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Se Allah quisesse...

Não tenhamos medo de construir a nossa sociedade em conjunto. Com ou sem em Deus, através das nossas diferenças, podemos encontrar caminhos de ética comuns

Faranaz Keshavjee (www.expresso.pt)
15:13 Quarta feira, 11 de novembro de 2009
Crónicas de uma Muçulmana - Se Allah quisesse...
http://www.brasilescola.com/sociologia/o-brasil-varias-cores.htm

Não sinto qualquer gosto em nomear o ignorante. Contudo, esperaria alguma humildade de quem sabe pouco, mas que, mesmo assim, pega no Alcorão, ou no senso comum, e faz afirmações descabidas, distorcidas, desinformadas. Gostaria que os meus leitores entendessem que a única coisa que espero deles, como exijo de mim mesma, é procurar informação credível, ler muito, investigar, reflectir, ter olho crítico, relativizar, e depois fazer afirmações com humildade. Seguir estas premissas para o conhecimento equivale a seguir os principios epistemológicos da ciência moderna. E este é um legado fantástico da ciência que aprendi a utilizar neste Al-Gharb (Ocidente) intelectual.

Respondendo a algumas questões comentadas, não existe para mim nenhuma religião melhor ou mais perfeita que outra. Estou na linha de interpretação Qurânica que valoriza o pluralismo, a diversidade, e a ética cosmopolita, onde cabem todos, pela sua diferença, mesmo os que não acreditam em Deus. Lembrando o que diz o Alcorão:

Digam (oh muçulmanos): Nós acreditamos em Deus, e no que nos foi revelado, e no que foi revelado a Abraão, e Ismael, e a Isaac, e a Jacó, e às tribos, e ao que Jesus e Moisés receberam, e ao que os Profetas receberam do Seu Senhor. Não fazemos distinção entre eles, e só a Deus nos rendemos (Q:II;136)

A cada um Apontámos uma lei divina e Traçámos o caminho. Se Allah quisesse, ter-vos-ia feito numa só comunidade. Mas Ele preferiu que de vós resultasse o que Ele vos deu, e que vos torna naquilo que sois. Portanto, excedei-vos entre vós nas boas obras. Para Deus será o vosso retorno; nessa altura Deus informar-vos-á sobre as vossas diferenças. (Q:V;48)

Não tenhamos medo de construir a nossa sociedade em conjunto. Cada um no seu caminho de fé, ou de crenças diversas, podemos encontrar caminhos de moralidade e de ética comuns e construir sociedades equilibradas, justas, fraternas.

O medo que alguns muçulmanos, felizmente poucos, querem impor em todos nós (incluo-me no grupo dos perplexos perante os absolutismos, qualquer que ele seja) não pode ser generalizado a todo um universo de 1.200 milhões de muçulmanos que vivem preocupados com a educação, a prosperidade, a política do seu pais, e a sua qualidade de vida. Talvez pudéssemos buscar inspiração nestes ayats (sinais divinos) e fazer obras que contribuissem para a dignificação da condição humana. Muito provavelmente, os descontentes e desafortunados seriam muito menos... e menos atentos às vozes dos fundamentalistas.

Click to see the english version (versão inglesa)

*A Salaam significa paz

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GOSTO MUITO DOS SEUS TEXTOS
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 14:51 | Quinta feira, 12 de novembro de 2009
SERÃO DORAVANTE REGISTADOS NO CAMPO DO DESEJO.

A SUA PROSA É POR VEZES COMOVENTE E TAO PUERIL QUE CHEGA A COMOVER.

GOSTAVA IMENSO DE LHE PODER DAR RAZÃO, MAS A REALIDADE É O PRINCIPAL OBSTACULO E, SABE... CONTRA FACTOS NÃO HÁ ARGUMENTOS!
 
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Sou católico...
B l u e S k y (seguir utilizador), 2 pontos , 19:19 | Quinta feira, 12 de novembro de 2009
...posso viver junto de muçulmanos.
Do mesmo modo, não sendo gay, posso viver junto deles.
O princípio é o mesmo: o respeito pelo próximo.
Quando existe respeito, tolera-se tudo e todos...
É simples!
complicado é o ser-humano...
 
