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Sobreviverá Portugal até 2013?

Miguel Sousa Tavares (www.expresso.pt)
0:00 Quinta feira, 4 de março de 2010

Tirando o optimismo incorrigível de José Sócrates (que não é necessariamente um defeito), quase todos os analistas vão-se rendendo aos poucos à realidade dos números e à tormenta que eles prenunciam. E não só os analistas: o aumento exponencial do número de funcionários públicos a anteciparem a reforma, mesmo com perdas de até 60% no montante das respectivas pensões, mostra que já muitos portugueses começam a perceber que há um risco sério de o Estado não conseguir honrar parte dos seus compromissos financeiros a médio prazo. Este princípio de alarmismo, aliás, também não é necessariamente mau: em 1978, quando tivemos de chamar o FMI em nosso auxílio e encaixar a receita draconiana que ele nos impôs (incluindo a cativação do 13º mês), O Estado estava na iminência de não conseguir pagar salários, e a verdade é que 'caímos na real' e demos a volta. Pior do que tudo é não perceber que o rombo que a nossa economia e as finanças públicas levaram no último ano não foi apenas um susto passageiro nem um reflexo da crise internacional, comum a todos, mas sim um somatório dos males vindos subitamente de fora e as fraquezas endémicas da nossa economia e das finanças do Estado. E é por isso que não sei se será prudente e saudável que o primeiro-ministro se canse a repetir que fomos o ultimo país europeu a entrar na crise e o primeiro a sair dela. A sair?

Pelo lado das finanças públicas, o défice, que fora dominado no primeiro governo de Sócrates, disparou para os 9,3%; a dívida pública cresceu 10% apenas no último ano, atingindo 82% do PIB (bruta) e 100% consolidada: ou seja, para a reduzir a zero seria preciso mobilizar a totalidade da riqueza produzida durante um ano em Portugal. E o problema principal é que estes números não são estáticos, mas sim deslizantes e para pior: para estabilizar a dívida como ela agora está, seria preciso que o PIB crescesse 2,5% ao ano, em lugar dos 0,3% previstos e que correspondem à média dos últimos anos.

O PEC (programa de estabilidade e crescimento) que o Governo apresentará nos próximos dias, compromete-nos a fazer regressar o défice aos 3% até 2013 - sendo que a intenção do Governo é nada fazer este ano, deixando tudo para fazer nos três anos seguintes. A grande questão é como. Com a crise instalada nas empresas e na economia, o Estado perdeu 14,5 mil milhões de euros em receitas fiscais em 2009: não é com 0,3% de crescimento que irá recuperar a cobrança ao nível anterior à crise. Mas, mesmo que a economia arrancasse melhor e mais depressa do que o esperado, isso não chegaria: é preciso cortar na despesa pública e essa foi sempre a coisa mais difícil de fazer entre nós. Tanto mais que Sócrates insiste que não cortará nos grandes investimentos públicos programados, porque disso depende, em sua opinião, o relançamento da economia e o combate aos mais de 10% de desemprego. Aliás, diz, e é verdade, que ganhou as últimas eleições com esse programa, em oposição a Manuela Ferreira Leite, que defendeu a suspensão dos grandes investimentos públicos. Queira o futuro, ao menos, que não seja a vaidade de deixar obra feita e visível que o move.

É uma jogada de alto risco, da parte de Sócrates: se não corta nos investimentos, tem de cortar na despesa corrente (que, entre salários e pensões, representa 75% do total da despesa primária do Estado). Claro, que, ao contrário do prometido, pode sempre subir impostos, mas isso seria tirar com uma mão o que quer dar com a outra: mantinha gastos brutais nos TGV, aeroportos, estradas, etc., para não comprometer a retoma, mas depois ia roubar à economia real recursos que lhe são essenciais - e isto num país onde a fiscalidade já atingiu 38% do PIB e é uma das mais altas da zona euro.

