As comunicações móveis captaram 55% do investimento de mil milhões do grupo de comunicações e tecnologias da Sonae, e continuam a ser o prato forte da empresa, com a Optimus a registar em 2009 receitas recorde de 461,9 milhões de euros, com o número de clientes a crescer 7,6% para 3,4 milhões.
Satisfeito com os resultados, Ângelo Paupério, presidente da comissão executiva da Sonaecom, sublinhou que 2009 foi um ano de crescimento para a Sonaecom, o terceiro ano consecutivo do crescimento dos resultados líquidos, com o EBITDA a aumentar 9,5% para 175,7 milhões de euros.
Miguel Almeida, presidente da Optimus, marca que hoje agrega todas as marcas de telecomunicações do grupo, destacou o facto da área que lidera ter sido responsável por mais de 800 milhões de euros de receitas, e as mais de 200 mil casas passadas com fibra óptica. "Somos o último grande sobrevivente do processo de liberalização da rede fixa. O nosso foco hoje é na fibra óptica e na área empresarial.
"A concorrência nas telecomunicações aumentou nos últimos anos, mas já não vamos conseguir recuperar todas as empresas que desapareceram. Estamos no início de uma nova vaga, e nesse contexto temos defendido uma rede única e aberta. Vamos esperar que haja um acesso às redes de nova geração de forma concorrencial, porque em relação ao cobre já há pouco a fazer", defende.
Silêncio sobre fusão
Apesar de afirmar que nada há a dizer sobre a hipótese de fusão entre a Sonaecom e a Zon, uma possibilidade que esteve em cima da mesa no passado, Ângelo Paupério não dá o assunto absolutamente por encerrado.
"Sobre esse assunto (a fusão da Sonaecom com a Zon) está tudo dito. Não percebo porque é que continuam a fazer perguntas sobre essa questão. Mas quando estamos a falar de futuro, não posso dizer que qualquer operação está fora de questão ou que está encerrada. O futuro a Deus pertence.", afirma Ângelo Paupério. O presidente da Comissão Executiva da Sonaecom falava na sequência da apresentação dos resultados
"Continuamos a crescer em número de trabalhadores e a criar emprego. Isso é muito importante para nós", afirma Ângelo Paupério. O quadro de colaboradores da Sonaecom aumentou 2,3% para 2.013 em 2009.
A SSI , holding para a área de sistemas de informação da Sonaecom, presente em 73 países, viu as receitas crescerem este ano 25% para 150 milhões de euros. E o objectivo desta pequena multinacional, como lhe chama Cláudia Azevedo, responsável pelo projecto é continuar a expandir.
A WeDo Tecnologies, a principal empresa de serviços de sistemas de informação da SSI, quer entrar nos EUA e Angola. "A WeDo está á procura de novas geografias. Gostavamos de ter um ou dois clientes nos EUA, e também em Angola", avançou Cláudia Azevedo,. "O nosso eixo de crescimento passará também por aplicar este software também nos sectores segurador e da energia", acrescentou.