13/02/2012 atualizado às 16:38
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Sigilo bancário: PSD acusa Governo de violar Constituição

O PSD sustentou hoje que a proposta do Governo que penaliza o enriquecimento injustificado, no mínimo, viola o artigo 32º da Constituição porque inverte o ónus da prova, contrariando "a presunção de inocência".

13:02 Sexta feira, 17 de abril de 2009

Em conferência de imprensa, na Assembleia da República , o líder parlamentar do PSD voltou a acusar o Governo de fazer "um bárbaro ataque ao Estado de Direito" ao propor que a administração fiscal penalize com uma taxa de 60 por cento os contribuintes que apresentem de forma considerada injustificada um enriquecimento patrimonial superior a 100 mil euros.

"Se há coisa que o Governo já admitiu, está no comunicado do Conselho de Ministros, é que o contribuinte pode eximir-se da taxa agravada justificando os rendimentos obtidos", apontou Paulo Rangel.

"Quem é que tem de provar como é que obteve os rendimentos? É o contribuinte, portanto aqui há a inversão do ónus da prova", acrescentou.

De acordo com Paulo Rangel, a proposta do Governo aprovada na generalidade em Conselho de Ministros é por isso "inconstitucional" mesmo que se considere que não cria "um crime fora do Direito Penal", como entende o PSD .

"Mesmo que considerássemos que não era um crime, que era apenas uma sanção fiscal, uma espécie de contra-ordenação agravada, mesmo assim viola o artigo 32º número 10 da Constituição , que diz que nos processos de contra-ordenação, bem como em quaisquer processos sancionatórios, são assegurados ao arguido os direitos de audiência e defesa, entre eles a presunção de inocência", sustentou.

Segundo o líder parlamentar do PSD , a proposta do executivo não é comparável às sanções actualmente aplicadas pela administração fiscal: "Essas são sanções administrativas, mas são sanções que estão sujeitas a mecanismos de garantia e esta não está".

Paulo Rangel sublinhou que o PSD é favorável ao "levantamento do sigilo bancário pelo director-geral dos impostos, estritamente para combate à fraude e à evasão fiscal" e apresentou um projecto de lei nesse sentido em 2006, rejeitado pelo PS.

"Estou de acordo que se levante o sigilo bancário, não estou de acordo que se aplique uma sanção. O que estaria de acordo é que se abrisse um processo criminal - o que não implica que não se liquidasse o imposto que se tem que liquidar, mas é o imposto segundo as regras normais, não é a pena fiscal agravada", disse.

O líder parlamentar contestou a ideia defendida pelo ministro das Finanças de que o PSD chegou tarde ao combate ao enriquecimento ilícito: "Teixeira dos Santos está mal informado. A proposta do PSD que criminaliza o enriquecimento ilícito é de 2006 e foi rejeitada pela maioria socialista".

"Há uma coisa que é certa: sempre nos preocupámos mais do que ele. Até nos podemos ter preocupado tarde, mas, pelo menos, acordámos mais cedo do que ele", considerou.

Paulo Rangel adiantou que o PSD vai reapresentar o projecto de 2006 "com algumas rectificações, vai ser acrescentado um número em que se esclarece exactamente quais são as responsabilidades do Ministério Público (MP) em termos de prova, reafirmando o princípio de que cabe a prova ao MP de que não houve meio lícito" para o enriquecimento.

