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Sobre palhaçadas

Fernando Madrinha (www.expresso.pt)
0:01 Sexta feira, 18 de dezembro de 2009

No melhor pano cai a nódoa. Maria José Nogueira Pinto, uma mulher normalmente ponderada e que gosta de deixar nas televisões as suas tiradas moralistas sobre o funcionamento das instituições e o comportamento dos respectivos titulares, declarou-se surpreendida numa reunião da Comissão Parlamentar de Saúde, porque, como disse, "nunca tinha visto um palhaço permanente de uma comissão parlamentar". O "palhaço permanente" era um seu colega deputado.

Até agora, Nogueira Pinto tinha uma sinuosa carreira política ajustada às suas conveniências particulares de cada momento, na qual avultava uma piada atrevida: a de que até o rato Mickey era capaz de ganhar a Paulo Portas a liderança do CDS. Isto numa eleição que pôs o país político às gargalhadas, visto que a autora do chiste, também candidata à chefia do CDS, nem sequer esteve à altura do rato Mickey, perdendo fragorosamente para... Paulo Portas.

Com a cena desta semana, Nogueira Pinto fez um upgrade na sua intervenção pública: passou da graçola escarninha ao insulto baixo. Agora deputada pelo PSD, tornou-se autora da agressão verbal mais directa e ofensiva de que há memória no Parlamento desde o 25 de Abril. O visado considerou quase um elogio que lhe chamassem "palhaço", mas não se coibiu de acusar a interlocutora de "se vender a qualquer preço". Isto depois de ter passado três horas e meia de debate em apartes, que foram todo o seu contributo para os trabalhos de uma comissão parlamentar, na qual um terceiro deputado também usou o termo "esquizofrénico" para qualificar colegas seus. Tudo ao nível, portanto, de um Parlamento que diariamente aposta em degradar-se um pouco mais aos olhos do país inteiro. Por vezes com a ajuda de figuras exteriores, como o próprio primeiro-ministro, que não raro também se excede mais do que devia.

Quer o "deputado da província", que, pateticamente, se considerou vítima de uma luta de classes, quer a deputada 'bem' que se presume tão inimputável como o seu interlocutor, provaram que não têm a menor consideração um pelo outro. É lá com eles. O problema é que não têm também a menor consideração pelo cargo que desempenham e isso já é connosco. Não se vê como é que eleitos que não se respeitam uns aos outros podem merecer o respeito dos eleitores.

Para os senhores deputados que não sabem comportar-se, ou que perdem o verniz quando não devem, há uma saída digna e muito simples: tenham a decência de renunciar ao mandato. Assim, não envergonharão mais os eleitores e contribuintes que lhes pagam vencimento e mordomias.

Titulares pagam factura

Quan do se anunciaram os primeiros recuos do Governo no braço-de-ferro com os professores logo se percebeu que um dos problemas seria pôr fim à avaliação anterior sem provocar novas injustiças relativas. Ao acabar com os professores-titulares, Isabel Alçada não explicou imediatamente como iria reclassificar os que tinham sido classificados nesse escalão. A nova estrutura da carreira mostra agora que são esses titulares, ou muitos deles, quem vai pagar a factura.

De facto, contra o que seria lógico - e da mais elementar justiça - muitos desses professores que, antes de Maria de Lurdes Rodrigues, já se encontravam no décimo e último escalão, descem agora para o nono por não terem mais de 34 anos de trabalho. Pelo que se vai percebendo, o tempo de profissão passa a ser o factor determinante na evolução na carreira. E muitos dos que já estavam no topo voltam agora para trás, mudando-se as regras a meio do jogo, à semelhança do que se tem feito com a idade da reforma.

Primeiro, caiu a máscara aos sindicatos: recusando qualquer tipo de quotas nos escalões superiores, demonstraram que, de facto, não querem nenhuma avaliação por mérito, mas sim uma carreira 'contínua', como lhe chamam, sem obstáculos desde o topo até à base. Agora, vem o Ministério comprar a paz nas escolas desclassificando muitos dos que, ainda há três meses, considerava dignos de uma distinção especial. Vai acabar mal.

Uma bolsa sem fundo?

