O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Sul sustentou que o naufrágio que hoje vitimou mortalmente um pescador na Costa da Caparica poderia ter sido evitado existissem apoios atribuídos devido ao mau tempo.
Lídio Galinho disse à Lusa que a embarcação de pesca costeira, "que não teria mais de nove metros, se fez ao mar numa situação de perigo porque a necessidade falou mais alto".
O presidente da delegação do Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Sul na Costa de Caparica explicou que "a lei que regulamenta as condições em que os pescadores podem pedir apoios ao Governo por terem sido impedidos de trabalhar devido ao mau tempo exige que a barra esteja fechada durante um mínimo de dez dias".
Regras definidas em termos nacionais
Por outro lado, "as regras para que a barra feche são definidas em termos nacionais", acrescentou.
Para o sindicalista, esta medida "não faz sentido porque os portos são diferentes e as barras também".
"Ou seja - continuou - muitas vezes, embora o perigo seja imenso, a barra não fecha e os pescadores não têm outro remédio que não seja fazerem-se ao mar porque não têm como pedir ajuda e por conseguinte não terão o que comer".
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
O Expresso apoia e vai adoptar o novo Acordo Ortográfico. Do nosso ponto de vista, as novas normas não afectam - antes contribuem - para a clarificação da língua portuguesa.
Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
Pedimos, pois, a compreensão dos nossos leitores.