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    profundo blue...muita profundo    Ver comentário
GEAN (seguir utilizador), 1 ponto , 0:04 | Sexta feira, 13 de novembro de 2009
Coitados destes tipos
cjours (seguir utilizador), 2 pontos , 10:17 | Sexta feira, 13 de novembro de 2009
Coitada desta gente. Eu tenho pena delas mas se são felizes assim, nada a opor.
E tiro o meu chapéu ao Expresso que abriu a porta à senhora, o que demonstra um desejo de 'pluralidade' saudável. E gabo a senhora que, sendo moderada, nos quer fazer crer que a religião dela não é uma ameaça à paz mundial - mas é!
A senhora, acredite ela ou não, está com séculos de atraso em relação ao ocidente, como os países islâmicos também estão! Reparem que, na opinião da senhora, há um Deuze, seja ele qual for, que está por trás de tudo. Tudo é divino. As mais singelas aspirações como "a educação, a qualidade de vida" etc, etc. são ayats...Esta gente não concebe vida sem Deuzes..
O que essa senhora não percebe é que essas aspirações, aqui no Al-Gharb, são determinadas por politicas de Estado. De Estados LAICOS. É este subtil pormenor que esta senhora não entende, nem está preparada para entender. Não entende que não é aceitável seres humanos viverem sob o jugo de TEOCRACIAS. E esses passo, a conversão dos países árabes em Democracias, senhora Faranaz, é que a devia preocupar. E não convencer-nos que o Islão não é uma ameaça SÉRIA! E não convencer-nos que TEOCRACIAS são solução de Governo. Os povos islâmicos deixam de ser uma ameaça quando forem Democracias Laicas, as simple as that!!! VOCÊS, VOCÊS é que têm que fazer o vosso trabalho! Se conseguirem...
Não venham é culpar o Ocidente da vossa tacanhez e primitivismo!!!!
 
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O exercício da procura da paz
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 15:15 | Quinta feira, 12 de novembro de 2009
Quero saudar a Sra Keshavjee por expressar aqui a sua abertura para procurar caminhos de ética comuns com toda a gente independentemente da sua fé num ente superior.
Também saudo o facto de a Sra Keshavjee reconhecer os absolutismos medonhos que alguns muçulmanos querem impor ao mundo, tal como o têm feito outras confissões religiosas ou grupos ateus ao longo da história, digo eu.
Como seguidor e comentador deste blogue desde o início reafirmo o meu desejo de experimentar a procura da paz, tal como sugere o subtítulo do mesmo blogue.
As críticas que aqui tenho feito e poderei continuar a fazer não se destinam a atingir ninguém em particular e têm como único objectivo evidenciar e tentar desmontar aspectos que podem funcionar como barreiras à paz no contexto da sociedade moderna.

 
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AS RELIGIÕES FORAM INVENTADAS;PARA MELHOR SE DOINA
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 15:15 | Quinta feira, 12 de novembro de 2009
AS RELIGIÕES FORAM INVENTADAS;PELOS HOMENS AFIM DE MELHOR OS DOMINAR E DAÍ TAMBÉM SE PODEREM BEEFICIAREM AS CASTAS AO LONGO DOS SÉCULOS PERPÉTUAENTE.KANTIFLAS
 
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Se nós quizermos...
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 17:07 | Quinta feira, 12 de novembro de 2009
Afinal a paz entre uma pessoa muçulmana, culta e cosmopolita e uma pessoa anti-religiosa, ignorante e preconceituosa, parece uma brincadeira de crianças: mal começam a brincar e já parece que sempre foram amigas.
Tudo indica que se nós quizermos, seja em nome de Allah, seja em nome de Deus, ou simplesmente por não fazer aos outros o que não queremos que nos façam a nós, não haverá Satanás que consiga impedir a paz.
Infelizmente, também tudo indica que se nós quizermos, seja em nome de Allah, seja em nome de Deus, ou simplesmente por egoísmo, a paz será impossível.
 
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Os seus
beliço (seguir utilizador), 1 ponto , 19:04 | Quinta feira, 12 de novembro de 2009
escritos são uma delícia para os sentidos! Continue Senhora Keshavjee!
 
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ALÁ do Alcorão é diferente de IAVÉ da Bíblia!
martalgarve (seguir utilizador), 1 ponto , 19:59 | Quinta feira, 12 de novembro de 2009
Segundo a Bíblia, Deus pode ser conhecido. Jesus Cristo veio a esse mundo para que conheçamos a Deus:

"E a vida eterna é esta: Que Te conheçam, a Ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviastes" (João 17: 3).

No Islamismo, porém, Alá é desconhecido. É tão transcendente, tão exaltado, que nenhum homem pode sequer conhecer Alá pessoalmente.

Enquanto, segundo a Bíblia, o homem pode chegar a um relacionamento pessoal com Deus, o Alá do Alcorão é tão distante, tão longínquo, tão abstrato, que ninguém pode conhecê-lo.

Fala-se do Deus da Bíblia como um Ser pessoal com intelecto, emoção e vontade.

Isso se contrasta ao Alá do Alcorão, que não é entendido como uma pessoa. Isso o abaixaria ao nível de um homem.

