13/02/2012 atualizado às 19:00

Sócrates: Base do programa de Governo será a do PS

José Sócrates está aberto a todas as possibilidades de diálogo com a oposição. Mas faz notar, em entrevista à revista Visão de hoje, que "era o que faltava" que o partido vencedor das eleições "governasse com o programa dos partidos que perderam as eleições". 

9:43 Quinta feira, 15 de outubro de 2009
Sócrates: Base do programa de Governo será a do PS

José Sócrates admite abertura a todas as possibilidades no diálogo com a oposição sobre o novo Governo, mas salienta que a base da futura governação "tem de ser o programa" do PS, vencedor das eleições.  

"Parto de espírito aberto. Isso significa abertura a todas as possibilidades", afirma o primeiro-ministro numa entrevista à edição de hoje da revista Visão, realizada antes de José Sócrates iniciar os encontros com os partidos da oposição. 

Direita indisponível para coligações


José Sócrates recebeu quarta-feira os líderes do PSD, Manuela Ferreira Leite, e do CDS-PP, Paulo Portas. Hoje, reúne-se em São Bento com o líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, de manhã, e com o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, à tarde. 

Tanto Manuela Ferreira Leite como Paulo Portas indicaram à saída dos respectivos encontros que não farão coligações de Governo com o PS. O PSD "não está disponível nem para coligações nem para acordos parlamentares. Mas estamos totalmente disponíveis para fazer uma oposição responsável", afirmou Manuela Ferreira Leite. 

Por sua vez, Paulo Portas disse ter confirmado ao primeiro-ministro indigitado e líder do PS que o "CDS-PP será oposição". "Foi esse o mandato que recebemos. Seremos uma oposição à política socialista no Governo de Portugal", declarou Paulo Portas. 

Sócrates aberto para o diálogo


Na entrevista à Visão, José Sócrates reconhece que a "situação política mudou" e garante não excluir nada, ao ser questionado se admitia a possibilidade de não formar um Governo minoritário. "O PS tem uma maioria relativa. Isso exige capacidade de diálogo reforçado e um espírito de compromisso", responde. 

"A isso chama-se um acto amistoso. Estender a mão e procurar o diálogo com os partidos. O que não se pode é dialogar sozinho. É preciso que os outros queiram dialogar", afirma na entrevista à Visão, frisando que o "País precisa de um Governo para quatro anos", que garanta "estabilidade política". 

"Isso impõe um espírito de compromisso a todos os partidos, não só ao que ganhou as eleições (...). Acho que se pode ser oposição sem se usarem os instrumentos políticos que ameaçam a governação", acrescenta. Para Sócrates, "era o que faltava" que o partido vencedor das eleições "governasse com o programa dos partidos que perderam as eleições". 

Ataques pessois sairam derrotados nas eleições


"Isso não pode ser. O que é bom é encontrar um compromisso", insiste, embora referindo não abdicar dos compromissos assumidos pelo PS, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, uma lei que será apresentada no Parlamento.

Sobre as eleições, o primeiro-ministro considera que "quem saiu derrotado foram aqueles que acharam que deviam travar essa batalha no campo do ataque pessoal", destacando o PSD. "O PSD tem uma escolha estratégica para fazer, porque, ao longo destes anos, perdeu duas eleições com votações abaixo dos 30% e, das duas vezes, escolheu a via do ataque pessoal e do negativismo. Isso merece alguma reflexão pelo PSD", sustenta. 

Sobre o seu relacionamento com o Presidente da República, José Sócrates afirma que os últimos encontros com Aníbal Cavaco Silva "têm corrido bem" e garante ter sempre cumprido "todos os compromissos" com o chefe de Estado. O líder socialista afirma ainda que o próximo Governo terá como prioridade "combater e vencer a crise económica", para "colocar Portugal na rota do crescimento e do emprego".

