O ambiente de crise política iminente, seja pela aprovação do Orçamento do Estado, pelas alterações à Lei de Finanças Regionais, pelo caso Mário Crespo ou por causa do plano do Governo para domesticar a comunicação social denunciado pelas escutas do caso Face Oculta, está na ordem do dia.
Abre telejornais, enche manchetes de jornal e ocupa as declarações políticas. Mas, por caricato que possa parecer, a popularidade dos agentes políticos e judiciais mantém-se este mês intacta.
Mesmo José Sócrates, o primeiro-ministro que parece em perda de fôlego, regista este mês no barómetro da Eurosondagem uma subida de dois pontos percentuais no balanço entre opiniões positivas e negativas em relação ao mês anterior.
No final da tabela, apesar da subida deste mês, mantém-se juízes, Procuradoria Geral da República e o Governo. E, no último mês antes de deixar a liderança do partido, Manuela Ferreira Leite continua na cauda da tabela dos líderes partidários.
Aos inquiridos também foi colocada a pergunta se acham que o Governo de José Sócrates tem capacidade para cumprir a legislatura actual até ao fim. Aqui, a maioria respondeu que sim (48,6 por cento), enquanto 21,7 por cento respondeu que devem realizar-se eleições até meados do ano que vem e 16,5 por cneto afirmou que o Governo não passa deste ano.
PARTIDOS POLÍTICOS
CDS em 3º
Depois do bom resultado conseguido nas eleições de Setembro, o partido de Paulo Portas continua em alta, destacado como terceira força política. O CDS/PP vale nesta altura metade do score do PSD e um terço dos socialistas.
Os valores globais estão entre parêntesis. A projecção resulta do exercício meramente matemático, presumindo que os inquiridos que responderam "NS/NR" (22%) se abstém.
FICHA TÉCNICA
Estudo de opinião efectuado pela Eurosondagem, S.A. para o Expresso, SIC e Rádio Renascença, de 4 a 9 de Fevereiro de 2010. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores seleccionados e supervisionados. O universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por Região (Norte - 20,5%; A.M. do Porto - 14,4%; Centro - 29,8%; A.M. de Lisboa - 25,6%; Sul - 9,7%), num total de 1025 entrevistas validadas. Foram efectuadas 1236 tentativas de entrevistas e, destas, 211 (17,1%) não aceitaram colaborar neste estudo. Foram validadas 1025 entrevistas, correspondendo a 82,9% das tentativas realizadas. A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo. Desta forma aleatória resultou, em termos de sexo (Feminino - 51,2%; masculino - 48,8%) e, no que concerne à faixa etária (dos 18 aos 30 anos - 19,7%; dos 31 aos 59 - 51,4%; com 60 anos ou mais - 28,9%). O erro máximo da amostra é de 3,06%, para um grau de probabilidade de 95,0%. Um exemplar deste estudo de opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.