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Sobre a entrevista de Paulo Rangel

Pelo meio de uma campanha animada, os sinais de convergência são um bom augúrio para dia 27.

Vasco Campilho
23:20 Quinta feira, 18 de março de 2010

Enquanto benfiquistas e sportinguistas viam a bola, eu, portista que sou, via a entrevista de Paulo Rangel. Confesso que gostei. Tirando aquelas picardias próprias de campanha - ah e tal o outro é mais complacente do que eu - notei uma coisa que poucos têm sublinhado: uma grande convergência programática de Rangel com Passos Coelho.


O ponto de proximidade mais notório será talvez o da imparcialidade dos poderes públicos. Paulo Rangel avançou com a noção de "descolonização do Estado" - ouvi-a pela primeira vez na boca do Miguel Morgado, há uns meses - que é sem dúvida um bom mote. Parece-me contudo que Rangel ainda não amadureceu suficientemente a dimensão de retirada da actividade empresarial e de reforço da capacidade técnica e reguladora que essa "descolonização" implica, e está muito focado na despartidarização da Administração Pública, o que sendo importante não constitui o território central desse combate.

A visão de um Estado árbitro e não jogador, com o que isso implica por exemplo em termos de privatizações na área do ambiente, da comunicação social, das participações não-financeiras da CGD; mas também na revisão da governance da CGD ou na eleição parlamentar das entidades reguladoras - tem sido um ponto forte do discurso de Passos Coelho já desde 2008. Mas independentemente dos enfoques distintos, sublinhe-se que em termos de valores é cada vez mais aparente que os dois candidatos estão em rota convergente. Trata-se de uma excelente notícia: o reforço da imparcialidade do Estado é uma necessidade absoluta, e é bom saber que qualquer que seja o vencedor, o PSD fará deste tema uma bandeira.

Há muita coisa a separar Passos Coelho e Paulo Rangel nesta eleição: estilo, posicionamento ideológico, estratégia política. Mas vale a pena prestar atenção ao que os une. Porque a partir de dia 27, isso será o que mais conta.

Palavras-chave  Blogues, Política, Portugal 2009
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Sobre a entrevista de Paulo Rangel
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 10:39 | Sexta feira, 19 de março de 2010
Portugal continua na cauda da Europa em todos os sentidos, ou seja no económico, ideológico e social. Já todos sabemos que foi preciso acontecer o 25 de Abril para que tudo começasse a mudar. Agora que o Mundo foi mergulhado numa crise de proporções Biblicas devido à ganância dos neoliberais, em Portugal os candidatos a Primeiro Ministro fazem disso uma bandeira. É verdade que até parece que já esqueceram os pedidos de protecção que há pouco tempo fizeram ao Estado. Não têm emenda e já estão novamente a querer deitar a mão a tudo o que cheira a lucro. O Objectivo é tornar o Estado fraco e assim mais fácil de manobrar a seu belo prazer. Já não se contentam em vender os aneis e as jóias da Coroa, mas também querem os dedos. Vai ser bonito se um dia o povo lhe der essa possibilidade. Na verdade até fala como se de um padre se trata-se, no cimo do seu pulpito lá vai convencendo alguns fiéis, que esta é a salvação da Nação.
 
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Aparelho de estado
JPCA (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 12:45 | Sexta feira, 19 de março de 2010
Confesso que para mim é penoso ouvir o Paulo Rangel, em parte pela sua figura ser desagradável mas também por não conseguir descortinar mais do que lugares comuns no seu discurso.

Analisando a história económica Portuguesa recente, saber se temos um estado que asfixia a procura privada ou uma procura privada débil que obriga à intervenção do estado é um pouco como a velha questão da galinha e do ovo.

Mas no fundo aquilo que gostaríamos de ouvir da boca de um futuro governante não passa pela atribuição de culpas mas sim de traçar caminhos que nos permitam por fim a este ciclo vicioso.

A solução de Paulo Rangel, não é solução porque se o estado diminuir a sua intervenção directa na economia não é uma classe empresarial que desde o inicio da nacionalidade tem vivido à sombra do mesmo que irá substituir o papel do estado na economia.

A verdade é que urge modernizar a classe empresarial que nunca viveu nem apoiou um verdadeiro regime liberal e uma economia de mercado, sem isso nunca conseguiremos perceber os novos caminhos.

Paulo Rangel, ou qualquer outra alternativa que queira surgir dentro do PSD, não pode continuar no eterno discurso do nós contra eles, neste caso Empresários contra Estado, tem de olhar para si mesmos e verificar aquilo que podem fazer para modificar a situação.
...
 