Cortar, pois. Começando pela função pública e pelos salários, cujo congelamento até 2013, ao menos ao nível da inflação, parece inevitável. E as pensões, também? O IPSD defende que sim e acrescenta o fim de todos os contratos não-efectivos na função pública, mais outras medidas radicais, como o corte de 20% na ADSE, a eliminação das transferências a favor da RTP e mais um corte de 10% nas transferências a favor das autarquias e Regiões Autónomas (e pensar que ainda há quem insista na regionalização!). A SEDES, acompanhada por Manuela Ferreira Leite, propõe o abandono ou suspensão dos grandes projectos de obras públicas, que, como vimos já, Sócrates afasta liminarmente.

O PEC vai revelar até que ponto vai o optimismo de José Sócrates e por onde e em que medida é que ele pensa começar a cortar na insustentável despesa pública. Disso dependerá em grande parte a percepção que as agências e mercados estrangeiros irão formar da capacidade de Portugal inverter a sua queda para o abismo. Ao mesmo tempo que devem ter bem presentes as imagens das ruas de Atenas, onde as medidas de austeridade do Governo socialista são defendidas pela polícia de choque, Sócrates não ignora também que se os senhores do dinheiro não acreditarem que ele tem a vontade e a coragem de fazer o que tem de ser feito, os empréstimos ao Estado ficarão mais caros e tão cedo não abandonaremos a companhia dos restantes PIGS - essa classificação insultuosa que os ingleses inventaram para arrumar no mesmo saco os quatro países mais ameaçados da União: Portugal, Irlanda, Grécia, Espanha.

Sobre tudo isto paira ainda um clima de pessimismo e descrença, que não contribui em nada para uma cultura de mobilização geral. E que é alimentado não apenas pela dissolução política diária de todas as instituições, como também pelo conhecimento de casos particulares que ofendem o comum dos mortais. Choca que José Sócrates não perceba que ninguém mais entende como é que se pode ganhar 2,5 milhões de euros por ano de ordenado como administrador da PT, aos 32 anos de idade e sem currículo algum que não o de militante da JS. Choca que ache normalíssimo que uma empresa de capitais maioritariamente públicos se disponha a pagar a Luís Figo 750.000 euros por um anúncio de publicidade e uma aparição, uma vez por ano e durante três anos, num qualquer evento. (E que ele dê, como quitação dos dinheiros públicos recebidos, um recibo sobre uma offshore sediada numa ilha britânica e que, obviamente, não paga um euro de imposto ao Estado português). Claro que também é essencial e urgente discutir o resto: a banalização da publicidade de conversas privadas escutadas ao telefone; a banalização da violação do segredo de justiça; a politização da magistratura, já quase sem disfarce; o desprezo por elementares regras deontológicas do jornalismo, em nome de um invocado interesse público, definido pelos interessados e pelos comerciantes do jornalismo. Mas não se pode pregar ética e bons costumes quando não se quer reconhecer o cheiro a roupa suja na própria casa.

Não recuperaremos a economia e as finanças do Estado se não mudarmos de hábitos. E não mudaremos de hábitos se não mudarmos de maneiras.

Texto publicado na edição do Expresso de 27 de Fevereiro de 2010

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A questão é em que estado chegaremos a 2013
CondestavelXXI (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 9:50 | Quinta feira, 4 de março de 2010
O problema está em saber com que salários, com que pensões e com que cargas de polícia de choque chegamos a 2013.
Concordo na generalidade com a crónica de MST inclusivé nas pertinentes criticas a Sócrates. O PM precisa de admitir que as condições que deram lugar ao programa eleitoral nomeadamente no que toca à situação das dívidas soberanas em geral e da portuguesa em particular justificam uma correcção no sentido da austeridade e uma revisão a pente fino das prioridades dos investimentos estratégicos alguns deles (como o TGV) em coordenação com o Governo espanhol que está com as mesmas dificuldades.
Desde há meses que venho mostrando a minha desconfiança sobre a necessidade de um "bruto" aeroporto em Lisboa baseado em projeccções de não sei há quantos atrás e sem ter em conta nem a sustentibilidade ecológica do transporte aéreo nem a imbatível concorrência de Madrid nos voos intercontinentais com uma Península Ibérica servida por um TGV em estrela. É previsível que no futuro, muitos turistas de médio e de longo curso viajem a Lisboa de TGV e não de avião.
 