O Governo manteve o compromisso de aumentar o salário mínimo, mas, para isso, teve que dar contrapartidas às empresas: menos 1% de taxa social única em 2010 e, nos casos de dívida à Segurança Social, a possibilidade de a resolver em 120 prestações suaves. Quer dizer, parte do aumento do salário mínimo acaba por ser indirectamente suportado pela Segurança Social. Para conseguir cumprir um compromisso a que as confederações patronais também se tinham obrigado no acordo de 2006, o Governo teve agora de ceder facilidades não previstas nesse acordo. Isto quando a mesma Segurança Social tem que fazer um esforço gigantesco para responder à emergência de milhares e milhares de trabalhadores sem emprego que se vêem forçados a antecipar a reforma, ainda que com prejuízos enormes relativamente às suas expectativas legítimas.

Numa altura em que as receitas do Estado diminuem em resultado da crise, não há decisão política - mesmo a decisão já acordada de dar um aumento de 25 euros em 2010 a trabalhadores com salários de miséria - que não passe por contrapartidas que agravam cada vez mais as contas públicas. A pergunta que todos nos fazemos é a de saber até quando a bolsa do Estado pode suportar tudo isto. E onde está, ou como se manifesta em tempos de crise profunda, a tão badalada responsabilidade social das empresas.

Fernando Madrinha

Texto publicado na edição do Expresso de 12 de Dezembro de 2009

 

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Sobre palhaçadas
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 19:15 | Sexta feira, 18 de dezembro de 2009
Nunca assentou que nem uma luva o chamo-te a ti primeiro antes que tu mo chames a mim. A Maria vai com todos devia estar a ver-se ao espelho, caso contrario nunca jamais tinha proferido tamanha bacorada, porque foi disso que se tratou. O episodio que já fez correr muita tinta demonstra a tenção existente na politica e por conseguinte no Parlamento e mostra o desnorte do partido que representa. Mostra também a falta de ética e de respeito pelo povo e dão um mau exemplo e prestam um mau serviço à Democracia e ao País. Tudo o que se venha a passar daqui para a frente em relação há Educação tem um culpado que dá pelo nome de PSD e Manuela F. Leite. A única atitude correcta que devia ter sido tomada era de apoio às medidas preconizadas fazendo as correcções que se impunham. Preferiram a chincana politica e as cantigas de mal dizer, na tentativa de angariar votos, mas estou convicto que foram mais os que perderam. Não mostraram ser um partido com pessoas responsaveis e sofreram as consequências. A Segurança Social será a grande dor de cabeça dos tempos mais proximos e longínquos. Mesmo com as reformas introduzidas na última Legislatura não tenho a certeza que podemos estar descansados, porque a mesma conversa já foi dita por Cavaco na época que duraria 30 anos e passados dez estava ultrapassada.
 
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sou a rosa e posso desabafar aqui senhor madrinha
Rosa Engeitada (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 16:17 | Sábado, 19 de dezembro de 2009
desculpe que eu sei que estas escritas do senhor madrinha não são para uma empregada doméstica como eu mas aquela coisa do palhaço fez-me lembrar cá em casa que o patrão está sempre com piadinhas para a patroa e são assim estás mais gorda e essas rugas que tentas esconder com cremes quase que não se notam e esses sapatos que compraste são uma porcaria já se notam os joanetes e coisas assim mas tem piada que a minha patroa nunca lhe chamou palhaço e com razão pois aquela senhora que já esteve na maternidade e naquela empresa de lotaria e em outros sítios e fico feliz porque pelo menos para ela empregos não faltam mas voltando aos palhaços a senhora não se estava a rir até pelo contrário e eu quando vou ao circo é só rir com as palhaçadas e até faço chichi nas cuecas e se calhar foi isso que sucedeu com ela e estava zangada por causa disso mas eu também não percebo os deputados é que umas vezes assobiam e batem palmas enquanto outros fazem buu buu e umas vezes fazem de espectadores e outras de palhaços e assim também eu tinha um circo e não pagava a palhaços e usava os próprios espectadores
 
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Sobre palhaçadas
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 20:00 | Sábado, 19 de dezembro de 2009

Está mal! Pois é claro que está mal!

Antes de mais nada, os deputados portugueses deviam fazer uma acção de formação intensiva junto dos seus colegas de Taiwan, um workshop com os colegas da Coreia do Sul e um brainstorming com os colegas da Tailândia.

Depois sim, teríamos um parlamento vivo, cheio de medidas enérgicas, com intervenções de peso e argumentos sólidos.

Os deputados portugueses têm de dignificar o Parlamento.

Insultos, não! Murros e pontapés é o que está a dar!
 
