11/02/2012 atualizado às 23:42
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Só falta parar o TGV

O Governo finalmente percebeu: não é possível fazer mais auto-estradas (alguém dê um calmante ao dr. Jorge Coelho.

Henrique Raposo (www.expresso.pt)
9:00 Terça feira, 2 de fevereiro de 2010

1. Aleluia. Teixeira dos Santos colocou um ponto final na fúria gastadora de José Sócrates: o ministro das Finanças "cancelou" o lançamento das auto-estradas que estavam no papel. E era tão bom que Teixeira dos Santos tivesse um botão de rewind para bloquear, de igual forma, as auto-estradas que estão a ser feitas.

Governo dividido sobre o TGV


2. Em relação ao TGV, parece existir uma divisão dentro do governo. De um lado estão os fanáticos do "socratismo", liderados por Silva Pereira. Andaram tanto tempo a dizer que era necessário investimento público, que, agora, não são capazes de virar o disco. Do outro lado, encontramos Teixeira dos Santos, aquele que parece ser o verdadeiro primeiro-ministro de Portugal.

Na entrevista que deu ao Expresso, Teixeira dos Santos disse que o TGV terá de ser adaptado à nova realidade orçamental. Ou seja, Teixeira dos Santos está a dizer que é preciso escolher: se faz sentido apostar na linha Lisboa-Madrid, já não faz sentido apostar nas linhas Lisboa-Porto e Porto-Vigo.

Ontem, negando a sensatez de Teixeira dos Santos, Silva Pereira disse que o Governo vai apostar em todas as linhas. Moral da história: Teixeira dos Santos tem de meter na ordem a ala gastadora do Governo.

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Tudo isto é triste, tudo isto é fado...
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 9:25 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010

Ocasião certa para perguntar: o que seria do governo de Portugal se o PS tivesse ganho as eleições com maioria absoluta?

Desta vez o Henrique colocou o dedo na ferida: Teixeira dos Santos parece ser o verdadeiro Primeiro-Ministro de Portugal.

Pior, duvido que Sócrates possa um dia prescindir do actual Ministro das Finanças. Cada vez mais se insinua a ideia de um Sócrates refém do prestígio, influência e poder de Teixeira dos Santos.
 
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caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:22 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Cancelamentos
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:36 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Depois de tudo o que se tem dito e falado, parece-me claro que não há mais dinheiro para tudo. Parece-me também que em Portugal já há Autoestradas a mais; e creio também que o Comboio de Alta Velocidade continua a ser um problema por resolver. Façam-se então as contas, calculem-se bem as diferenças e anule-se aquilo que se deve. Pelo menos até que haja dinheiro para pagar o que, depois, se deverá também. Numa palavra, haja seriedade; haja pelo menos alguém que no Governo faz bem as contas e toma decisões que sejam certas e seguras.
 
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caprylm56 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:24 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
O Socratismo
denden (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 10:50 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
De facto o Socratismo traduz-se no maior despesismo até hoje ffeito em POrtugal, sem que qualquer benificio tivessemos visto para o País.
CHEGA
 
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Só falta parar o TGV
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:40 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
O TGV ainda nem foi construido e já há quem o queira parar. Vamos lá ver se nos entendemos. Portugal está mal economica e financeira, mas não estamos sós nesta desgraça, mas também a Espanha, a Italia, a Inglaterra, assim como todo o Mundo e Países há que estão na eminência de ír à falência. Aliás o Mundo não foi à falência, porque os Governos de todo o Mundo foram aconselhados a investir esquecendo o défice. Quem anda à chuva molha-se e só depois de passar algum tempo com sol e vento se pode secar. Há obras que não podem parar e têm de ser feitas por mais sacrifícios que tenham de ser feitos. Estão neste caso o Aeroporto e o TGV Lisboa Madrid. Se não tivermos boas infra-estruturas nunca poderemos ser competitivos e captar investimento estrangeiro. Podemos ter de adiar algumas, mas elas são necessarias para o nosso desenvolvimento e modernidade. Foi assim que Salazar deixou ouro mas tudo por fazer o povo a passar fome e o País na cauda da Europa. É bom lembrar, que não estamos a falar de campos de futebol, Centro Cultural de Belem, casa da musica, carros de combate, F16, submarinos, convento de Mafra etc.. Não duvido da sua necessidade, mas não criam mais valias, não fazem o País mais competitivo, nem o modernizam. É bom que se comece a separar as àguas do que se pode e deve fazer. É bom que a Oposição ajude a puxar a carroça e não ande a impedir que ela se mova.
 