Para o Islamismo, a idéia de que Alá é uma pessoa ou um espírito é blasfêmia, porque isso rebaixaria o Exaltado.

Porém, o conceito de que "Deus é Espírito" é um dos pilares da natureza Bíblica de Deus, ensinada pelo próprio Jesus Cristo, em João 4: 24.

Por último, a Bíblia fala muito sobre a graça de Deus em promover uma salvação gratuita para o homem através de um salvador, que é também um intercessor: "porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem" (I Timóteo 2: 5).

Já, no Alcorão, não há nenhum conceito da graça de Alá. Não há nenhum salvador ou intercessor, segundo o Alcorão.

Concluindo, IAVÉ e ALÁ não são o mesmo Deus!
 
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Atenção ao título…
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 22:25 | Quinta feira, 12 de novembro de 2009
O título correcto deveria ser…

Se Allah quissesse NÃO TINHAMOS medo…

  “Respondendo a algumas questões comentadas, não existe para mim nenhuma religião melhor ou mais perfeita que outra.”???

A sério??? E é isso que está no Alcorão??? Isso é que interessa saber!

Tem razão em dizer para “si”….
Há muitos “sis” por este mundo fora, felizmente!. Esses não incomodam,… Os “sis”dão-se todos bem.!

Logo, “what's the point”??? Devemos ser intolerantes com os fundamentalistas, é isso??? O pessoal anda a “tentar”, uns melhor outros piores…

Ainda hoje, um colega muçulmano (Turco) comentava comigo: “ Estou lixado, assaltaram-me a casa só pode ter sido um “kut”(não traduzo) dum marroquino…os gajos empestam a rua!” COMMENTS????

Ele muçulmano, eu agnóstica de origem judaica, damo-nos lindamente…Porquê??? Simples, ele está-se nas tintas para a minha não-religião, e eu estou-me nas tintas para a religião dele…tão simples como isso, eu não lhe vendo nada, ele não me vende nada...Funciona sempre.
 
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    Re: Atenção ao título…    Ver comentário
GEAN (seguir utilizador), 1 ponto , 23:13 | Quinta feira, 12 de novembro de 2009
Wafa Sultan...
kcorreia (seguir utilizador), 1 ponto , 22:31 | Quinta feira, 12 de novembro de 2009
O EXPRESSO, bem podia arranjar uma entrevista com a Wafa Sultan… parece-me que tem uma visão mais racional e menos romântica da realidade…

"The muslims are the ones who began using this expression:

The Prophet said: I was ordered to fight the people until they believe in Allah and is Messenger. When the Muslims divided the people into Muslims and non-Muslims and called to figth the orders until they believe in what they themselves believe, they started this clash and began this war..." Wafa Sultan ( Crónicas de outra Muçulmana)

http://www.youtube.com/wa...

“Talvez pudéssemos buscar inspiração nestes ayats (sinais divinos) e fazer obras que contribuissem para a dignificação da condição humana.”

Quais sinais divinos, qual carapuça, toca a trabalhar, no duro!!!…no meu jardim, as flores crescem com as pingas do meu suor…não é com os sinais divinos. Mas lá está, eu sou agnóstica ignorante…não sei ler o Alcorão...felizmente, consigo ler os folhetos do Lidl. Publicidade por publicidade sempre prefiro com bonecos.
 
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    Re: Wafa Sultan...    Ver comentário
GEAN (seguir utilizador), 1 ponto , 23:14 | Quinta feira, 12 de novembro de 2009
Se os Suiços quiserem dia 29 não haverá minaretes
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 23:42 | Quinta feira, 12 de novembro de 2009
A Suíça vai decidir no próximo dia 29 sobre a iniciativa contra a construção de minaretes. A demanda é clara: a inclusão na Constituição Federal: "a construção de minaretes é proibida." E isso para parar, dizem eles, a tentativa de impor círculos islâmicos na Suíça um sistema jurídico baseado na sharia. Na opinião de adversários e do Conselho Federal, a iniciativa popular viola os direitos humanos e vai contra os valores fundamentais da Constituição suíça. A proibição colocaria em risco a paz entre as religiões e não ajudaria a conter a propagação de islâmicos fundamentalistas. Em seguida, os minaretes são realmente uma ameaça para a Suíça? A proibição é realmente a solução para uma convivência pacífica entre as religiões? Será que não perturbam a paz religiosa e podem levar a uma guerra de religiões na Suíça?

http://infrarouge.tsr.ch/...
 
