Venceu o homem e agora vai ajudar a curar as suas doenças. Está traçado o destino próximo do supercomputador da IBM que esta semana brilhou num concurso da televisão norte-americana. (Vídeo no final do artigo)
Carlos Abreu (www.expresso.pt), com AP
20:21 Quinta feira, 17 de fevereiro de 2011
Da esquerda para a direita: Alex Trebek, apresentador do «Jeopardy!», com os melhores concorrentes de sempre, Ken Jennings (que venceu 74 sessões seguidas) e Brad Rutter (que levou para casa três milhões de dólares). Mas não foram capazes de vencer Watson
Depois de vencer sem problemas os dois melhores concorrentes de sempre do popular concurso da televisão norte-americana "Jeopardy!", o complexo sistema computacional desenvolvido pela IBM, será utilizado em dois hospitais universitários nos Estados Unidos, avança a agência Associated Press.
Se dúvidas houvesse, o confronto entre Watson e os dois super-concorrentes do "Jeopardy!
" deixou clara a capacidade da máquina para compreender a linguagem humana e encontar dentro de uma gigantesca base de dados, as respostas corretas. Nem sempre acertou, mas falhou bem menos do que os seus opositores.
Números
200 milhões Páginas de informação guardas na base de dados do Watson, o equivalente a um milhão de livros.
Muito trabalho pela frente
Para o professor Eliot Siegel
, da Universidade de Maryland, este sistema de inteligência artificial desenvolvido pela IBM será mais eficiente do que aqueles que já existem em alguns hospitais, vocacionados, por enquanto, para a análise de doenças específicas.
"Na prática clínica, para que um computador nos ajude realmente, não podemos perder tempo a inserir manualmente informação no sistema", explica o professor Siegel, lembrando ainda que máquinas como o Watson poderão pesquisar informação entre registos clínicos antigos, bem como noutras fontes bibliográficas, que os médicos não têm possibilidade de consultar, colaborando, assim, para um diagnóstico mais rápido e correto.
Durante os próximos dois anos os investigadores e os técnicos da IBM irão adaptar o Watson ao novo ambiente de trabalho. Já não tratará agora de encontrar a resposta certa para uma dada pergunta, o mais rapidamente possível, mas de localizar a informação mais pertinente perante um determinado problema clínico.