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    Boa questão...    Ver comentário
Fernando Torres (seguir utilizador), 1 ponto , 11:24 | Quinta feira, 4 de março de 2010
    Re: A questão é em que estado chegaremos a 2013    Ver comentário
clareza (seguir utilizador), 1 ponto , 23:04 | Quinta feira, 4 de março de 2010
    Re: A questão é em que estado chegaremos a 2013    Ver comentário
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 10:01 | Sexta feira, 5 de março de 2010
PIGS católicos
cjours (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 16:07 | Sexta feira, 5 de março de 2010
Destaco os PIGS - Portugal, Irlanda, Grécia, Espanha.
Será por acaso que os 3 países predominantemente católicos da UE, Irlanda, Portugal e Espanha, são parte deste grupo de 4?...
Vocês acham que é por mero acaso que os países protestantes, ou marcados por um laicismo ancestral, são os mais desenvolvidos?
Pois, mas estão errados! Não é por acaso que eu combato a Igreja Católica sempre que ela interfere no Estado e na vida dos cidadãos na sua generalidade! É porque amo Portugal!!!!
 
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    Re: PROVAVELMENTE O COMENTARIO MAIS IDIOTA    Ver comentário
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 16:45 | Sábado, 6 de março de 2010
    "Não é por acaso que eu combato a Igreja Católica"    Ver comentário
Joachim Peiper (seguir utilizador), 1 ponto , 16:44 | Sexta feira, 5 de março de 2010
    Por acaso..é uma coincidência..    Ver comentário
Fernando Torres (seguir utilizador), 1 ponto , 20:03 | Sexta feira, 5 de março de 2010
Meu caro
caprylm56 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 19:32 | Quinta feira, 4 de março de 2010
Penso que não nas melhores condições, pois esta democracia e seus democratas já nos habituaram a que se formasse certas élites que para eles tudo para os outros os restos.
O 25 de abril foi uma esperança que pelos vistos não passou de uma miragem, dantes havia salazaristas hoje soaristas, antes o fachismo hoje o socialismo.
Mudou-se de moleiro mas o ladrão é o mesmo com a particularidade de agora ser á descarada e em maior escala.
 
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Optimismo ou irrealismo?
1963777 (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 19:26 | Quinta feira, 4 de março de 2010
A meu ver, o problema de José Sócrates não é ser optimista, é ser irrealista. Ou porque pretende deitar areia nos olhos de todos nós ou porque, simplesmente, está com alguma dificuldade em pôr os pés na terra. É obra conseguir declarar que, no contexto europeu, Portugal foi o último país a entrar na crise e o primeiro a sair dela. De facto, os indicadores prestam-se a múltiplas leituras (às vezes dá jeito olhar mais para uns do que para outros) e, como muitos de nós sabemos, até se dão ao luxo de poderem ser manipulados. A realidade é que não. E a realidade são as empresas em dificuldades crescentes, o universo de desempregados e as despesas da segurança social que não param de aumentar, as receitas do Estado que não param de diminuir e um Governo que insiste em propor-nos mais do mesmo e cujo olhar não parece ir além da superfície das coisas.

Já agora era bom que os nossos governantes percebessem que as medidas de combate à crise devem ser ajustadas à realidade, devendo ter nomeadamente em linha de conta a debilidade do nosso tecido empresarial, em boa parte constituída por micro e pequenas empresas, muitas delas carentes de todo o tipo de recursos e susceptíveis a qualquer abalo e que certamente agradeciam não ter que fazer um Pagamento Especial por Conta de resultados que não têm.

Conceição Pereira
 
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quantos mais...
entrenos (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 21:55 | Quinta feira, 4 de março de 2010
Para além de outros, salientaria o altruísmo de figuras gradas, quantos mais...

