12/02/2012 atualizado às 8:34
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Sogros podem exigir de volta prendas de casamento

Em caso de divórcio, os sogros podem exigir aos genros ou noras a devolução das prendas. A decisão foi hoje tomada pelo Supremo Tribunal da Alemanha.

16:20 Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010

O Supremo Tribunal Federal da Alemanha (BGH) decidiu hoje que os sogros podem exigir a devolução dos presentes de casamento de genros ou noras em caso de divórcio.

"Se o casamento fracassar, a base para os presentes deixa de existir", decidiu o Supremo Tribunal Federal da Alemanha, e poderá ser exigida a devolução total ou parcial dos mesmos, sobretudo quanto se tratar de dinheiro ou de bens valiosos.

Na origem desta sentença encontra-se o caso de um noivo, que recebeu 29 mil euros dos sogros para comprar um apartamento. O casal teve dois filhos e viveu seis anos no apartamento, em nome do genro, mas posteriormente divorciou-se.

A primeira queixa dos sogros para conseguir a devolução do dinheiro foi rejeitada por um tribunal regional, com base na legislação em vigor sobre presentes.

Prendas podem ter uma base negocial


O recurso interposto pelos pais da noiva teve êxito e levou à reavaliação do caso, fazendo jurisprudência, sem possibilidade de recurso.

Para o Supremo Tribunal Federal da Alemanha, apesar de os presentes de casamento terem o carácter de prendas, pode haver também uma base negocial que leva os sogros a fazerem a oferta na presunção de que o filho ou filha beneficiará dos mesmos.

Com o fim do casamento, a referida base negocial deixa de existir, na opinião dos juízes do Supremo alemão.

No entanto, se o filho, ou filha, beneficiou das prendas durante um período considerável, ao viver, por exemplo, num apartamento comprado com ajuda dos pais, o outro ex-cônjuge só terá de devolver parte da quantia recebida.

Se os pais de futuras noivas ou noivos quiserem evitar futuras complicações, devem dar as prendas exclusivamente aos filhos e não ao casal, recomenda o Supremo Tribunal Federal da Alemanha.

Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico


Nota da Direcção do Expresso

O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.

Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.

O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.

Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.

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Triste sinal
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:48 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
Evidentemente, uma decisão do Supremo Tribunal Federal da Alemanha é uma decisão que vai fazer "norma". No caso citado, percebe-se a lógica inerente a uma decisão assim, tanto mais que hoje em dia, com a galopante secularização, o Casamento é cada vez mais apenas um contrato entre contratos e cada vez menos, infelizmente, um Sacramento, tal como propõe e pratica a Igreja Católica. Claro, a decisão do Tribunal Alemão não tem nada a ver com a fé, com religião, com o aspecto sacramental do Matrimónio. É apenas uma decisão que diz respeito à justiça em situações sociais, ou familiares, de conflito entre as partes. Assim, do ponto de vista racional eu acho perfeitamente lógica a decisão tomada. Nesse sentido, não a discuto. O que lamento é que a nossa sociedade esteja a entrar numa época em que tudo, para funcionar, tem, literalmente, de estar regulamentado pelo Direito Positivo. E tanto é assim que o que aqui se vê é que uma esfera tão importante na vida social e individual perde, deste modo, real relevância: a esfera do Dom. A não ser que se discuta, como discutir é possível, que não há dom gratuito nas relações humanas: do ut des! Não, o que eu quero dizer é o triste que é verificar que o vínculo matrimonial, sobretudo quando o mesmo é sacramental, se rompe com tanta, com desumana, facilidade. Assim, em meu entender, é contra esta tendência que se devia trabalhar, ou seja, contra a tendência a fazer de tudo o que nos une apenas questões relativas a prazos de validade.
 
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    Éh pá...    Ver comentário
Fernando Torres (seguir utilizador), 3 pontos , 23:12 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
    Re: Éh pá...    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 9:36 | Sexta feira, 5 de fevereiro de 2010
    Re: Triste sinal    Ver comentário
Heinkel (seguir utilizador), 1 ponto , 15:16 | Sexta feira, 5 de fevereiro de 2010
O complicado mundo das relações
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos , 16:49 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
Afinal, foi uma prenda ou um empréstimo?

Por esta ordem de idéias, as prendas nunca devem ser consideradas propriedade do ofertado, pois podem ter um carácter temporário...

Estranho mundo este.
 
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    Re: O complicado mundo das relações 1    Ver comentário
certo iactu (seguir utilizador), 1 ponto , 11:54 | Sexta feira, 5 de fevereiro de 2010
E se a noiva for virgem ?
J Saints (seguir utilizador), 2 pontos , 21:31 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010


o noivo tem de devolver a virgindade ou a pena será castração ?? :))))

Estes alemães "batem mal da bola ".
 
