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Sexo: Quando elas não conseguem

Nem todas as mulheres têm desejo, excitação, penetração e orgasmo. Mas há quem leve anos a pedir ajuda. As causas podem ir dos traumas psicológicos mais complicados ao simples uso da pílula. Clique para visitar o canal Life & Style.

Paula Cosme Pinto e Carolina Reis (www.expresso.pt)
8:28 Domingo, 10 de janeiro de 2010

Ainda ele só se estava a aproximar e eu já sentia dor. As minhas pernas fechavam-se como uma tesoura. "O cenário dramático" repetiu-se durante mais de doze anos sempre que Rita tentava ter relações sexuais. Agora, com 34 anos conseguiu, pela primeira vez, ir até ao fim na penetração vaginal. O prazer, esse "há-de chegar" com o tempo: "Nunca um corpo estranho tinha entrado no meu, ainda me estou a habituar."

Pôr um tampão ou fazer um exame ginecológico pode ser uma 'tortura' para mulheres que sofrem do mesmo problema de Rita: o vaginismo. Embora não seja a mais comum, a contracção involuntária dos músculos da vagina pertence ao leque de disfunções sexuais femininas que levam mulheres de todas as idades e orientações sexuais a procurar ajuda. Na maioria das vezes, ao fim de anos sofrimento em segredo.

"Ninguém ia entender. Era vergonhoso de mais para mim". Por isso mesmo, nunca em cinco anos do seu primeiro casamento Rita contou sequer a uma amiga o que se passava dentro das quatro paredes do seu quarto. "Eu sentia desejo, tentávamos de vez em quando, tínhamos carícias, fazíamos sexo oral, chegava a atingir o orgasmo, mas como ele não pedia mais, acabámos por fazer disto um tema tabu e acomodámo-nos à situação." Situação essa que acabou por resultar no fim inevitável da relação.

Procurar ajuda

O problema apenas ganhou nome quando conheceu o actual companheiro que, após algumas tentativas frustradas de relações sexuais, foi em busca de respostas à Internet. A informação "era pouca", mas foi o suficiente para dar o passo de finalmente procurar ajuda. "Ele disse-me que estava do meu lado e que juntos íamos ultrapassar o problema. Acabei por ir a uma ginecologista que me aconselhou um psicólogo. Só aí percebi que não era anormal e que havia solução."

A solução chegou pouco a pouco, ao longo de quase um ano de terapia. Primeiro identificou-se o momento de associação de dor à penetração, que no caso de Rita aconteceu quando foi vítima de abuso sexual aos treze anos. Depois de aprender técnicas de relaxamento para controlar a ansiedade, Rita e o companheiro começaram a fazer pequenos exercícios juntos. Actualmente já consegue consumar a penetração do pénis e não tem dúvida: a sua vida mudou. "Não me sentia uma mulher a 100 por cento. Chegava a evitar gestos de carinho, antecipando que poderia haver sexo a seguir. Hoje já sou eu que quero. Não vou perder mais tempo da minha vida".

"Mulheres abusadas, violadas ou com primeiras experiências sexuais negativas têm mais probabilidades de desenvolverem dificuldades sexuais", explica a psicóloga Erika Morbeck. No entanto, uma educação rígida, religiosa ou com informação deturpada sobre a sexualidade também são origens comuns da disfunção sexual.

É o caso de Joana para quem a palavra 'culpa' sempre esteve presente cada vez que tentava ter relações com o namorado. "Comecei a namorar muito nova, tinha 12 anos, e os meus pais não achavam piada. Como sempre quis ser a filha perfeita fui criando a ideia de que era errado. Eu própria tinha vergonha de andar de mão dada com ele na rua."

Aos 16, quando achou que era "aceitável" ter relações sexuais, tentou e não conseguiu. "Para mim eu não tinha sequer um buraco. Doía-me e eu afastava-o. Achei que era um problema físico. Quando a ginecologista me disse que eu era normal, não fiquei propriamente feliz, preferia que fosse uma coisa que não dependesse de mim." Tal como Rita, a limitação sexual foi sendo contornada. "Fazíamos tudo o resto normalmente, tínhamos excitação, orgasmo, mas estava sempre presente aquela frustração de saber que havia mais e que eu não conseguia". A resolução chegou aos 22 anos, quando uma amiga lhe marcou uma consulta psicológica. "Entrei no consultório a achar que não tinha cura." Poucos meses depois a penetração vaginal já era uma realidade. "Até chorei de alegria. Sabia que o meu namorado ia fartar-se um dia e que eu nunca poderia vir a ter uma relação estável", desabafa Joana que, acima de tudo, ultrapassou um dos seus maiores receios: não poder um dia engravidar.