"Choca que ache normalíssimo que uma empresa de capitais maioritariamente públicos se disponha a pagar a Luís Figo 750.000 euros por um anúncio de publicidade e uma aparição, uma vez por ano e durante três anos, num qualquer evento. (E que ele dê, como quitação dos dinheiros públicos recebidos, um recibo sobre uma offshore sediada numa ilha britânica e que, obviamente, não paga um euro de imposto ao Estado português)."
 
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Atitudes
Heinkel (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 18:50 | Sexta feira, 5 de março de 2010
Caro Dr. Miguel S. Tavares:
Eu só não percebo como é que se pode explicar aos funcionários públicos que é preciso apertar o cinto, ao mesmo tempo que se aumentam os ordenados duma empresa pública que mais bem paga e mais prejuízo dá - a TAP.
Já agora, achei a sua total diferença de atitude para com os seus entrevistados, conforme se trata do 1º Ministro, ou pelo contrário dum ex-inspector da Judiciária, verdadeiramente CONFRANGEDORA.
Cumprs.
 
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QUERO DIZER-LHE UMA COISA
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 11:24 | Sábado, 6 de março de 2010
VC é um COBARDE!

Na entrevista a Sócrates voce revelou-se.

De si esperei a ENTREVISTA... CONVIDE AGORA O VARA E JÁ SÓ FALTA INSISTIR NA TOADA E NO FIM SAIREM OS DOIS DE BRAÇO DADO.

Debía ter vergonha.

Só tem voz alta para os mais fracos, só morde quem sabe que não tem dentes... aos mais fortes só ladra, mas de longe.

CÃO QUE LADRA NÃO MORDE.

VOCÉ É UM COBARDE.

QUERO DIZER-LHE QUE PERDEU TODA A CREDIBILIDADE
 
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Sempre sobrevivemos, nunca morreremos!
Runaldinho (seguir utilizador), 1 ponto , 0:42 | Quinta feira, 4 de março de 2010
É lógico que Portugal sempre sobreviveu a todos as crises, fossem elas em 1143, 1385, 1540, 1978, ou depois de 2013!
A vantagem de sermos um povo ordeiro e sofredor, é que no fundo nunca acreditámos verdadeiramente nas promessas que ao longo dos séculos os nosso governantes nos foram fazendo!
Sabemos que amiúde seremos sempre obrigados a fazer abstinência dos excessos que nos venderam!
Se há povo preparado para defender a sua Independência é o nosso, mesmo que passando fome!
Portanto, só me resta acreditar que mais gordo ou mais magro, morrerei como está previsto nas Escrituras por volta de 2050!
Depois de mim e mais alguns contemporâneos, outros virão para enxutar as moscas do nosso descontentamento!
 
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PORTUGAL NAO VAI SOBREVIVER..........NUNCA
polonia2005 (seguir utilizador), 1 ponto , 13:28 | Quinta feira, 4 de março de 2010
Caro Miguel Sousa Tavares

Este outrora Pais, hoje POCILGA, perdeu completamente o sentido de cidadania e respeito pelo proximo.
Sem principios fundamentais de EDUCACAO, CIDADANIA E INTEGRIDADE nao sera possivel construir NADA e muito menos um PAIS.
Os PORTUGUESES nao estao a ser educados desde 1974 para respeitar principios fundamentais e 35 anos depois eu posso afirmar que TENHO VERGONHA E NOJO DE TER NASCIDO EM PORTUGAL.
Por motivos profissionais tenho a felicidade de trabalhar em varios Paises do mundo e nao precisar de viver num lugar tao REPUGNANTE COMO PORTUGAL.
Nasci em 1966, sou casado e tenho um filho de 17 anos que vive em Portugal com a minha esposa por motivos escolares e de onde vai sair em breve por vontade propria devido ao estado catastrofico da sociedade Portuguesa.
Fruto do meu trabalho sou bem remunerado, pago todos os meus impostos em Portugal e nunca recebi do estado Portugues qualquer ajuda para mim ou para a minha familia, NEM QUERO.

O MEU OBJECTIVO DE VIDA E RENUNCIAR A NACIONALIDADE PORTUGUESA.