 

 

 

Lusa
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Novo Governo
ANO1933 (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 10:29 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
Só quem não conhece de perto José Sócrates, pode augurar um bom futuro ao novo governo.
Ele, um dia, e com toda a propriedade, afirmou de que se tratava de "um animal feroz".
Acho muito difícil, que, ele, por artes mágicas, mude para dialogante, tolerante, menos agressivo e capaz de aceitar mudanças, com as quais não concorde, mesmo que a aplicação das mesmas constituam um benefício para o País !
Acho justo que se governe na base do seu programa eleitoral, pois foi ele quem venceu as eleições.
Mas tem de fazer cedências, mas não só as que ele seleccionar...
De boas intenções está o inferno cheio !
Sem a colaboração da oposição, não sei como ultrapassar dificuldades de cariz económico e financeiro, com que estamos confrontados...
Para já o défice previsto, está longe da realidade. A Universidade Católica prevê 7.5% e há economistas reputados que admitem o mesmo atingir os dois dígitos.
Isso,vai obrigar a tomar medidas impopulares, como aumento de impostos e a resultarem em inevitáveis descontentamentos incontroláveis.
A paz social pode estar em perigo.
Portanto, tudo está nas mãos de José Sócrates e na equipa que o acompanhará !
Mas, não há dúvida, que tem que mudar muito para tornar este país muito melhor !
E é isso, que todos desejámos, seja qual fôr a nossa côr política !
 
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Sócrates Base do Programa de governo será do PS
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 10:19 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
Oxalá que eu me engane, mas os primeiros sinais que vêm da parte da Oposição nomeadamente da direita não me parecem muito animadores. Por este andar não vejo que o País fique governavel. É agora também que o Presidente vai ter um papel importante no que se refere a conciliação. O tempo dirá mas não creio que o governo agora em formação seja para quatro anos. A Oposição irá fazer o seu desgaste e na altura certa procederá ao seu derrube.
 
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    Re: Sócrates Base do Programa de governo será do P    Ver comentário
pamaga (seguir utilizador), 1 ponto , 10:53 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
    Re: Sócrates Base do Programa de governo será do P    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:01 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
A Sibila
Zé do Cachené (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 10:37 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
Sócrates vai estender a mão, sobretudo ao estrangeiro a pedir empréstimos. Veremos se ainda há quem os conceda.

Está aberto a todas as possibilidades de diálogo desde que seja para realizar o seu programa. Como este tipo de diálogo não costuma resultar, haverá que responsabilizar a oposição quando falhar.

O PS mantém uma linha política baseada no enfraquecimento do único contrapoder que ainda funciona em Portugal e que é o Presidente da República.

Outra linha de actuação é o enfraquecimento da facção MFL no PSD em favor da linha liberal ou dos negócios que é uma linha Sócrates noutro partido.

Na sua imensa ignorância de quase tudo, esquece-se que o país vai entrar em decadência ainda mais acentuada nos próximos tempos.

Conta completamente com uma comunicação social domesticada e governamentalizada.

Quando a incapacidade governativa for notória, vai tentar culpar a oposição da sua ineficácia. Compete à oposição não se deixar cair no golpe de apresentar uma moção de censura.

O resto, veremos.
 
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O programa do PS só mereceu o apoio de 1/3
O Malho (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 10:54 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
O programa do PS só mereceu o apoio de 1/3 dos portugueses votantes, cerca de 2/3 votou contra esse programa, logo quem tem que fazer cedências é Sócrates, a governabilidade do país está nas mãos de Sócrates e é sua responsabilidade. Os partidos da oposição receberam claramente um mandato daqueles que neles votaram, e esse mandato foi o de impedir a concretização da maior parte do programa do PS, se a maioria dos portugueses dessem o seu apoio ao programa do Ps tinham votado nele, ora não votaram, logo não o querem.
Não vale a pena a Sócrates armar-se em coitadinho e tentar direccionar a culpa de certa ingovernabilidade para a oposição, é ele que tem de ceder, é ele o elo mais fraco.
(PS - 97 deputados / Oposição - 133), ao recusar as propostas do PS a oposição só faz aquilo que quem nela votou espera.
 