Cada caso é um caso

"As terapias podem durar semanas, meses ou anos. Cada mulher é um caso", explica Pedro Freitas, sexologista clínico do Instituto Luso-Americano de Sexologia. Entre causas orgânicas e psicológicas, as disfunções sexuais femininas podem ser primárias ou secundárias, centrando-se nas alterações do desejo, da excitação e do orgasmo, muitas vezes ainda associadas às perturbações da dor sexual. "O mais comum é haver disfunções múltiplas: por exemplo, em casos graves de falta de desejo, a mulher não se excita, não lubrifica e dificilmente chegará ao orgasmo".

Quando falta o desejo. Ambos os especialistas dizem que não se sabe ao certo quantas mulheres sofrem de disfunção sexual em Portugal. "Os estudos que são feitos têm todos muito mérito mas também valores muito díspares. Toda a gente mente sobre a sua sexualidade, mesmo em inquéritos anónimos." Contudo, a maioria dos casos que passam tanto pelo consultório de Pedro Freitas como de Erika Morbeck, são de desejo sexual hipoactivo - vulgarmente conhecido por falta de desejo - e anorgasmia, não conseguir atingir o orgasmo. Mais do que traumas psicológicos, as causas são muitas vezes orgânicas, relacionadas com coisas tão banais como a gravidez e a menopausa, o uso de alguns medicamentos ou, até mesmo, contraceptivos hormonais.

Foi o caso de Matilde, que aos 28 anos perdeu o desejo sexual, na sequência de um tratamento para o acne. "A medicação provocava-me candidíase recorrente, o que me levava a não lubrificar, sentir dor durante o acto sexual e, consequentemente, a evitar ter sexo. Ao mesmo tempo comecei também a tomar a pílula e os meus níveis de testosterona ficaram muito baixos."

Embora numa relação de apenas cinco meses, Matilde deu por si a passar semanas sem sequer pensar em sexo. "Sentia-me frustrada porque antes era capaz de passar um dia inteiro a ter relações sexuais ou a magicar coisas e agora se ele não me falasse eu nem me lembrava." Até mesmo a capacidade de ter sonhos eróticos perdeu. Ao fim de dois anos de pouco sexo, incentivada pelo companheiro, pediu ajuda. Aconselhada por um sexólogo parou de tomar a pílula, passou a usar adesivos de compensação hormonal e dois meses depois a vontade voltou, timidamente, a aparecer.

Sejam elas causas orgânicas ou psicológicas, "é muito doloroso assumir que se tem um problema sexual", reforça Pedro Freitas. "As pessoas enganam-se a elas próprias. É frequente começarmos a ter a verdade da situação só à segunda ou à terceira consulta". O sexologista clínico lembra ainda que a falta de desejo pode também ser situacional, ou seja, referente apenas ao parceiro, pelo que nas consultas devem ser analisados todos os ângulos, inclusive a dinâmica do casal.

O peso cultural

"Ainda há muito de cultural nisto. Há mulheres que conseguem ter interacção sexual durante anos sem desejo e, por mais chocante que seja, ainda se ouvem frases como 'tenho de fazer o sacrifício senão ele deixa-me'". Contudo, o especialista mantém a esperança de que as gerações mais novas estejam mais dispostas a apoiar as parceiras. "Sem uma boa colaboração do parceiro é difícil ter um progresso tão eficaz e rápido. Os mais novos são óptimos nisso, estão quase sempre disponíveis." Erika Morbeck corrobora.

Quer nos exercícios práticos como no lado emocional, tanto Rita, como Joana e Matilde contaram com o apoio incondicional das suas caras metades. "Ele dizia que ficava feliz só de ver que eu tentava", conta Rita, cujo companheiro deu o passo de viver a dois antes de o problema estar ultrapassado. "Se estivesse sozinha ainda não estaria curada, tenho noção disso". Além da "pesada sombra do factor vergonha", pela cabeça de todas passou a palavra 'infidelidade', mas a confiança nos parceiros falou mais alto. "Eu ia ficar muito triste, mas no fundo não me sentia no direito de achar que ele tinha feito a pior coisa do mundo", salienta Joana. "Ninguém é de ferro e isto aniquila a vida a dois".

