A Europa jamais sobreviverá se não adoptar medidas neo-proteccionistas que atenuem a competição desigual que trava com as grandes potências emergentes, que suportam o seu desenvolvimento económico numa violação sistemática de Direitos.
Nas últimas décadas os Europeus habituaram-se a viver numa sociedade "de bem-estar" em que os diversos Sistemas de Segurança Social, melhor ou pior, asseguram um conforto, que apesar de nunca satisfazer, quando comparado com o resto do mundo é francamente positivo.
Esta realidade está contudo cada vez mais comprometida com a aposta na livre circulação de bens com países que não respeitam os Direitos Humanos.
Apesar desta aposta resultar a curto prazo porque os cidadãos dispõem de produtos cada vez mais baratos e as grandes multinacionais tem acesso a mercados de grande escala não estamos perante uma solução a médio prazo, uma vez que produzir na velha Europa é cada vez mais um desafio árduo.
As justas obrigações sociais, os indispensáveis regulamentos e os necessários impostos fazem aumentar os custos e são atentamente vigiados pelo Estado que pune, e bem, os infractores internos, com vista a assegurar uma concorrência "leal".
Em simultâneo, o mesmo Estado autoriza a entrada no espaço Europeu de bens produzidos em condições miseráveis com a argumentação que a longo prazo a evolução da economia mundial permitirá uma consciência social que aumentará a qualidade de vida dos cidadãos.
É assim inevitável a médio prazo a destruição do tecido produtivo Europeu ou a sua transferência para países terceiros, uma vez que a redução das margens de lucro tem limites, que ultrapassados não compensam o esforço da produção.
A Europa experimenta assim a "maravilhosa" utopia "Os ricos que paguem a crise", i.e. todos Europeus que suportem o desenvolvimento, uma vez que para o padrão Chinês ou Indiano, em que se recebe menos de um dólar por dia de trabalho, não existe Europeu pobre, nem mesmo os pensionistas e os nossos concidadãos que recebem o Rendimento Social de Inserção.
Para evitar este "descalabro" só existem dois caminhos: ou a imposição de regras proteccionistas semelhantes a todas as empresas que querem operar na Europa (que produzam interna ou externamente), ou abandonar de todo o nosso modo de vida.