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Proposta
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 16:18 | Segunda feira, 21 de dezembro de 2009
Eu, rapaz prático e pouco dado a rodeios, deixo aqui (mais uma) proposta:
Como se passa a vida a dizer mal dos politicos e das politicas - muitas das vezes com razão, outras nem tanto - eu proponho que ... se deixe de falar dos politicos!! As simple as that!
É que, convenhamos, se os media lhes dessem 10% do 'tempo de antena' - mais do que justificável - que dão, eles não se pavoneavam tanto e concentravam-se mais no trabalho! E não iam tantos palhaços para a politica!!...
Afinal de contas, se as pessoas estão cada vez mais divorciadas do que eles dizem e fazem, porque diabo é que só se fala de politica na imprensa??? Não há mais país além da politica??
Há, muito mais! O país real está muito para além do que se passa na AR e em meia dúzia de restaurantes de Lisboa!!
Falemos então de Portugal e não dos politicos!...
Falemos de politica quando o tema tratado for, de facto, importante!!!
Aqui fica a sugestão!
 
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São mesmo palhaçadas...
Palorca (seguir utilizador), 1 ponto , 9:58 | Sexta feira, 18 de dezembro de 2009
Deputados que o povo não eleje,nem pode sancionar,pois aparecem nas listas por escolha das chefias dos partidos!
Estão desacreditados,mas fogem dos circulos uninominais,pois sabem que não seriam eleitos,além de que o poder distributivo do lider ficar seriamente diminuido,com as naturais consequências.
Fenprof...para mim a màscara já caiu à muito! quando se diz que um profissional é avaliado por si próprio,e não pelos resultados do seu trabalho, que é o aproveitamanto dos seus alunos tudo está mal,por mais que digam e argumentem,deveriam isso sim exigir autoridade,compendios e programas sérios.Salvo erro na Finlândia os professores passam 40/45 h por semana nas suas escolas,aqui vêm fazer circular contas de tempos que...Por isso hà bons e maus professores,boas e más escolas e grande parte da responsabilidade é dos professores digam o que disserem.No meio da desgovernação do PS,para mim o unico ministro que TENTOU fazer algo de válido foi M.L.Rodrigues.
 
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Tristes figuras e exigência de reformas!!!
costinha79 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:13 | Sexta feira, 18 de dezembro de 2009
Relativamente ao episódio entre os deputados da comissão parlamentar de saúde apenas podemos ficar perplexos e envergonhados com as atitudes lamentáveis de alguns deputados!!!

O cargo de deputado acarreta responsabilidade, seriedade, profissionalismo e ética!!!! São atributos que têm faltado a muitos deles que colocam os seus interesses pessoais à frente daqueles que os elegeram!!!! Quem fica a perder é Portugal!!!!

Relativamente à nossa Educação é claro que os professores têm de ser avaliados como toda a classe trabalhadora o deve ser para existir profissionalismo e se conseguir alcançar produtividade!!! O processo deverá ser consensual e simples evitando ao máximo a burocracia habitual!!!!

Tão importante como a avaliação dos professores deverá ser a dos alunos!!!!! As nossas escolas e a educação devem pautar-se pelo rigor, exigência e disciplina para formarmos futuras gerações capazes e devidamente formados para enfrentar o mercado de trabalho!!!! Só assim Portugal conseguirá crescer e desenvolver-se de uma forma sustentada!!!!

Por último, o caminho para a evolução positiva das contas públicas deverá passar pelo lado da despesa com medidas e reformas corajosas e sérias!!!! Exige-se a guerra ao despesismo na administração pública estatal e local!!!!
Outras reformas (Justiça, Fiscalidade, Código laboral etc...) são importantes para aumentarmos a atractividade ao investimento produtor de bens transaccionáveis para podermos crescer economicamente!!!!!!!!!
 
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O país real sem palhaços
CM84 (seguir utilizador), 1 ponto , 23:39 | Sexta feira, 18 de dezembro de 2009
Sobre o primeiro tema, considero irrelevante, porque a falta de educação cívica em tal sítio se vulgarizou. A todos os níveis. Grave foi o que se passou com a indignação do Ministro das Finanças, recusando a autorização do aumento da dívida na Madeira, enquanto o mesmo estava a ser "negociado" nas suas costas. Perde o Governo e perde o Ministro que se devia demitir. Quem não se sabe fazer respeitar...

No segundo tema, tal como na tropa, a antiguidade é um posto. Só que na tropa não chegam todos a Generais. Dentro de poucos anos, na Educação, haverá mais chefes que índios. Se ainda houver quem pague...

No terceiro, penso que o FM devia dar um "pulo" ao Norte. Visite as centenas, para não dizer milhares de fabriquetas têxteis e de calçado. São esses milhares de trabalhadores que garantem a produção de Empresas de Trading, o que permite alguma exportação. Haverá outras com média e grande dimensão, mas quem absorve mais mão-de-obra são as "micro".