Embora as mulheres continuem a "ser mais rápidas do que os homens a assumir que têm um problema e a pedir ajuda", Pedro Freitas deixa claro: "Há quem não consiga perceber que não ter desejo pode ser uma disfunção sexual. Ou que ter dificuldade em lubrificar ou a atingir um orgasmo é um sinal de que algo não está bem. Falamos de saúde. Se fosse um problema no estômago, também receavam procurar um médico?".

(Nota: Os nomes nesta reportagem são fictícios a pedido das testemunhas.)


O QUE É?

A disfunção sexual feminina é uma condição que impede a satisfação no acto sexual. É o equivalente à disfunção eréctil masculina.

TIPOS
Primária: que sempre existiu no padrão sexual.
Secundária: alteração de comportamento após a existência de um ciclo de resposta sexual normal.
Anorgasmia: dificuldade persistente em atingir o orgasmo.
Dispareunia: sentir dor durante a relação sexual.
Vaginismo: contracção involuntária da musculatura do terço externo da vagina, impedindo a penetração.
Desejo hipoactivo: falta de desejo sexual.

(Texto publicado na Revista Única do Expresso de 9 de Janeiro de 2010)

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And now, something completely diferent!
NãoHáInocentes (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 11:44 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
Registei-me neste site há uns meses. Cheguei aos 88 pontos em pouco tempo - o que é irrelevante a não ser para efeitos de argumentação - dos quais nunca mais passei porque me retiram pontos todos os dias. Em menos tempo ainda, o Expresso deixou de mandar avisos de respostas a comentários, avisos de comentários de moderadores que eu seguia, newsletters e a me atribuir pontos de moderação. Enquanto foi possível, muitos comentários meus foram pontuados negativamente. A partir do momento que deixou de ser possível, começaram a ser riscados do mapa porque alguém os reportava abusivos.
Ultimamente, depois de me reportarem abusivos uns comentários em que, pelo absurdo ou pelo ridículo, me insurgia contra determinadas situações, começo a me sentir, eu próprio, abusado.
Por conseguinte, para felicidade dos meus poucos colegas de site que me censuram, e para aliviar o Expresso da tarefa de me ignorar e não me deixar passar dos mesmos pontos há meses, vou-me embora. A bem dizer, comentar notícias de jornais é um exercício de tédio puro. E a depressão está-me a passar, obrigado.
PS: A circunstância de me despedir de todos vós neste artigo tem duas razões: a primeira é a de que são as colegas mulheres que mais me detestam; a segunda é a de que é um artigo que vai ser muito lido.
PSS: Para a Direcção do Expresso: perderam um leitor. As vossas práticas não têm nada a ver com o que dizem ser as vossas referências éticas...
 
