Ainda em Zamora, José Sócrates acaba de comentar as notícias sobre as buscas feitas esta manhã aos escritórios de uma imobiliária pertencente a um seu tio materno, na sequência das investigações ao caso Freeport.
O primeiro ministro português disse esperar com serenidade que as autoridades policiais façam "o trabalho que têm de fazer" e com a celeridade possível. De seguida, salientou a coincidência das primeiras notícias sobre este caso terem surgido em 2005, em vésperas do acto eleitoral que o levou à chefia do Governo, e de as buscas de hoje ocorrerem de novo num ano de intensa actividade eleitoral.
Por fim, dirigindo-se aos jornalistas presentes em Espanha para acompanharem a XXIV Cimeira Luso-espanhola, José Sócrates insistiu nos seus argumentos de sempre: que o projecto do Freeport foi executado de acordo com todas as disposições legais que estavam em vigor na altura em que ele, José Sócrates, era o ministro responsável pela pasta do Ambiente no Governo de António Guterres.