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Desde Caim que as coisas são assim
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 8:59 | Sábado, 14 de novembro de 2009
O único inimigo da paz no mundo é o egoísmo inato do ser humano em relação ao bem estar. O meu bem estar, o bem estar do meu clã, o bem estar do meu povo, o bem estar da minha civilização. Para conseguir o bem estar, o ser humano não conhece outra forma do que apropriar-se dos recursos disponíveis na terra, como se fossem inesgotáveis, fazendo-os propriedade sua, do seu clã, do seu povo ou da sua civilização sempre em detrimento de outros seres humanos que também habitam naquilo que hoje se chama aldeia global.
Na disputa pelos recursos terrenos que outros seres humanos também consideram seus, o ser humano não tem qualquer contemplação pela vida de outro ser humano transformando tudo em questões de sobrevivência e de legítima defesa.
 
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O criador, dono e senhor virtual
CondestavelXXI (seguir utilizador), 1 ponto , 10:03 | Sábado, 14 de novembro de 2009
No seu caminho até à sua próxima extinção da face da terra, a humanidade descobriu recentemente (há poucos milénios) um árbitro criador e dono de toda a riqueza material a que chamou Deus. Parecia uma excelente idéia na medida em que se ninguém pudesse apropriar-se dos recursos materiais, a questão da paz ficaria resolvida.
O poder espiritual de se apropriar da verdade absoluta passou então a ser a principal forma de legitimar o controlo real da moral e dos recursos materiais, agora sob a inquestionável capa divina. O poder de Deus, sendo virtual, não dispensa no entanto o uso de todos os meios bélicos possíveis e de toda a violência necessária para se tornar real. A paz continuou pois a ser uma miragem e hoje, Deus, apesar do imenso poder de que ainda dispõe, é mais um estorvo que uma ajuda à paz no mundo. Com efeito, muitos dos conflitos hoje existentes ou latentes estão ampliados ou não resolvidos apenas devido ao poder de Deus. Este blogue está repleto de exemplos do que afirmo.
 
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Podia elaborar sobre isto no futuro?
jpafonso (seguir utilizador), 1 ponto , 14:48 | Sábado, 14 de novembro de 2009
O que acho belíssimo nos textos da Senhora Keshavjee, é o seu potencial para renovar a fé de qualquer pessoa, e não falo simplesmente de proselitismo beneficiando uma religião particular, qualquer fé.

Ao longo dos séculos, a religião tem sido usada com demasiado frequência para dividir (quando o propósito dos que se convertem, é se unir). Os mais devotos sentem necessidade de reafirmar a sua devoção frisando com intensidade o que os distingue, talvez porque a religião é o terreno do absoluto, e nesse campo não há diferenças menores. Estão errados. Essa atitude afasta os que estão fora, e leva à fragmentação da fé: nada é mais ridículo e descredibilizador que observar um mundo dividido em credos diferentes a respeito do "mesmo", unidos numa única ideia, a de serem os únicos a estarem certos. Daqui ao cinismo e ao desapontamento, ou então ao fundamentalismo, vai um passo. É por isso que me é refrescante ler Faranaz Keshavjee. Ao mesmo tempo que me conta o "seu" lado, usa ideias universais partilhados por todos se houver o esforço em reconhecê-lo. Ela mostra que religião não é sinónimo de divisão, e que se pode defender uma fé mesmo em terreno culturalmente hostil, procurando unir em vez de dividir. Inspirador.

Mas confesso que estou intrigado pela frase que conduz ao "mesmo os que não acreditam em Deus". A raridade (?) dos países muçulmanos laicos parece indiciar um certo desconforto com o laicismo. Podia elaborar sobre isto no futuro?
 
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Ayats
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 15:06 | Sábado, 14 de novembro de 2009
Minha cara Faranaz Keshvjee (nome complicado!),

Há muitos anos, creio ter recebido o meu sinal divino. Acredite ou não, também tem a ver convosco. Adorei a parte do Corão que você fez questão de colocar no seu texto - eu que não conheço nada do Corão e até confesso que não simpatizava muito com a vossa religião - coisas de aluno aplicado, daqueles que tiravam sempre as melhores notas a História. A primeira vez que ouvi falar em Maomé e em Meca, devia ter uns doze anos e pensei: não gosto desta religião, nem deste Maomé. Anos mais tarde, viria a descobrir que tinha mais afinidades convosco do que alguma vez poderia supor ...

Vou transcrever o parágrafo do Corão de que eu particularmente gostei. Obrigado por o ter colocado aqui.

"A cada um Apontámos uma lei divina e Traçámos o caminho. Se Allah quisesse, ter-vos-ia feito numa só comunidade. Mas Ele preferiu que de vós resultasse o que Ele vos deu, e que vos torna naquilo que sois. Portanto, excedei-vos entre vós nas boas obras. Para Deus será o vosso retorno; nessa altura Deus informar-vos-á sobre as vossas diferenças. (Q:V;48) "
 
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