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Novo Governo
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:56 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
José Sócrates mostra-se disposto a um diálogo aberto´.
Muito bem.
Mas que tipo de diálogo propõe ?
Aquele, que receba o "AMEN" de toda a oposição ?
E as medidas, com as quais não concorda, porque alteram o seu programa do governo, vai admiti-las ?
 
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Novo Governo
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:05 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
Como muito bem diz um comentador, José Sócrates, embora tenha vencido as eleições está em minoria.
Significa isto, que não pode impôr à maioria as suas políticas.
Tem que aceitar propostas da oposição, senão torna-se num governo a prazo, que é isso que ele pretende, segundo alguns indicadores.
Armar-se em "VÍTIMA" !
 
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Sócrates conta com a comunicação social ?...
António Da Rocha (seguir utilizador), 1 ponto , 10:59 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
Só quem não vive em Portugal, não lê jornais ou revistas, não ouve rádio e não vê televisão é que se poderá permitir fazer uma afirmação tão falsa como a de que José Sócrates é "ajudado" pela comunicação social.

Pelo contrário, no tempo que leva a democracia, não houve político mais atacado e vitima de assasínio de carácter do que Sócrates

Mas o que é curioso é que Rui Rio também segue esta estratégia de "captura" da comunicação social.

Fez isso desde início do seu mandato, usou para o efeito um antigo director de uma jornal da cidade, recorre sistematicamente à figura do "Direito de Resposta" para manipular as notícias, muitas vezes crónicas ou opiniões de cidadãos que se pronunciam sobre a sua conduta política e assim criou na opinião pública uma distorcida imagem de competência que manifestamente não possui.

Dito isto e desmascarada esta acção, é óbvio que José Sócrates vai ter de governar tendo em vista o seu programa, que foi sufragado e escolhido pela maioria do povo português

Em democracia, o que é bom é que se governe para o povo e para o bem do País

O pior que um líder do governo pode fazer é deixar-se capturar pelos interesses da oposição, mascarada por detrás de "jornalistas" de favor e meios de comunicação social que não estejam satisfeitos com as suas tiragens ou audiências.

Mas o povo mais culto e mais informado, aquele que consome e paga para ser bem informado, já conhece todos estes truques e sabe seleccionar a cinza da brasa.

Cumpts
 
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    Completamente enganado    Ver comentário
O Malho (seguir utilizador), 2 pontos , 14:23 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
Sócrates
caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:27 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
Enquanto pudeste malhaste à direita e à esquerda.
Chegou a hora de seres malhado da direita à esquerda.
São vidas.
 
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base da futura governação "tem de ser o programa
crise (seguir utilizador), 1 ponto , 21:43 | Quinta feira, 15 de outubro de 2009
a base da futura governação "tem de ser o programa" do PS
»Muito bem dito se tivesse recebido outro cheque em branco...

Parto de espírito aberto. Isso significa abertura a todas as possibilidades", afirma o primeiro-ministro à Visão, realizada antes de José Sócrates iniciar encontros com os partidos da oposição.
Hoje, depois desses encontros falou ...
Com arrogância, fechou-se o seu espirito!

Desejava que algum partido lhe desse a mão, em jeito de criança que necessita que a levem à escola, aquela escola que ele acha que o jovem necessita ... a escola dele ...

Pelos vistos não houve "yes partidos" e com ameaças veladas diz que se não governar 4 anos ... a culpa é dos que não alinharam "na estabilidade" que ele ofereceu "de mão estendida".

Pena é que paguemos todos o facto de não ter percebido que o povo não referendou a exclusividade do programa que nos tenta impor.
O país negou-lhe a maioria absoluta porque se sentiu enganado com o abuso que foi feito do seu (do povo) cheque em branco, que depois de o receber lhe permitiu mentir e fazer tudo ao contrario do que tinha prometido.

O país disse que quer uma democracia alargada a todos os partidos votados.
Resulta que terá de temperar as suas decisões "eu quero, posso e mando", de outrora, com o equilíbrio democrático a que agora é obrigado.

Vai armar em vítima, com ar cândido de agora, e provocar a sua saída para jogar na eleição de um PR que provoque eleições, para recuperar novo cheque em branco.
 
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