma exposição de pintura de Viriato Silveira, inspirada nas malandrices.
Artesão faz peças aos vivo na Casa dos Barcos
Um dos confrades é o artesão caldense Vítor Lopes Henriques que está, desde Outubro, a trabalhar ao vivo na Casa dos Barcos, no Parque D. Carlos I. Aquele espaço foi transformado em atelier-exposição de cerâmica e ali podem ser observados modelos, madres e réplicas de várias peças de cerâmica tradicional e erótica das Caldas que o experiente ceramista vai fazendo.
A colaborar com este autor está também José Pires que se tem dedicado a pintar peças em cerâmica. "Vem aqui muita gente que quer perceber como são feitas as peças", disse o pintor local, satisfeito em estar a participar nesta primeira experiência da Confraria do Príapo.
Vítor Henrique tem 62 anos e há cerca de 50 que se dedica à cerâmica. Desde os 14 anos que "tocava a roda", primeiro na Secla e depois quando chegou a chefe de secção na Fábrica de Faianças Bordalo Pinheiro.
"A Bordalo estava 50 anos atrás das Secla", recordou este ceramista referindo-se à falta de maquinaria de que a fábrica de faianças sofria nos anos 60. Por sua sugestão, diz, foram adquiridas várias máquinas, essenciais para a produção.
Mais tarde tornou-se formador no Cencal ode trabalhou durante vários anos, visitando e auxiliando a resolver problemas em várias unidades industriais do país. "A minha especialidade é fazer moldes", contou o especialista que explica a quem lhe pede como se processa toda a feitura das peças de cerâmica. "Há gente da ESAD e das Belas Artes que tem vindo perguntar como é que se fazem as peças", comentou o ceramista. Também está satisfeito com a atenção mediática que o evento tem tido e já lhe surgiram contactos para aquisições de peças.
Vítor Henriques e José Pires vão estar a trabalhar ao vivo até ao dia 22 de Novembro. A Casa dos Barcos fica junto ao lago, no Parque D. Carlos I.