Veja em que condições trabalham. Procure os "patrões" e encontrará proletários.

"... a tão badalada responsabilidade social das empresas."

  Esta frase do seu texto, desperta-me a curiosidade: fala de que Pais? A dos arruamentos enlameados que conduzem a essas milhares de micro-empresas, ou ao do TGV e auto-estradas a granel?

Infelizmente a única responsabilidade social que essas"empresas" reconhecem, é a da sobrevivência. E são a "caça" preferida das Finanças, por serem fáceis de abater. E eis o desemprego...

 
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Actividades circenses
Olá_eu_sou_a_Juju (seguir utilizador), 1 ponto , 16:20 | Domingo, 20 de dezembro de 2009
Pois eu ainda não sei, e acho que tomos deveríamos ter conhecimento, porque raio é que a MJNG chamou "entreteiner de nariz vermelho" ao dito sr. Presume-se que foi pelos "apartes" que o dito sr. foi tecendo ao longo do dia numa comissão parlamentar, onde é suposto trabalhar-se e não "apartar-se", muito embora tal tenha reconhecimento parlamentar...acho que se usa e abusa dos ditos" apartes" sabe-se lá para porquê!
 
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    Re: Actividades circenses    Ver comentário
PIANINHO (seguir utilizador), 1 ponto , 22:01 | Segunda feira, 21 de dezembro de 2009
A CRISE DE VALORES
teodora (seguir utilizador), 1 ponto , 19:35 | Domingo, 20 de dezembro de 2009
Os partidos mais conservadores sempre têm feito, de sua bandeira, a moral e os bons costumes por oposição aos sinais dos tempos que apontam outras formas de vivência em que a família tradicional perde força, em que é possível admitir como normal o casamento entre pessoas do mesmo sexo, aceitar a despenalização do aborto, etc.
Estes "donos dos bons costumes e das receitas de moral pública e privada" vão, de quando em quando, deixando estalar o verniz ou cair a máscara revelando facetas incongruentes e, por vezes, quase obscenas dessa moral que querem chamar sua.
Reconheço competências e valores a Maria José Nogueira Pinto mas essas competências e esses valores mereciam um carácter mais estável, sem estes rasgos de má-educação que são sempre inferioridade e que desprestigiam não só as instituições que serve como a pessoa que os manifesta.
 
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Mudar as regras a meio do jogo...
red scorpius (seguir utilizador), 1 ponto , 17:44 | Segunda feira, 21 de dezembro de 2009
Tem toda a razão no que diz relativamente à mudança de regras a meio do jogo.
Mas tal não sucedeu apenas com os professores, aconteceu em muitas carreiras da função pública.
Os professores são muitos, têm poder reivindicativo e tal como aconteceu nas outras carreiras houve progressões por mérito...e por outras razões.
Mas as leis são cegas e podem criar injustiças.
Gostaria de ler algo do Sr. Fernando Madrinha relativamente ao SIADAP e seus derivados...onde aí não será necessário fazer uma declaração de interesses...
 
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'tá a ver
ruiasc (seguir utilizador), 1 ponto , 12:25 | Quinta feira, 24 de dezembro de 2009
Durante os 4 anos da última legislatura o meu amigo Madrinha escreveu muito sobre as medidas tomadas pelo governo, e eu tive o grande prazer de ler (gosto de opiniões criticas com sentido), inclusive sobre a educação;

É necessário lembrar que o legado da ministra da educação Maria de Lurdes e a sua equipa não se resumem só à badalada avaliação dos docentes (muito corajosa), mas também com medidas muito importantes como as contestadas aulas de substituição, onde a atitude dos profs se confundiu com as das crianças suas alunas, o ensino do inglês a partir da pré-primária (medida com uma grande visão para o futuro), a passagem de responsabilidades para as câmaras municipais e juntas, o e-escolas e o magalhães (aqui os profs espalharam-se ao comprido), o inicio da introdução de quadros interactivos nas escolas, a activação das actividades extra curriculares com a abertura aos sábados de manhã de algumas escolas (medida em conjunto com as autarquias), entre muitas outras.

Mas enquanto isto acontecia um núcleo duro de profs estava preocupado com o seu umbigo/bolso, abafando inclusivé os que concordavam com as medidas do governo, ou será que eu estáva aver mal?

Havia outra maneira de fazer honrar o compromisso assumido em concertação social no aumento do salário minimo!??

Um Bom Natal.
 
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