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Criminalização já...
Nanquim (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 18:37 | Sexta feira, 17 de abril de 2009
Enriquecimento injustificado só pode ter origem em actos iícitos.
E os actos que estão na génese desse enriquecimento são ilícitos, a consequência que devia ser imposta seria de origem penal.
Mas o que vemos os deputados do PS fazer? Em vez de penalização eles abençoam o pervaricadores, da mesma forma que a igreja abençoa os pecadores.
Portanto o que é proposto pelo PS, é um perdão mediante o pagamento de uma taxa,da mesma forma que a igreja aplicava o dízimo.
Sem dúvida que a medida é inteligente e se enquadra no objectivo de melhorar a competitividade do fisco português (tal como o governo referiu a semana passada a propósito das mensagens da resituição do IRS). Aqui sim... institui-se uma medida diferencial em relação aos países europeus. eheheheheh
Até já posso imaginar o spot publicitário que o PS ia desenvolver, nos restantes países da europa: "O fisco português é o que lava mais branco. Se o seu dinheiro é de origem ilegal, compre bens em portugal e mediante o pagamento de uma simples taxa quando vender esses bens o seu dinheiro estará limpinho".
Felizmente parece que alguém na AR está acordado, ou talvez seja a influência do trabalho desenvolvido com Lucas Pires anos atrás, o que é certo é que o trabalho de Paulo Rangel tem qualidade... pena que o queiram empurrar para Bruxelas.
Com efeito, o enriquecimento injustificado (e ílicito), se provém de actos púniveis por lei (por que outro motivo pode não ter justificação?) não deve ser taxado mas sim apreendido da mesma forma que são apreendidos os bens que se prove terem sido adquiridos com o tráfico de drogas.
Tem portanto todo o sentido o que ele afirma. No caso de o fisco detectar um caso destes, devia comunicar ao ministério público, dar origem a um processo judicial, mas para isso seria preciso a criminilalização do enriquecimento ilícito, tal como o PSD propôs em 2006.
Só desta forma, se dará um sinal inequivoco de que a sociedade reprova esta forma de enriquecer.
E o ignorante do ministro das finanças ainda vem dizer que o PSD chegou tarde ao combate á fraude e á evasão fiscal como se o enriquecimento injustificado se resumisse a isso.
 
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Pedra ou pau
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 18:22 | Sexta feira, 17 de abril de 2009
Jogo de palavras para que leigo não entenda. Sendo assim parolo olha para tudo como boi para palacio. Para melhor entendimento e para não ficarem duvidas é melhor resolver a contenda ou à pedrada ou à paulada. Foi assim na I Républica e pelomenos acabavam as duvidas. Todos ficavam a saber quem tinha razão,ou melhor quem tinha vencido a contenda. Com tudo isto já ninguém sabe quem quer o quê. Quando um diz pau o outro diz pedra. Fazem-me lembrar um casal desavindo,mas no fundo continuam a amar-se é só para chatear e o pagode vai nessa.
 
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“As mil e uma maneiras de intrujar um povo lorpa”
Mamaevovo (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 7:58 | Sábado, 18 de abril de 2009
«O Governo aprovou hoje, na generalidade, para consultas, uma Proposta de Lei que contempla um regime de tributação agravada, a uma taxa de 60%, do enriquecimento patrimonial injustificado, de valor superior a 100 mil euros, sem correspondência com os rendimentos constantes das declarações fiscais.»

Isto é o resumo que é feito pelo governo, da resolução do último conselho de ministros.

1º Como é que um director de finanças obtém a informação de que uma determinada pessoa tem na sua conta bancária um enriquecimento patrimonial superior a 100 mil euros? Só pode ter essa informação se tiver acesso e cruzar dados de TODAS as contas bancárias.

2º Se há um crime de enriquecimento ilícito, o único problema é não ter pago impostos?

3º Se um corrupto receber uma casa por troca de favores ilegais, paga o IMI e está tudo legal?

Convém alertar todos os corruptos:
Recebam só "em espécie" e a "massa" metam-na debaixo do colchão ou depositem-na num banco estrangeiro!
Mais uma maneira de atirar poeira para os olhos do Zé Pagante, sugiro ao governo que escreva um livro que por titulo pode ter este:
“As mil e uma maneiras de intrujar um povo lorpa”!
 
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Quem diria?
Portugal Real (seguir utilizador), 1 ponto , 13:46 | Sexta feira, 17 de abril de 2009
Afinal, o "baixote e gordo" (como depreciativamente muitos se apressaram a rotular PR) está a surpreender... pelo menos aqueles que vão para as eleições de espírito aberto, sem preconceitos ideológicos, sociais ou pessoais.
 