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    Re: E se a noiva for virgem ?    Ver comentário
roze (seguir utilizador), 1 ponto , 16:39 | Sexta feira, 5 de fevereiro de 2010
    Re: E se a noiva for virgem ?    Ver comentário
J Saints (seguir utilizador), 2 pontos , 19:06 | Sexta feira, 5 de fevereiro de 2010
Sogros podem exigir de volta prendas de casamento
Homer Simpson (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 22:41 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
quem dá e tira ao inferno vai parar

 
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A DECISÃO NÃO É TOTALMENTE DESTITUIDA DE LÓGICA
PIANINHO (seguir utilizador), 2 pontos , 22:57 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010


De facto se os sogros quando fizeram a oferta tinham por objectivo a manutenção do matrimónio, o princípio decidido no tribunal tem uma certa lógica.

Eu por exemplo sou sogro, como penso nas consequências de poder surgir um divórcio, previno-me
antecipadamente e só faço ofertas limitadas e circunstancias (aniversários e natal).

Agora um aparte irónico: certamente os sogros não sentiam a crise à data da oferta, hoje a CRISE obriga a rever todas as posições possíveis de se poder ser ressarcido, a CRISE toca a todos e os contorcionistas financeiros tem de ser lestos a rever as suas acções do passado, que possam ser revertidas a seu favor.
 
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Há coisas
lusofora (seguir utilizador), 1 ponto , 16:58 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
Que nem ao diabo lembram!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
 
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    Re: Há coisas    Ver comentário
roze (seguir utilizador), 1 ponto , 16:44 | Sexta feira, 5 de fevereiro de 2010
Sogros podem exigir de volta prendas de casamento
AntonioJusto (seguir utilizador), 1 ponto , 18:10 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
Não será que nos encontramos a caminho da sharia?
Boa Noite Europa!
António Justo
 
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    Re: Sogros podem exigir de volta prendas de casame    Ver comentário
M.Farid (seguir utilizador), 1 ponto , 20:51 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
    Re: Sogros podem exigir de volta prendas de casame    Ver comentário
J Saints (seguir utilizador), 2 pontos , 21:38 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
    Re: Sogros podem exigir de volta prendas de casame    Ver comentário
M.Farid (seguir utilizador), 1 ponto , 21:50 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
    Re: Sogros podem exigir de volta prendas de casame    Ver comentário
J Saints (seguir utilizador), 2 pontos , 21:59 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
    Re: Sogros podem exigir de volta prendas de casame    Ver comentário
M.Farid (seguir utilizador), 1 ponto , 11:27 | Sexta feira, 5 de fevereiro de 2010
Sogros podem exigir de volta prendas de casamento
AntonioJusto (seguir utilizador), 1 ponto , 18:13 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
Não será que nos encontramos a caminho da sharia?
Boa moite Europa!
António Justo
http://antonio-justo.blog...
 
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São
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:48 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
exemplos de moderniçes, e evolução de valores morais?
 
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Não me choca nada
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 22:11 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
A dita "prenda" pode na realidade ser uma ajuda ao arranque de uma vida em comum.
Se o casamento não dura, e os noivos não cumprem o "até que a morte nos separe", porque não há-de o sogro querer tb cancelar a prenda?
 
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Eu quero o meu dinheiro de volta!
mrrcabral (seguir utilizador), 1 ponto , 22:12 | Quinta feira, 4 de fevereiro de 2010
Ora aqui está uma decisão acertada! E eu quero a devolução do dinheiro que gastei com os meus ex-sogros, a quem convidei para umas férias em Paris, quando me casei!
Agora que estou divorciado, porque hei-de suportar aqueles custos, se a base da relação já não existe?
Ah, e também quero a devolução do dinheiro das quotas do Sporting, pois fiz-me sócio na convicção que íamos ganhar o campeonato, e até agora, nada!!
Devolvam o meu caroço!!
 
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hahaha!
felicidade (seguir utilizador), 1 ponto , 0:07 | Sexta feira, 5 de fevereiro de 2010
Eu costumo oferecer bombons. Devolvo aos sogros e sogras que o solicitarem.
hahahah!
 
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Ora...
Artemis1972 (seguir utilizador), 1 ponto , 1:16 | Sexta feira, 5 de fevereiro de 2010
Isto levanta outros problemas, com este raciocínio os convidados também terão direito a exigir as suas ofertas aos noivos...
Penso que estará assim encontrada a solução para evitar os divórcios, ou seja, se alguém casar hoje e convidar 150 pessoas para o casamento, e se divorciar daqui a 15 anos, para devolver o valor das prendas que receberam, se imputarmos os juros e valorização da moeda, penso que pensarão duas vezes antes de se divorciarem...
 
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    Re: Ora...    Ver comentário
llex (seguir utilizador), 1 ponto , 6:09 | Sexta feira, 5 de fevereiro de 2010
Se eles quiserem
ElogoAli (seguir utilizador), 1 ponto , 9:46 | Sexta feira, 5 de fevereiro de 2010
Se quiserem a filha de volta eu pago a dobrar as ofertas que recebi..E nem vivo na Alemanha Canudo...
 
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