SUICIDOU-SE UMA CRIANCA DE 12 ANOS EM MIRANDELA VITIMA DO PORTUGAL INVENTADO APOS O 25 DE ABRIL.
QUEM SE PREOCUPA?
ESTA CRIANCA (HEROI)RESPONDEU-LHE CARO MIGUEL, PORTUGAL NAO TEM PRESENTE NEM FUTURO.

ESTA CRIANCA SE QUISER-MOS CORAJOSAMENTE LER O SEU ACTO, DENUNCIOU A TODOS NOS O REAL PROBLEMA DO FUTURO DE UM POVO " A FALTA DE RESPEITO PELO PROXIMO"

A ESTA CRIANCA GOSTARIA DE DIZER QUE ESTARA SEMPRE NO MEU CORACAO E NO DOS HOMENS BONS.
 
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    Re: PORTUGAL NAO VAI SOBREVIVER..........NUNCA    Ver comentário
ckage (seguir utilizador), 1 ponto , 18:35 | Quinta feira, 4 de março de 2010
    Re: PORTUGAL NAO VAI SOBREVIVER..........NUNCA    Ver comentário
polonia2005 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:40 | Quinta feira, 4 de março de 2010
    Pica-se por todos os lados    Ver comentário
ckage (seguir utilizador), 1 ponto , 14:57 | Sexta feira, 5 de março de 2010
    Re: Pica-se por todos os lados    Ver comentário
polonia2005 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:39 | Sexta feira, 5 de março de 2010
    Re: PORTUGAL NAO VAI SOBREVIVER..........NUNCA    Ver comentário
userEX113852 (seguir utilizador), 1 ponto , 20:02 | Sábado, 6 de março de 2010
Portugal sobrevivera !!!!!!!!
NORTHWIND (seguir utilizador), 1 ponto , 18:31 | Quinta feira, 4 de março de 2010
Mas temos acima de tudo REFORMAR O SISTEMA POLITCO :
ACABAR DE UMA VEZ PARA SEMPRE COM POLITICOS QUE ESCONDAM AS SUAS ASSOCIACOES SECRETAS!!!! E TODOS OS DEPUTADOS DEVEM SER ELEITOS DIRECTAMENTE E SO DEVE SER MINISTRO QUEM FOR DEPUTADO!!!!!!!!!!!
Eu pessoalmente teria muito cuidado com essa organizacao que se chama IMF ... e mais questionava a competencia dessa malta !!!!!!!!! E reparem nao sou eu que o digo !!!!!!!!

http://www.whirledbank.or...
 
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A politica é séria..
Fernando Torres (seguir utilizador), 1 ponto , 22:14 | Quinta feira, 4 de março de 2010
Pese embora a circunstância da maioria dos seus praticantes não o serem..
 
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Seria bom algum atrevimento!
1963777 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:56 | Sexta feira, 5 de março de 2010
Seria bom que o PEC trouxesse boas novidades, sejam elas resultantes de uma abordagem mais realista dos problemas por parte do Governo ou das pressões de Bruxelas, das agências de "rating" e de outros organismos internacionais. E que para animar a economia não se fique pelos investimentos públicos que apenas irão beneficiar os clientes do costume. E que para equilibrar as contas públicas se atreva a cortar em despesas "intocáveis" e não se fique pelo congelamento dos salários da função pública e mais algumas medidas avulsas. E se atreva também a aumentar as receitas, enfrentando os interesses do sector financeiro (fazendo-lhe o mesmo tipo de exigências que faz aos restantes sectores), tributando os rendimentos especulativos e melhorando os mecanismos de controle das relações viciosas que se vão estabelecendo entre o mundo empresarial e os paraísos fiscais.
 