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DGV
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 13:56 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Antes de pararem o TGV ainda têm de parar o DGV (Desemprego de Grande Velocidade).
 
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Será que o Senhor jornalista quer fazer
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 1 ponto , 9:58 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
concorrência à classe médica para "receitar" calmantes...Então porque não os receita a muitas outras pessoas e só a algumas?...
 
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A QUESTÃO ÓBVIA
arrau (seguir utilizador), 1 ponto , 10:28 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Quando ouvi ontem esta notícia na TV fiquei impressionado com a farta mas vazia argumentação do Ministro António Mendonça ao tentar justificar o cancelamento das novas concessões para auto-estradas.
A questão óbvia que se coloca é: se não há dinheiro para auto-estradas, como é que haverá dinheiro para construir e sustentar TGVs e aeroportos??
A conversa dos "financiamentos obtidos via UE" e de das "opções por infra-estruturas numa perspectiva integrada" não convencem. No final, o objectivo parece ser sempre o mesmo: encher os bolsos de alguns à custa de todos nós.
 
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Fresh Kiss (seguir utilizador), 1 ponto , 12:29 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Ainda bem
MiaAna (seguir utilizador), 1 ponto , 11:00 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Haja alguém pelo menos, sensato
 
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Momento certo para ponderar opção TGV
1963777 (seguir utilizador), 1 ponto , 11:11 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Só é pena que o bom senso de Teixeira dos Santos resulte mais de travões externos do que da existência de uma visão estratégica e sustentável do Governo para combater os problemas estruturais do país e promover o equilíbrio das contas públicas.

Em relação ao TGV, este é o momento certo para os responsáveis políticos fazerem uma análise séria e responsável do seu custo/benefício, tendo em conta as fases de construção e exploração. E, assim, ponderar a sua viabilidade face aos recursos disponíveis.
 
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A MotaEngil de Jorge Coelho
águiadois (seguir utilizador), 1 ponto , 11:25 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Jorge Coelho não precisa de calmantes.Antes de ir para a MotaEngil já tinha adjudicado a esta empresa, obras que dão até ir para a reforma.
 
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A fúria de gastar.
mamamon (seguir utilizador), 1 ponto , 11:57 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Tudo se resume em poucas palavras! Os governos de Portugal (não só este), sofrem da mesma doença, que é de gastar o que se tem e o que não se tem.
Todos querem vaidosamente apresentar obra, para depois poderem mostrar, ou melhor ostentar, que fizeram isto e aquilo e mais alguma coisa ainda, do que, os que os antecederam.
E de preferência obras de ostentação e novo-riquismo, próprio de mentes poucos esclarecidas para estabelecer as bases estruturais que garantam um desenvolvimento sustentado e duradoiro do país.
A exigência e o comedimento, são virtudes desconhecidas para aqueles que ao se alcandorarem no poder, se transformam, julgando-se as sumidades que na realidade não são, na grande maioria dos casos.
A luta pelo poder, que os obriga a ultrapassar barreiras, que muitas vezes colidem com a ética e os princípios de lisura e lealdade, são quase sempre impeditivos de uma visão mais consentânea da realidade e da capacidade de prever o futuro, substancializando-se unicamente no momento do seu exercício governativo.
Daí o despesismo infrutuoso, o desperdício, a alienação sem critério dos rendimentos da Nação, são um resultado
óbvio, e consequente desta imprópria forma de governar.