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Paulo Rangel
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:24 | Sexta feira, 19 de março de 2010
Não vi a entrevista, porque não posso emitir qualquer opinião àcerca da mesma.
Como preâmbulo, se o PSD vencer as próximas legislativas, não vai ter que vender os anéis nem as empresas jóias da Coroa, porque o PS se antecipou...
Posto isto e tendo em conta as opiniões expressas pelos comentadores conotados com PS, não "VOTAM" em Paulo Rangel,talvez porque ainda não se esqueceram de que o mesmo nalguns debates quinzenais levou "às cordas" José Sócrates.
Também é injusto desvalorizar uma pessoa que intelectualmente pede meças seja a quem fôr.
Eu só lamento, que ele esteja tão mal rodeado.
E isso joga contra ele, além de ter dados alguns tiros nos pés...
Segundo uma sondagem publicada no semanário o "SOL" e que teve como participantes sòmente votantes do PSD, se as eleições fôssem hoje, os resultados seriam os seguintes:
Pedro Passos Coelho.................. 51%

Paulo Rangel...............................31%

Aguiar Branco.............................. 8%
Portanto, socialistas, comecem a esfregar as mãos de contentamento...
Mas cuidado, não vos vá rebentar a castanha na boca...
Olhem que Pedro Passos Coelho e a fortíssima equipa que o apoia, como Nogueira Leite, Paulo Teixeira Pinto, Paula Teixeira da Cruz, Miguel Relvas e muitos outros, não são nenhuma "PERA DOCE" !
 
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    Re: Paulo Rangel    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:10 | Sexta feira, 19 de março de 2010
Comissão de Inquérito
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:14 | Sexta feira, 19 de março de 2010
Depois de ter ameaçado de ir indicar o nome de Manuela Ferreira Leite para ser ouvida no Comissão de Inquérito, o PS RECUOU !
Aliás, em matéria de RECUOS o PS é imbatível !
Bastaram os sindicatos baterem-lhe o pé para meter o rabinho entre as pernas.
Ainda sobre a lider do PSD, esta de imediato se prontificou a ir ao Parlamento...
O que tudo indica é que o PS, temeu que o tiro lhe saísse pela culatra...
E agora fico para saber qual a atitude de José Sócrates.
Será que se vai refugiar no que a lei lhe permite, que é o de poder responder por escrito, ou vai-se portar como o "ANIMAL FEROZ" ?
É que responder por escrito, equivale a ZERO !
Aposto dobrado contra singelo, em como não põe os pés na Comissão de Inquérito !
 
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Rangel vai ser o próximo chefe do barco inclinado
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 23:55 | Quinta feira, 18 de março de 2010
Rangel calha mesmo bem com este Psd em fim de vida. Tudo nele aponta para um lider que possa fazer a ponte com o Cds para a fusão destes dois partidos. Será bom para a Democracia que apareça alguém como ele a defender com vigor os principios que uma certa direita hipócrita e envergonhada quis esquecer. Com ele voltam as ideias há muito deixadas debaixo do tapete e isso é bom para espevitar o conjunto partidário nacional.
Tal como Moisés fez, a separação das águas é condição necessária para fazer avançar Portugal. Este Rangel tem pela frente uma tarefa muito ingrata que colide com interesses instalados no seu atual partido. Mas só há uma saída para um setor importante da sociedade portuguesa: organizar-se em termos ideológicos com vista a fazer a ruptura com arquéticos caídos em desgraça.
 
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ESPAÇO POLITICO
Figgs (seguir utilizador), 1 ponto , 12:36 | Sexta feira, 19 de março de 2010
O Sócrates " encostou " mais ainda o PS ao centro ( às vezes até com passagens pela ultra direita ). O CDS com um discurso encostado à esquerda. Que espaço resta ao PSD ??????Á diferença é feita pelas personalidades ! Essa é a razão da grande crise d PSD ( que vai continuar, pelos vistos )
 
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Estraga-prazeres das festas
Terra_maronesa (seguir utilizador), 1 ponto , 14:03 | Sexta feira, 19 de março de 2010
Ninguém gosta do papel de estraga-prazeres e menos ainda de deixar uma festa de arromba quando ela está no auge.

O momento é próprio para atirar pedras e apontar culpados, mas a verdade é que até há pouco mais de um ano atrás, durante a festa, todo o mundo desfrutava dos benefícios da “exuberância irracional”, das facilidades propiciadas pelos mercados financeiros “irresponsáveis” e pela riqueza sem dúvida fictícia produzida pelos especuladores movidos pela cobiça.

Parte do impacto da crise depende de acções e omissões do passado: quanto e como foi feita a lição de casa, qual o nível de competitividade das empresas e produtores em geral, qual a solidez do sistema financeiro e a capacidade sistêmica para absorver choques adversos. É possível listar déficits em todas as áreas que poderiam ter sido evitados. Essas condições estão dadas e não podem ser mudadas de imediato. O ideal será olhar o futuro.

Mas é preciso reconhecer que Portugal tem, hoje, condições de pelo menos tentar combater a crise com chances de sucesso – cujo impacto dependerá também da competência do governo para fazer as jogadas certas.

É bom alimentar o consumo no período das festas, mas o futuro depende da manutenção dos investimentos, públicos e privados, responsáveis pelos empregos e rendimentos que alimentam o consumo e permitem o pagamento das contas.

Num momento de incerteza, quem pode investir e estimular investimentos é o governo, cuja margem de manobra é limitada.
 
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