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    Quem diria que o PSD tem 2 posições sobre isto?    Ver comentário
ratajana (seguir utilizador), 1 ponto , 15:46 | Sexta feira, 17 de abril de 2009
    Ele há Paulinhos Rangeis a pontapé!    Ver comentário
Humesmo (seguir utilizador), 1 ponto , 18:16 | Sexta feira, 17 de abril de 2009
Inversão do ónus da prova - contradições do PSD
ratajana (seguir utilizador), 1 ponto , 15:41 | Sexta feira, 17 de abril de 2009
A inversão do ónus da prova! Esse foi exactamente o argumento do PS para vetar a lei do enriquecimento ilícito proposta pelo BE e pelo PSD! Então qual a posição do PSD? São as velhas contradições do bloco central a virem mais uma vez ao de cima...
E qual o problema do PSD quanto ao levantamento do sigilo bancário? De que tem medo o psd? Se a lei tivesse mais anos, provavelmente os desvios de isaltino, avelino, felgueiras... tinham sido detectados desde logo, e não corriam o risco de prescrever...
 
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    Re: Inversão do ónus da prova - contradições do PS    Ver comentário
Portugal Real (seguir utilizador), 1 ponto , 0:27 | Sábado, 18 de abril de 2009
    Re: Inversão do ónus da prova - contradições do PS    Ver comentário
felicidade (seguir utilizador), 1 ponto , 11:50 | Sábado, 18 de abril de 2009
É só rir..
Fernando Torres (seguir utilizador), 1 ponto , 10:02 | Sábado, 18 de abril de 2009
Ou seja..o Estado taxará 60% do enriquecimento injustificado..e o que é enriquecimento injustificado ?..

Como o dinheiro não nasce nas arvores..e nem preciso de ser engenheiro agrónomo para saber disso (já abanei mais arvores que alguns doutorados)..o enriquecimento injustificado só poderá ser um eufemismo para enriquecimento ilicito..e aqui é que a porca torce o rabo..

Por um lado qualquer um que tenha enriquecido ilegitimamente ao ser apanhado e intimado a pagar 60% sobre os proveitos ilegitimos estará a colocar o Estado na condição de cumplice..ou será o Estado que se está a querer associar á distribuição dos proveitos reclamando para si a parte de leão ?..

Por outro lado imaginemos que o arrecadatário desses proventos adquiridos ilegitimamente..após pagar os tais 60%.. ainda se vê perante um tribunal para responder pelo ilicito sobre o qual já pagou impostos..o tribunal não deveria considerar o Estado como infractor accessorio ?..afinal auferiu ou obteve receita por via de um ilicito cometido por alguem a montante tendo Estado associado a este a juzante apenas pra lhe sacar 60% da maquia..

Eu já tinha a ideia que o Estado é dirigido por uma "Associação Criminosa"..com a minha ressalva e competente apresentação de desculpas aos que ganham honestamente a vida recorrendo ao roubo e outras formas de ilicito..nunca tinha imaginado é o Estado querer associar-se a estes ultimos conferindo-lhes assim uma certa (pra não dizer plena) legalidade..

Resumindo..afinal roubar..trafulhar..vigarizar..etc..vai passar a ser legal desde que se entregue ao Estado 60% da receita..claro que o Estado (como pessoa de bem) apenas actua como sócio na repartição dos ganhos..o trabalho esse fica por inteiro para o agente..á semelhança do que há muito acontece com os agentes economicos..

É só rir...conheço muitas anedotas..mas este governo supera-as todas..
 
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simples demais
dedalo11 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:33 | Sábado, 18 de abril de 2009
O status alterou-se: as moscas fazem questão de não mudar, o que vai realmente mudando é a m... Deve ser para que se mantenha fresca e cheirosa, porque mais atractiva. Se esses adultos se comportam assim, em questões tão sérias como os cuidados a ter com quem nos rouba, como conseguem depois criar a delinquência juvenil. O pessoal está apenas a imitar os mais velhos, sobretudo os mediáticos. Se o D. António (o Prior do Crato), voltasse... e trouxesse o Marquês (do Pombal), e mais umas quantas figuras emblemáticas deste País, a coisa endireitava!
 
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