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UM EX PAIS RICO.....
ginoportuga (seguir utilizador), 1 ponto , 17:56 | Sábado, 6 de março de 2010
AGORA UM PAIS POBRE, DE DINHEIRO, E DE GENTE, COM MENTALIDADE DE RICO, E TODOS TESOS,AGRADE;AM AO TAO FAMOSO 25 DE ABRIL, E AOS IDIOTAS QUE HOJE SAO OS HEROIS DA NA;AO FALIDA,POR TEREM RASGADO DINHEIRO E JOGADO TUDO PELA JANELA,JA AGORA JUNTEM-SE AOS PADRES DA SANTA IGREJA CATOLICA,BANDO DE ESTUPRADORES,HOJE NEM OS PADRES POEM A CARA NA JANELA PELA FIGURA QUE ESTA ORGANIZA;AO TEM VINDO A RAVELAR-SE,IGUAL A NOSSA CLASSE POLITICA,UM BANDO DE POBRES QUE NAO FAZIA IDEIA DE COMO FICAR RICO,ENTAO A POLITICA FOI A SALVA;AO DA PATRIA,VENHA A NOS O QUE E DO REINO DOS OUTROS,DOIS TIPOS DE GENTE INUTEIS,INCAPAZES E VIGARISTAS.
 
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Sobreviverá Portugal a tanta ignorância e asneira?
yourmag (seguir utilizador), 1 ponto , 21:50 | Sábado, 6 de março de 2010
Vale a pena ler e reflectir sobre a entrevista de Mário Soares ontem ao jornal público, conduzida por Teresa de Sousa.
Portugl sobreviveu, com a complacência e cumplicidade das elites a 48 anos de fascismo. Salvo as honrosas e raras excepções.
O que falta verdadeiramente, é um ideia para o país. Que país queremos ser, para além da ditadura dos números, que bastas das vezes são socialmente construídos e preconceituosamente analisados.
Um bom exemplo disso foi no programa Sinais de Fogo, quando MST abordou em segundos as diferenças de escolaridade dos rapazes e raparigas e afirmou que este fenómeno de deve ao facto decorrente do aumento dos divórcios os rapazes serem criados pelas mães e da esmagadora maioria do corpo docente ser feminino. Não ocorreu a MST investigar, ou pelo menos menos falar com alguns especialistas para tentar perceber a questão. A tese de doutoramento em sociologia de Teresa Seabra coloca uma outra questão sobre o insucesso escolar masculino, o facto do comportamento ser contabililizado como parte integrante da avaliação, e de as crianças e rapazes do sexo masculino serem mais irrequietos e indiscipinados. Também não ocorreu a MST investigar quantos pedidos de poder paternal por parte dos pais foram colocados nos tribunais antes da actual legislação da partilha conjunta. Querem mesmo os homens tomar conta dos filhos em igualdade de circunstâncias com as mulheres? Querem mudar fraldas, dar biberons, acordar de três em três horas, ir ao médico, etc....
 
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Um pormenor importante
gusfer (seguir utilizador), 1 ponto , 20:09 | Domingo, 7 de março de 2010
De acordo com as dúvidas de MST, estão bem colocadas e são mais ou menos as as dúvidas que qualquer cidadão português gostaria de ver respondidas .
Mas há quem queira trocar na cabeça dos portugueses essas dúvidas legítimas e pertinentes por outras falsas dúvidas (liberdade de expressão e controlo da comunicação social) com o propósito escondido, ao arrepio de todo o bom senso mais necessário do que nunca, com o propósito dizia eu, de ganhar protagonismo politico à custa da crucificação de um personagem muito incómodo .
Há 4 partidos políticos cuja função legítima seria a de criar imagens credíveis perante os portugueses através de propostas credíveis para a resolução dos seus problemas .
E que fazem eles ?
Tentam derrubar de modo sujo na secretaria o adversário com quem jogaram segundo as regras vigentes jogo limpo e perderam .
É isto que todos os portugueses precisam de ser alertados . As forças vivas da nação, os partidos políticos, que façam jogo limpo, que dêem aos portugueses argumentos alternativos que confrontem as legitimas medidas de quem foi legitimamente eleito para governar .
É neste campo que se joga .
Os que querem jogar outro jogo, estão a esquecer deliberadamente e com fins escuros este pormenor importante que não pode passar despercebido de todos os portugueses .
 
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