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    Re: Há inocentes    Ver comentário
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 15:52 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
    Re: And now, something completely diferent!    Ver comentário
Kinikós (seguir utilizador), 2 pontos , 16:02 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
    Re: And now, something completely diferent!    Ver comentário
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 21:26 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
    Re: And now, something completely diferent!    Ver comentário
António Da Rocha (seguir utilizador), 2 pontos , 1:20 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
    Re: And now, something completely diferent!    Ver comentário
S THUNDERS (seguir utilizador), 1 ponto , 12:16 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
    Re: And now, something completely diferent!    Ver comentário
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 12:28 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
    Eis a Solução para Qualquer Problema!...    Ver comentário
Barros.Rosa (seguir utilizador), 1 ponto , 15:25 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
    "é um exercício de tédio puro"...    Ver comentário
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 16:25 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
    Re: And now, something completely diferent!    Ver comentário
Terra_maronesa (seguir utilizador), 1 ponto , 16:52 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
    Re: And now, something completely diferent!    Ver comentário
roze (seguir utilizador), 1 ponto , 18:31 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
    Re: And now, something completely diferent!    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 19:06 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
    Re: And now, something completely diferent!    Ver comentário
Salazarista (seguir utilizador), 1 ponto , 19:15 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
    Re: And now, something completely diferent!    Ver comentário
sara09 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:54 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
    Re: And now, something completely diferent!    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 16:54 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
    Re: And now, something completely diferent!    Ver comentário
sara09 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:10 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
    Re: And now, something completely diferent!    Ver comentário
RedMind (seguir utilizador), 1 ponto , 23:49 | Terça feira, 19 de janeiro de 2010
    Re: And now, something completely diferent!    Ver comentário
LuisR (seguir utilizador), 1 ponto , 11:15 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
Uma mancha no artigo
Miranda07 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 13:27 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
Acho que o artigo está bem feito e pode ajudar algumas pessoas. Acho particularmente importante que se mostre às pessoas que sofrem de disfunções sexuais que há recursos importantes que podem ajudar muito. Entre outros, o problema do vaginismo parece estar bem estudado e não serão poucas as pessoas que aqui poderão encontrar um estímulo para consultar um médico, caso precisem. Mas tenho uma objecção quanto a algo que se diz em passagens como as seguintes: "Mulheres abusadas, violadas ou com primeiras experiências sexuais negativas têm mais probabilidades de desenvolverem dificuldades sexuais", explica a psicóloga Erika Morbeck. No entanto, uma educação rígida, religiosa ou com informação deturpada sobre a sexualidade também são origens comuns da disfunção sexual." E a minha objecção, que enfatizo, é a seguinte: pessoalmente acho muito abusivo, nada deontológico e merecedora de sério confronto a ideia acima transmitida de que uma educação religiosa está entre as origens comuns da disfunção sexual. De facto, se a afirmação foi feita assim pela psicólogo, eu aproveito para alertar contra o grave perigo que esta pessoa representa para o público em geral, especialmente mulheres; se a afirmação é do/a jornalista, recomendo um pouco mais de cuidado e de atenção. A afirmação é grave e merece ser refutada. Possivelmente, ela é feita a partir da mera ignorância; mas pode muito bem ser que o seja a partir da má-fé, o que, neste caso, é bem mais grave. Lamento, pois, esta mancha.
 
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    Re: Uma mancha no artigo    Ver comentário
golf (seguir utilizador), 2 pontos , 18:47 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
    Re: Uma mancha no artigo    Ver comentário
Miranda07 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:27 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
Cúpulas e minaretes
CondestavelXXI (seguir utilizador), 3 pontos (Divertido), 16:32 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
Depois de um bom minarete não há mulher que resista a uma cúpula.
Esta é a melhor solução que conheço para resolver qualquer conflito religioso, psicológico ou sexual das mulheres.
 
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    Re: Cúpulas, cópulas e minaretes    Ver comentário
brit55 (seguir utilizador), 2 pontos , 16:57 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
    Re: Cúpulas e minaretes    Ver comentário
c956 (seguir utilizador), 1 ponto , 19:02 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
    Re: Cúpulas e minaretes    Ver comentário
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 21:51 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
    Re: Cúpulas e minaretes    Ver comentário
lavrador velho (seguir utilizador), 1 ponto , 18:55 | Quarta feira, 20 de janeiro de 2010
    Re: Cúpulas e minaretes    Ver comentário
Anthos (seguir utilizador), 1 ponto , 20:06 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
    Re: Cúpulas e minaretes    Ver comentário
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 20:28 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
    Re: Cúpulas e minaretes    Ver comentário
Anthos (seguir utilizador), 1 ponto , 20:29 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
Alguns pontos nos is
Kinikós (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 20:26 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
Estou de acordo com um comentador que atrás combateu o que também me parece ser hoje um chavão entre muitos psicólogos e psiquiatras: a educação religiosa como origem de traumas sexuais.
Antes, eram os padres que tinham "palavra de verdade". Felizmente, em parte já a perderam. Hoje são os psicólogos e psiquiatras que são tidos como donos da alma e possuidores da verdade absoluta quando todos sabemos que, na maioria das situações, os doentes saem como chegaram isto se não saírem piores ou, como ainda aconteceu recentemente aqui no Porto, violados.
Não quero menosprezar estes profissionais mas, bastantes deles foram depressa demais promovidos a “novos feiticeiros” da cidade e pouco mais fazem do que extorquir pesados euros e pôr os doentes a dormitar pelas esquinas.
Neste caso, talvez se trate duma tradução menos feliz e, em vez de "uma educação rígida, religiosa", a psiquiatra afirme "uma educação religiosa rígida". Mesmo assim, esse adjectivo "rígida" terá que ser entendido como qualificativo de "educação sexual" e não de "educação religiosa".
Já agora, gostaria de saber quantos traumas não surgem a partir duma educação ou prática desregrada da relação sexual, sobretudo quando iniciada em idade precoce...
PS. Que o sexo na sua globalidade tem sido bastantes vezes maltratado por algumas Igrejas, incluindo a ICAR, é verdade. E na sociedade não religiosa?
 
