Os produtos e serviços dos sectores das telecomunicações, banca e de compra e venda foram os que originaram mais reclamações à
Defesa dos Consumidores
(DECO) em 2009, disse hoje à Lusa a jurista Ana Tapadinhas.
No ano passado, mais de 381 mil consumidores contactaram a DECO para obtenção de informações dos seus direitos ou para solicitar a intervenção daquela associação, número que representa um aumento de cerca de 19% em relação a 2008.
"Muitos foram os consumidores" que contactaram a DECO para apresentarem reclamações porque o "pacote contratado não correspondia ao serviço prestado" pelas empresas de telecomunicações, no serviço integrado de telefone, televisão e Internet, explicou Ana Tapadinhas.
De acordo com aquela jurista da DECO, o "acesso e velocidades de ligação à Internet, e os jogos e toques de telemóvel" levaram a que mais de 102 mil clientes contactassem os serviços da defesa do consumidor.
Nas queixas de clientes sobre telecomunicações destacam-se empresas do grupo PT, a Zon Tv Cabo, o grupo Sonae e Vodafone.
Violação do dever de informação
Outro dos sectores visados, com mais de 65 mil pedidos à DECO, prende-se com os serviços bancários, de que se destaca a "violação do dever de informação" em questões relacionadas com crédito e "os entraves que pretendem travar a mobilidade na transferência bancária", destacou Ana Tapadinhas.
No sector da banca, as queixas dos consumidores são sobretudo sobre o Banco Santander Totta, Caixa Geral de Depósitos, Millenium BCP e Citibank.
A DECO refere ainda o sector das compras e das vendas de bens de consumo como um caso de preocupação e com bastantes reclamações dos consumidores, quando os clientes tentam "acionar a garantia" devido a avarias dos equipamentos, ou nos casos de vendas agressivas.
Este texto foi escrito ao abrigo do Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
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