 
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Antes e depois das eleições
JJFF (seguir utilizador), 1 ponto , 12:02 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Na campanha eleitoral que precedeu a última legislatura Sócrates contrariou a necessidade de alargar a idade da reforma na FP (defendida por Santana, para equilibrar as contas da Caixa Geral de Aposentações). Quando governo, Sócrates fez exactamente o que fora defendido pelo partido derrotado nas eleições.
Na campanha eleitoral que antecedeu esta legislatura, Sócrates opôs-se às ideias de Ferreira Leite, de reduzir o investimento público, nomeadamente em auto-estradas e TGV. Agora já decidiu cancelar concursos para diversas auto-estradas e utilizando Teixeira dos Santos, vai abrindo as portas para um não ao TGV.
Conclusão: O PS vence as eleições por ter um programa eleitoral mais apetecível aos eleitores, mas o programa eleitoral do PSD, mais realista, é o executado pelo governo, saindo por isso vencedor.
 
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Melhor seria penitenciarem-se
Cisneros (seguir utilizador), 1 ponto , 12:07 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Todos os que esbanjaram o dinheiro ou fundos vindos desde a adesão à UE, deveriam fazer um exame de consciencia e penitenciarem-se das suas erradas opções.

Betão, alcatrão, formação sem qualidade, apoios a fundo perdido ao que nunca se perdeu,etc.

Se ao menos o dinheiro aplicado tivesse ficado por cá , reproduzido em outros benefícios!

Agora a crise que foi cá "alavancada" com estes e outros empurrões - obriga o pôvo a penar e a pagar o que para nada contribuiu, decidiu ou omitiu.

O resultado está ai: Cancelamento de obras públicas, desemprego, salários reais, o poder de compra a baixar e o endividamento das famílias a subir, paralização da actividade industrial e comercial -não há dinheiro para gastos - e se alguem o tem poupado -tem medo de o gastar... Isto vai ser uma sangria desatada para quem menos tem e pode...

Privatizações da ANA -que é rentável!!! Para beneficiar quem?

Quem lucrou e beneficiou vai continuar a dormir descansado... Os trabalhadores e a classe média é que nem por isso... Um Xamax grátis para a Desgraça, tipo condon, para os pacientes habituais - porque aos que contribuiram para a crise a travesseira ou almofada é suficiente... Será?
 
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Não há "guito"
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 12:22 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
não há palhaço... azar...
 
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    Re: Não há    Ver comentário
éofimdapicada (seguir utilizador), 1 ponto , 15:14 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
    Re: Não há    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 15:51 | Sexta feira, 5 de fevereiro de 2010
Bom senso
JCCC (seguir utilizador), 1 ponto , 14:09 | Terça feira, 2 de fevereiro de 2010
Finalmente começa a aparecer algum bom senso governativo.

O regabofe das obras públicas tem de acabar.
Pelo menos da forma como tem sido conduzido e, acima de tudo, permitido.

Não se pode admitir que uma obra seja adjudicada essencialmente pelo custo inferior aos outros concorrentes e depois a mesma seja "acertada" (sempre para cima) quando ainda nem começou.

Essa impunidade simplesmente tem de acabar.
Haja rigor e profissionalismo, começando pela elaboração do concurso e consequente candidatura.

Felizmente vejo alguns sinais de que começa a haver alguma exigência nesse sentido, principalmente por parte do Tribunal de Contas.
Já não era sem tempo!

Se a UE nos impõe a norma de que os fundos destinados ao TGV terão de ser utilizados para esse fim, então que se faça, sob pena de o adiamento ser irreversível.

Faça-se obra, mas com respeito e rigor com os nossos dinheiros.
 
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