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Sexo Quando elas não conseguem
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 12:14 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
Cá com o Je não há nenhuma que não consiga o moi. Todas as que me têm procurado, ficam curadas no mínimo à terceira vez. A culpa pela experiência que tenho tido, é dos nabos que arranjaram. Não há mulheres frígidas há é homens que não sabem seduzir. Um conselho vos posso dar. Tratem a mulher como uma flor e vão ver que deixa caír todas as pétalas.
 
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    Gaba-te cesta rota que vais à vindima    Ver comentário
S THUNDERS (seguir utilizador), 1 ponto , 12:23 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
    Re: Sexo Quando elas não conseguem    Ver comentário
Vick83 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:15 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
    Re: Sexo Quando elas não conseguem    Ver comentário
tiagoviegas (seguir utilizador), 1 ponto , 16:02 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
    Re: Sexo Quando elas não conseguem    Ver comentário
brit55 (seguir utilizador), 1 ponto , 16:47 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
    Re: Sexo Quando elas não conseguem    Ver comentário
Mensagero (seguir utilizador), 1 ponto , 9:32 | Terça feira, 12 de janeiro de 2010
Pois
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 10:49 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
Pois...
 
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Brave new world
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 10:53 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
http://jn.sapo.pt/PaginaI...
 
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Ir mais fundo que o artigo da única
roze (seguir utilizador), 1 ponto , 18:42 | Domingo, 10 de janeiro de 2010
é já um dever obrigatório do expresso, razão porque se torna imperioso, solicitar à Clara Pinto Correia ( cientista ) um artigo sobre o assunto.
 
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Absurdo
MiaAna (seguir utilizador), 1 ponto , 10:15 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
O que eu não acho normal é a quantidade de pessoas que "goza" pura e simplesmente com a situação. Das várias uma, ou não sabem ser dignos de responder e entender a complexidade da situação e é por isso que muitos têm vergonha de falar do assunto; ou querem simplesmente fazer mal e envergonhar os outros; ou têm alguma frustação e escondem-na desta forma.
Isto é um assunto sério, é algo que assola a realidade de algumas pessoas! Por favor, tentem ser mais compreensivos e tentem-se colocar na posição dos outros.
 
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    Re: Absurdo    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 15:49 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
    Re: Absurdo    Ver comentário
MiaAna (seguir utilizador), 1 ponto , 16:01 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
    Re: Absurdo    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 16:09 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
    Re: Absurdo    Ver comentário
MiaAna (seguir utilizador), 1 ponto , 16:26 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
    Re: Absurdo    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 16:46 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
    Re: Absurdo    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 17:01 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
    Re: Absurdo    Ver comentário
MiaAna (seguir utilizador), 1 ponto , 17:09 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
    Minha Pequena e Grande Dor    Ver comentário
Mukany (seguir utilizador), 1 ponto , 16:55 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
O Diabo apanhará vossas almas.
Anthos (seguir utilizador), 1 ponto , 15:11 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010

Qualquer pessoa sabe que uma educação falhada e repressiva cria problemas e traumas na esfera sexual dos indivíduos. Fui muito interessado no que disseram ambos os doutores porque corresponde à verdade. Sabe-se bem que a psicologia e a igreja vêem as coisas diferentemente; eu diria que elas estão nos antípodas. Quando eu era catraio, os padres diziam mentindo (uma característica, que os distingue desde sempre) que não devíamos masturbar-nos se não tornaríamos cegos. Isto é outro "muito obrigado" que a igreja se merece. Certo, o nosso cérebro é uma máquina muito complexa, que grava todos os acontecimentos e por isso cada um de nós está em contínua mudança. Podemos dizer com toda tranquilidade e verdade que não somos iguais respeito a um minuto antes. A psicologia ensina que há dois pólos opostos na psique humana: Eros ou Libido / Thanatos (morte). O 1° dá felicidade e permite-nos viver serenamente. O 2° quer dizer repressão, envolvimento interior, dobra em si mesmo sem as energias vitais cair fora. Uma rígida edução religiosa pode causar muitos sarilhos pois uma pessoa se sente em pecado e em culpa, um ser ignóbil que bate no peito.

Boa Segunda-Feira!

António
 
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    Re: O Diabo apanhará vossas almas.    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 17:07 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
    Re: O Diabo apanhará vossas almas.    Ver comentário
Anthos (seguir utilizador), 1 ponto , 18:07 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
Desilusão...
SoniaSantos80 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:58 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
Devo dizer que comentários como alguns dos que li acerca desta reportagem me dão alguma vergonha enquanto portuguesa...é triste constatar que muitos leitores aqui ou são mesmo dotados de um nível de inteligência bastante reduzido (o que faz com que não entendam que o que está aqui em causa é um problema de saúde, INVOLUNTÁRIO, que pode levar uma mulher e não conseguir realizar dois dos maiores sonhos de grande parte delas: ter uma relação feliz com o seu parceiro e ter filhos... ) ou têm um sentido de humor e de oportunidade bastante infelizes.
Quanto ao comentário acerca da igreja, que tanta perplexidade causou a alguns leitores, deixem-me que vos diga (isto por uma pessoa que já passou pela situação que é aqui relatada) que a religião pode, sim, ser uma influência causadora do vaginismo. Isto pelo simples facto de que a igreja católica é categoricamente contra o sexo antes do casamento, e para quem leve a sério os desígnios da igreja, pode mesmo acabar por desenvover um problema destes por saber que a sua vontade não é aprovada pela sua religião. Por acaso não foi essa a origem do meu problema, mas o raciocínio é perfeitamente enquadrável ao caso pelo qual passei. Quanto às mulheres que sofram deste mal, tudo o que lhes desejo é que não encontrem pela vossa vida amorosa nennhum dos seres que aqui se vangloriam de ser uns grandes machos com os quais tudo seria uma grande festa, porque com pessoas dessas, até quem nao tem problemas pode passar a tê-los!
 
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    Re: Desilusão...    Ver comentário
MiaAna (seguir utilizador), 1 ponto , 9:38 | Terça feira, 12 de janeiro de 2010
Quase lamento ter colaborado neste artigo!
Pedro Freitas (seguir utilizador), 1 ponto , 23:17 | Segunda feira, 11 de janeiro de 2010
Colaborei neste artigo de boa vontade e desinteressadamente com o intuito de esclarecer e ajudar a desmistificar problemas comuns na sexualidade feminina. Não imaginei que o mesmo seria alvo de tantos comentários de profundo mau gosto mas que revelam facetas "interessantes" de quem os escreveu...
Apesar do comentário acerca da influência da educação religiosa na sexualidade não ser meu, e admitindo ter sido feita uma transcrição rápida do que eventualmente foi dito, não posso deixar de colocar algumas questões à leitora que se mostrou tão ofendida com o tema: acha que interiorizar desde criança que sexo é pecado, é sujo e feio que "uma menina bonita não toca no pipi", que o pecado original ("pecado" da carne) tem que ser "lavado" com o baptismo, que Maria só foi considerada digna de ser mãe de Cristo por ser virgem associando o desfloramento a algo indigno, que na confissão seja questionado às jovens as "actividades lúdicas" com os namorados, que se diga que a actividade sexual é destinada unicamente à procriação e por vezes designada como "dever conjugal", que a contracepção seja proibida pelo Vaticano assim como o uso do preservativo são informações que contribuem para uma sexualidade normal, livre e gratificante? É lamentável que apenas os temas que tocam na Instituição Igreja Católica sejam os únicos considerados fracturantes na nossa sociedade e que o fanatismo religioso se sobreponha ao bom senso e à verdade, por si rotulados de arrogãncia profissional.
Pedro Freitas
 
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pertinaz (seguir utilizador), 1 ponto , 11:12 | Terça feira, 12 de janeiro de 2010
Se elas não conseguem é só me ligarem
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 1 ponto , 9:43 | Terça feira, 12 de janeiro de 2010
com carinho...
 
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